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Luiz Antônio N.
30.878 seguidores
1.298 críticas
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4,5
Enviada em 3 de janeiro de 2017
Loving - O filme é baseado na história real de um casal que se casa e são presos e exilados simplesmente pelo fato de serem de raças diferentes, já sinto cheiro de Oscar O filme é excepcional, Uma História bonita e muito comovente, um tapa na cara da sociedade que até hoje ainda sofre com o racismo
Baseado em uma história real, Loving: Uma História de Amor, filme dirigido e escrito por Jeff Nichols, faz o relato do caso de Richard (Joel Edgerton) e Mildred Loving (Ruth Negga, indicada ao Oscar 2017 de Melhor Atriz), um casal inter-racial que, após se casarem, no final dos anos 50, foram sentenciados a um ano de prisão, no Estado de Virginia, onde moravam – por terem violado o Ato de Integração Racial de 1924, que proibia o casamento entre pessoas de “cores” diferentes.
Pensar que o amor pode ser um sentimento que causa esse tipo de reação é um absurdo e é nesse ponto que reside a força da história de Loving: Uma História de Amor. O roteiro de Nichols enfoca a vida exilada que Richard e Mildred passam a levar e a ajuda que recebem das associações de direitos civis, no momento em que este movimento passa a ascender na sociedade norte-americana.
O caso deles é emblemático, pois, em 1967, foi julgado pela Suprema Corte dos Estados Unidos, que deu ganho de causa aos Loving, invalidando, assim, as leis que proibiam o casamento interracial.
Loving: Uma História de Amor é uma obra bonita, que se apoia muito nos silêncios destas personagens. Apesar de ser apaixonado pela sua esposa, Richard é um homem introvertido, que estaria satisfeito em viver a vida da forma como ela estava sendo experimentada. Ao contrário de Mildred, que, mesmo respeitando as vontades do marido, ansiava pelo momento de voltar pra casa.
Uma história de amor baseada em fatos reais, LOVING aborta o tema do casamento inter-racial nos anos 50 e suas absurdas consequências. Os personagens principais que vivem o casal, Joel Edgerton sem muitas palavras, mas passa através do olhar a imagem do verdadeiro Richard.e rouba cenas. Já Ruth Negga, que recebeu indicação ao Oscar é a alma do filme. Na minha opinião faltou um pouco de química entre os personagens, mas a história é tão linda que passa desapercebido. Um filme muito atual para os dias de retrocesso da atualidade que vivemos. NÃO PERCAM.... RECOMENDO.
Filme triste, sofrido e LINDO! LOVING: uma história de amor (EUA, U.K., 2017). Difícil acreditar que é baseado em uma história real, de tão insólita e louca realidade que o sul dos EUA ainda vivia, quase 100 anos após o fim (oficial) da escravidão. A wikipedia diz: "Virgínia, 1958. O casamento inter-racial é proibido, mas Richard e Mildred decidem viver seu amor. Eles se casam, mas são presos e chegam ao Supremo Tribunal para defender o que sentem até as últimas consequências." Mas o filme é muito mais do que isso. É a história real de um casal real, com seus três filhos, uma vida real e banal, de gente sem grandes ambições e que simplesmente querem poder continuar a ser uma família e querem ter o direito de morar onde nasceram e cresceram, ontem tem suas raízes. Ao final do filme há uma "surpresinha", quando ficamos sabendo que, apenas 7 anos após a decisão histórica da Suprema Corte dos EUA (motivada pela disputa do casal em relação ao Estado da Virgínia), que modificou a legislação, descriminalizando (finalmente!) os casamentos inter-raciais no país, Richard Perry Loving morreu em um acidente em 1975, quando Mildred Loving perdeu o olho direito. Ela nunca mais se casou, vindo a falecer em 2008.
Substitua o elenco por dois atores reconhecidos e adicione um diretor de visibilidade...aí teremos um grande filme. Mesmo se tratando de um roteiro bem consistente, não alcança o nível que deveria, se mantendo mediano até o fim. Interessante e básico.
O filme retrata o período em que em alguns estados dos Estados Unidos era crime um casamento inter-racial, transar podia, mas casar não. Nisso um casal é preso, sofre humilhações, mas luta contra o sistema. O grande defeito do filme está nas atuações, muito quadradas e sem a emoção e dramaticidade que a história precisa. Também não entendi a indicação de Ruth Negga para melhor atriz no Oscar. Vale como conhecimento de um período absurdo da história moderna, mas como filme é fraco.
LOVING, possivelmente, não será exibido nos cinemas brasileiros. Não foi bem de bilheteria nos Estados Unidos e na Inglaterra e só obteve uma indicação - de melhor atriz - aos principais prêmios da temporada. O que não quer dizer que não seja um bom filme. Passado no final da década de 1950, no estado de Virgínia, trata do caso de casamento inter-racial que, chegando à Suprema Corte, tornou nula a proibição de uniões sacramentadas entre brancos e negros nos EUA. Sem ser panfletário, o filme é de uma delicadeza tocante, apesar de ser arrastado nalguns momentos. A passividade do marido branco contrasta com a determinação da esposa negra num filme de ação mínima, de muitos olhares, de expressividade a mil. Os protagonistas,os Loving, só desejam viver sua história de amor e a criação de seus filhos no campo, onde sempre viveram. Os atores principais brilham intensamente nesse drama coeso, sensível e nada apelativo.
O filme é incrível! Sensivel e triste também. Os atores não são inexpressivos como falaram, apenas retratam como era os relacionamentos naquela época onde não havia muita demostração de carinho, nem nos relacionamentos amorosos nem nos relacionamentos de amizade, pais e filhos etc. Principalmente nas famílias mais humildes. Então o filme é sensacional, e nos faz refletir muito.
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