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Adriano Côrtes Santos
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1.229 críticas
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5,0
Enviada em 18 de março de 2019
A garota Desconhecida (2016), dos irmãos Luc e Jean-Pierre Dardenne, deixa os sentimentos de solidariedade em ebulição. Em uma pequena clínica na cidade Belga de Liège, a médica Jenny (Adèle Haenel) depois de um dia cheio, não atende às batidas na porta do hospital (já passam das 20:00). Na manhã seguinte, Jenny é informada que uma garota que apareceu à porta, estava procurando refúgio e foi assassinada bem próximo, apenas alguns metros do hospital. Com a consciência a lhe martirizar, Jenny procura amenizar o erro: envolve-se no caso, busca por suspeitos, divulga a foto da vítima, uma imigrante africana, e compra um jazigo para sepultá-la com dignidade. Com um enredo sobre a angústia existencial, bem simples, porém, repleto de possibilidades naturalistas, os irmãos Dardenne, esmiúçam o comportamento humano, flertando com o cinema de gênero, no caso o suspense policial. Um filme envolvente que nos faz analisar nossas atitudes, omissões e remissões em um mundo cada vez mais individualizado. Os Dardenne estiveram bem melhores em “O Filho” (2002) e o excepcional “A criança” (2005), mas, mesmo quando falham em alguns aspectos, nunca deixam de ser profundos e filosóficos.
(...)O insucesso transparece ao assistir a este longa, eis que deixa de desenvolver o seu incrível potencial instigante de um thriller investigativo(...)
A Garota Desconhecida é um filme que trabalha muito bem o efeito da culpa em uma pessoa, é um muito intimista, consegue trabalhar muito bem os sentimentos humanos. Filme muito bom.
Este é um filme intimista que lida com nossa percepção de humanidade, e desumanidade. Ela conta a história de uma doutora competente, perfeccionista, mas que por isso mesmo atende seus pacientes como doenças a serem solucionadas ou mantidas sob cuidados constantes. Apenas com um gesto automático, ela causa a morte indireta de uma moça desconhecida em frente ao seu consultório e a desistência de seu estagiário da medicina. A redenção da Dra. Jenny Davin (Adèle Haenel) irá através de um filme tenso dos irmãos Dardenne observar não apenas a forma igualmente fria e obstinada da médica em conseguir resolver o caso, mas também irá jogar luz sobre a percepção cada vez maior de que nos falta cada vez mais simpatia e humanidade com o próximo. Com um simples argumento, câmera na mão, jogo de cenas em uma montagem eficiente, acompanhamos todo esse processo que tece aos poucos uma sutil crítica social a respeito dos abandonados, dos rejeitados e ignorados, que mesmo depois de mortos viram um problema para a sociedade. É um retrato fiel e universal da indiferença crescente pelo ser humano, através dos olhos de uma protagonista incompleta durante todo o filme (sempre vista de lado ou de costas). A interpretação de Adèle Haenel não poderia ser mais correta. E a mensagem do filme, não poderia ser mais clara.
É interessante como o cinema francês consegue ser tão intimista e ao mesmo tempo tão intenso. Neste filme com poucos diálogos, acompanhamos a rotina de uma jovem médica que entre os atendimentos a seus pacientes também investiga a morte de uma garota em frente à sua clínica por se sentir culpada por não abrir-lhe a porta antes do crime. Ligando os pontos de vários personagens bastante comuns e humanos ela vai pouco a pouco desvendando a história. Exemplo de como um filme pode ser simples e ao mesmo tempo magnífico.
Filme biográfico leve, divertido mas cheio de verdades muito esclarecedoras. Mesmo para quem não entende nada de política, vale a pena assistir. Ótimas atuações dos indicados ao Oscar Christian Bale e Amy Adams.
Uma medicina exercida quase como um sacerdócio onde o médico com uma postura ética e moral faz de tudo: coleta de exames, faz consulta domiciliar, sabe ouvir o paciente e não se comporta como um semi-deus, inacessível como aqui. Estamos muito longe disso. Melhore? Brasil, melhore.
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