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Juan Freitas
51 críticas
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4,0
Enviada em 2 de maio de 2026
Geralmente, quando não tenho interesse pelo enredo do filme ou o considero confuso, eu o descarto. Os filmes de Melville, por serem cativantes, me deixam fascinado pela história. Com Le Cercle Rouge não é diferente. Há, sim, coincidências que fazem a história avançar, mas isso não chega a ser um problema grave, então eu relevo. Inclusive, posso interpretá-las como algo sugerido pelo ditado inicial. É uma característica de Melville mostrar a confiança não verbal entre os personagens, e isso é feito com maestria. Não parece forçado devido à proposta de os personagens viverem em seu próprio mundo. Gosto de como a história é focada em figuras masculinas que seguem seus códigos de honra e geram consequências fatais. Por sinal, as atuações são bem convincentes. O roteiro não é muito complexo, mas exige que o espectador reflita e chegue a uma conclusão plausível sobre o que está acontecendo. A trilha sonora foi muito bem utilizada para não entediar o telespectador, considerando que é um filme atmosférico e lento. Apesar da duração, não senti que fosse maçante.
Corey (Alain Delon) acabou de sair da prisão. Com um dinheiro emprestado compra um carro. Depois de parar numa área de serviço, ele percebe que há alguém no porta-malas. Uma cena sensacional descreve esse encontro casual: o homem escondido no porta-malas é Vogel (Gian Maria Volonté), um fugitivo a quem a polícia está dando a caça. Os dois planejam fazer um roubo a uma joalheria de Paris, junto com a ajuda de um ex-policial (Yves Montand) que trava uma luta pessoal contra o alcoolismo . O detetive Mattei, que deixou fugir Vogel, se encarrega do caso. Produçaõ italo-francesa de 1970 com roteiro e direção de Jean- Pierre Melville, "O círculo vermelho" é uma historia sobre encontros casuais, solidão, o destino que escolhe a direção e ao qual os personagens não têm como escapar. Tudo isso envolvido numa trama policial inteligente e intrigante. Inesquecível a cena do roubo, onde a tensão é altíssima: uma cena de 20 minutos de silêncio interrompido por apenas uma fala na metade. Os três personagens principais são interpretados magnificamente: através de longos silêncios, poucos diálogos essenciais e uma grande expressividade, conseguem comunicar tudo com grande clareza e profundidade. Obra prima do gênero, "O círculo vermelho" é um clássico que merece ser conhecido e apreciado pelas novas gerações de cinéfilos e pelos não tão novos que o deixaram passar despercebido.
Um ótimo filme policial francês do inicio dos anos 70, com diretor e elenco de primeira e que na época de seu lançamento na França, bateu recordes de bilheteria. Dirigido pelo cultuado diretor Jean Pierre Melville, nos traz uma trama policial séria, polêmica e um jogo de xadrez entre três gângsters. O estilo de Melville e seus filmes policiais tiveram grande influência no cinema de Tarantino e Michael Mann e seus marginais heróis amorais e taciturnos.
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