Na verdade há muito fetiche e pouco desabrochar de fato no novo Carrie, a começar pela escolha de Moretz como protagonista, cuja identificação com a safa Hit-Girl de Kick-Ass está muito longe da imagem inocente associada a Carrie. A atriz esforça-se, faz caras de sofrimento, mas o filme está mais interessado nela como Lolita anti-herói do que no drama da virgem. Nesse ponto o novo Carrie é sinal dos nossos tempos de vingancinha e hiperssexualização: na cena em que controla seus poderes, a personagem entra no banheiro toda troncha, parecendo o Brinquedo Assassino, e já sai desfilando, com o cabelo hidratado e fogo no olho como a Fênix Negra dos X-Men.
"Carrie, a Estranha" é um suspense bem construído e cuja história remete ao problema do bullying. Bons efeitos especiais e ótimos desempenhos de Sissy Spacek e Piper Laurie. Final de arrepiar. Duas novelas globais - "Rainha da Sucata" e "Chocolate com Pimenta" - buscaram uma clara inspiração na sequência do "banho" humilhante da protagonista.
Filme muito bem sucedido do diretor Brian de Palma, baseado no livro de Stephen King, Carrie é uma menina que vive á margem das outras garotas, sendo portanto ridicularizada por elas. Em casa é humilhada pela própria mãe que é uma fanática religiosa. Então Carrie procura uasr suas habilidades paranormais para vingar-se. Sissy Spacek na pele de carrie está sensacional, Piper Laurie na pele da sua mãe fanática e castradora está estupenda. De Palma marcou época com esse terror lírico e fez sua fama merecidamente com este clássico absoluto. Nota:8,0
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