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Billy Joy
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51 críticas
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4,0
Enviada em 27 de outubro de 2021
Muito bom como o filme trabalha uma conexão sobrenatural de outros personagens em torno de Nosferatu (Ellen e Knock, especialmente). Os gestos em direção aos espaços em off, em muitos momentos exagerados nessa pantomima, evidenciam bem a presença dessa força maligna.
A melhor cena nesse sentido é quando, através da decupagem, Murnau conecta Nosferatu em seu castelo e Ellen em seu quarto. Os dois espaços, fisicamente distantes, são relacionados no modo como o diretor filma o campo/contracampo e, ainda mais interessante, como os gestos de ambos são combinados através da montagem.
Essa relação imaterial no horror se manifesta até mesmo nas cenas de maior frontalidade, com o uso de sombras que, além de anunciarem a presença lúgubre do vilão, parecem engolir suas vítimas num estado de transe horrorizado. Toda essa dinâmica acaba sendo muito mais efetiva na construção dramática do que a repetição dos mesmos intertítulos com trechos do livro sobre o vampiro.
Murnau aproveita bem os contrastes plásticos entre a figura pálida e aterradora de Nosferatu e fundos negros vazios, como se o personagem surgisse emoldurado em uma pintura sombria. A escuridão do abismo que parece existir no limite das portas, sua presença imóvel e perscrutadora na macabra casa vizinha, Nosferatu se alimenta desses espaços de pouca vida.
[Voltando a Logar textos que parei de pulicar por aqui]
Murnau consegue sintetizar através da estética expressionista, um horror visual muito instigante e extremamente atmosférico, as imagens pictorescas fornecem muito do alicerce puro do terror.
Gosto bastante da construção visual que ele trabalha aqui, essa estranheza vampiresca é de fato muito boa e o Nosferatu é um ser que figurativamente é bizarro, estranho e sinistro. Murnau acentua sua atmosfera ao mesmo tempo que possibilita uma construção visual do vampiro através das sombras que ajudam bastante a construir a imagem caricata do Nosferatu.
Obra prima de um dos maiores diretores da história do cinema, o lendário F. W. Murnau, Max Schreck interpreta um dos maiores personagem da história do cinema, o vampiro Nosferatu. Temos aqui um filme sombrio, polêmico e com uma qualidade cinematográfica incrível, tudo que propõe é feito com sucesso. Um filme eterno.
O que nos surpreende neste filme é o fato de envelhecer muito bem A maquiagem aos olhos de hoje ainda é bem feita mais o roteiro é um pouco cansativo Ainda assim foi o melhor filme dos anos 20
E pensar que esse filme foi feito a quase 100 anos. Loucura. E continua relevante , lembrado, sem dúvidas uma das obras mais definitivas do terror. A caracterização do Conde Orlok é espetacular!
Assombroso, enigmático e fúnebre, este filme apresenta uma atmosfera bastante carregada de coisas macabras, mesclando o suspense com elementos clássicos do drama. Sem dúvidas, uma obra bastante importante do gênero terror .
Apenas repisar na tecla que ele é, sem quaisquer sombras de dúvida, o mais perfeito filme de terror já feito. Com seus jogos de luz e sombra, sua trilha sonora atmosférica e claustrofóbica, a mais perfeita adaptação do clássico do escritor irlandês Bram Stoker (1847-1912) não deixa de ser uma ironia: os personagens tiveram os nomes alterados devido à não-autorização da viúva do escritor.
Em uma época que temos tantos (pseudo) vampiros luminosos e afrescalhados, Nosferatu continua como uma obra inquietante, artisticamente genial e original. É eficaz em nos assustar, mais sugerindo do que mostrando.
Se v quer enfartar de susto e ver sangue jorrando da tela, vá ver um terror mais moderno. Agora se tem curiosidade em conhecer o marco zero dos filmes de Drácula, um ponto alto do expressionismo alemão, um anacronico filme mudo com bela fotografia preto e branco e atores magistrais, vá de Nosferatu.
Algumas cenas são clássicas, como a que o Nosferatu sobe as escadas da casa de uma vítima. Porém, aos olhos do século 21, não teria como me surpreender. Filme cansativo e chato.
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