Média
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O que me encanta mesmo em “Mistress America” é essa discussão interna a respeito do papel da mulher, ou do ser humanos, mas principalmente da mulher, e se é relevante que existe um papel. Se por um lado as críticas que saem do papel da jovem Tracy (Lola Kirke) acompanham o que aprendeu sobre filosofia aristotélica, por outro sua fascinação pela nova amiga e que futuramente será sua meia-irmã bate de frente com a temática de Frances Ha: como os perdedores constroem história infinitamente mais interessantes do que os vencedores.
Faça um exercício comigo....Pensa num filme lixo, com atores lixo feito por um diretor lixo, tipicamente sem profundidade...pensou? Ganhou!!
Quando assisti a Frances Ha notei o uso de Nova Iorque, diálogos rápidos e a óbvia homenagem a Woody Allen, com uma protagonista adoravelmente perdedora. Agora em Mistress America essa protagonista volta em uma nova roupagem, em cores, e indiretamente serve de combustível para uma futura escritora na faculdade, que aprende que Aristóteles, mais do que matemática, também fala diretamente sobre os seres humanos.
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