Pra mim, esse filme é excelente tanto pela mensagem quanto pela forma.
Além de fugir do convencional de filmes de terror, atendo-se a sustos e escatologia, e proporcionando um imaginário aterrorizante sobre uma ameaça escondida. A mensagem, por sua vez, de inimigo mais imaginário do que de real, é ótima. Entra em questões de opressão e liberdade que extrapolam a mera narrativa sobre uma bruxa ameaçando a integridade de uma família isolada, e alcança a discussão sobre como a narrativa criada limita a ação e a liberdade das pessoas, sobretudo das mulheres.
A bruxa é um filme para pessoas inteligentes e para aqueles que querem fugir do filme de terror convencional.Pra quem for assistir o filme na esperança de jumpscares,sangue,gore desista.Tenho 13 anos e tive total consciência sobre o que eu estava assistindo e adorei sou amante do cinema e planejo ser diretor no futuro e fazer um filme tão bom ao nível de A bruxa.
"A Bruxa", dirigido por Robert Eggers, é uma obra-prima do terror psicológico que redefine o gênero ao entregar uma experiência inquietante, envolvente e profundamente perturbadora. Situado na Nova Inglaterra do século XVII, o filme mergulha o espectador em um ambiente opressivo e isolado, onde a religião, o medo e a paranoia se entrelaçam de forma sufocante.
O maior trunfo de A Bruxa está em sua autenticidade histórica. Desde o uso de um inglês arcaico até a minuciosa recriação de cenários e figurinos, Eggers demonstra um comprometimento raro com a precisão e a atmosfera. A tensão é construída de forma gradual, quase imperceptível, até que explode em momentos de puro terror.
O elenco é impecável, com destaque para Anya Taylor-Joy em sua estreia no cinema. Sua interpretação como Thomasin é ao mesmo tempo vulnerável e poderosa, capturando com maestria o conflito interno de uma jovem à mercê de forças maiores do que ela compreende. O restante do elenco, incluindo Ralph Ineson e Kate Dickie, complementa perfeitamente o tom sombrio e desesperador do filme.
Eggers utiliza a natureza e a escuridão como personagens em si, transformando o ambiente em um elemento essencial para o terror. A trilha sonora dissonante e os longos silêncios tornam cada momento imprevisível, deixando o espectador constantemente à beira do desconforto.
O que torna A Bruxa verdadeiramente notável é a visão singular de Robert Eggers. Sua maneira sombria e distinta de contar histórias vai além do susto fácil, mergulhando em temas complexos como fanatismo, repressão e medo do desconhecido. Eggers se destaca como um diretor que desafia convenções e entrega uma experiência cinematográfica única, provando que o terror pode ser ao mesmo tempo assustador e profundamente artístico.
Que filme incrível! A temática religiosa é o foco principal da história, da crença cega e fervorosa no paranormal. Diferente de outros filmes intitulados como "terror",a história assume o medo na ambientação, fotografia e trilha sonora, que muitas vezes nem existe para que a identificação visual seja o principal apelo. Atuações impecáveis demonstram possessão de uma forma mais simples possível, sem efeitos. O terror psicológico é assustador e lembra muito O Exorcismo de Emily Rose, que no meu caso causam muito mais agonia e desconforto que um monstro caricato. Um pouco arrastado no começo, porém o segundo ato do filme empolga muito. Merece o hype que está recebendo com toda certeza!
Bom não sou muito de ir ao cinema para levar susto,não é muito minha praia ,apesar que esse filme é realmente é um dos poucos desse gênero que surpreende pela qualidade das atuações e principalmente pela trilha sonora espetacular.O filme prende você do inicio até a cena final digna das mais sinistras.
Um dos melhores filmes que já assisti nesse gênero se não for o melhor, o filme é muito inteligente logicamente quem achou o filme péssimo é porque não compreendeu o elo entre os gêmeos, a Thomasin, o bode e a taça de prata que o pai vendeu. Nas ironias da Thomasin e dos gêmeos tinha um fundo de verdade no que ambos afirmavam ser brincadeira.
Sensacional, o melhor filme do gênero em 2016, não é para qualquer pessoa, muito vão se levantar depois de uma sessão e fala "asneiras" e "criticar". O diretor é muito top, a fotografia é sensacional, não há sustos as tem coisa muito pior que um sustinho, tem todo o terror psicológico da obra que vai martelar sua cabeça durante e depois do cinema.
A Bruxa é a minha obra favorita de terror psicológico dos últimos anos, o roteiro, a fotografia, direção, entre outros milhares de cuidados que foram tomados pela produção. Atuações brilhantes por parte de todo o elenco
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