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Daniela E.
1 crítica
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5,0
Enviada em 8 de março de 2016
Filme perfeito. História completa, sem erros e com uma grande interpretação subjetiva! Atuação impecável, fotografia maravilhosa e um clima muito pesado, ideal. Ótimo filme pra se apreciar, nota 1000. Um dos melhores filmes do gênero da década.
Eu adoro filmes de terror/suspense mas ironicamente não assisto nenhum, pois a indústria faz fiascos em 99% dos casos. A Bruxa conseguiu fugir disso, um filme que transmite o clima sombrio para o espectador, sem excesso de susto e a clichê crescente de aparições que realmente torna a maioria dos filmes cansativos. Filme de Terror tem que ser sombrio e terminar de tal forma, final feliz é pra Disney. E A Bruxa é totalmente macabro sem nem sequer mostrar uma criatura com olhos vermelhos e dentes afiados. Com conclusão amedrontadora e degradante, esse é o melhor filme do gênero que tive o prazer de ver. Se souberem de filmes parecidos, me recomendem!
Robert Eggers entrega aqui uma obra prima de mão cheia que pega um roteiro que poderia ser mais um do mesmo, mas com sua perspicazes consegue transforma-lo num filme intrigante, sombrio e deslumbrante. Um filme espetacular.
Enredo incrível, filme inteligente, um terror como não se via a anos. Ele não é um filme de sustinhos (o que eu prefiro) e sim te passa uma energia ruim, agonia. Exploram o silêncio com precisão e mostra como os seres humanos são alienáveis quando se trata de cultos. O grande erro foi ele ter sido vendido como o filme mais apavorante de todos os tempos e isso ele não é.
De primeira linha. Filme explendido. Terror psicológico sem apelar, tudo vai se construindo de maneira bem agradável num suspense que lhe envolve. Personagens bens construidos e que desempenham seus papeis de maneira satisfatória, figurino que faz jus à época em que o filme é retratado, fotografia linda e ao mesmo tempo cadavérica, som que só surge no tempo certo e o mesmo não tenta de forma alguma preencher lacunas do que se deixou por mostrar. Personagens que você se apaixona, se envolve, se identifica de alguma forma com as situações dos quais passam. O clímax é assustador, faz com que você fique boquiaberto.
A grande sacada para entender o filme é ler o escrito quando o filme acaba. Ali será explicado baseado em que o filme foi feito, inclusive as falas. Muita gente levanta e sai, meio que bravo da sala, e não lê essa parte. Com certeza não entenderá o filme e vai falar mal depois. O filme é uma crítica ao fanatismo religioso da época e, diga-se de passagem, ainda muito forte atualmente. Ele mergulha no pensamento cristão e suas histórias para mostrar a visão religiosa daquelas pessoas. É como se nós estivéssemos dentro da mente deles. Tudo é da mente deles, assim como ainda hoje acontece.
Muito foda, não sou muito fã de filme de terror e suspense mas esse me prendeu de uma maneira pertubadora fazendo com que eu não conseguisse para de assistir, muito melhor do que filmes com jumpscare toda hora sendo até irritante de tão clichê que é.
A Bruxa não é um terror que busca assustar o espectador quando ele menos espera, a narrativa não segue em nada as narrativas padrões da maioria dos filmes de terror, talvez por isso muitos são críticos ferrenhos do filme.
O filme faz você refletir sobre a questão da religiosidade, nos provoca a pensar todas as normas impostas principalmente pela igreja católica. Sem dúvida o diretor do filme soube trabalhar o gênero terror de uma forma inteligente e inesperada, o que pode ser uma boa saída para os já tão conhecidos clichês das narrativas do gênero.
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