A Bruxa
Média
3,3
1805 notas

280 Críticas do usuário

5
54 críticas
4
66 críticas
3
34 críticas
2
29 críticas
1
38 críticas
0
59 críticas
Organizar por
Críticas mais úteis Críticas mais recentes Por usuários que mais publicaram críticas Por usuários com mais seguidores
Renan S.
Renan S.

112 seguidores 124 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 2 de março de 2016
A Bruxa é um filme no qual o diretor e roteirista Robert Eggers consegue sintetizar diversos elementos em uma obra memorável. Por mais que seja vendido como um terror, que digam por aí ser aterrorizante, assustador e outros sinônimos afins, na realidade não é bem assim. Com um drama bem estruturado, não dá brechas para usuais clichês aos quais, volta e meia, se recorre em filmes de terror. Carregando consigo um profundo simbolismo.
Gabriel Pelegrini
Gabriel Pelegrini

11 seguidores 85 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 26 de dezembro de 2020
Não é incrível, mas vale a pena. O ponto forte é sua imprevisibilidade. A todo momento o público questiona se os personagens são loucos ou se realmente algo sobrenatural está acontecendo. Além disso, há um drama e um cenário muito interessante.
giovanni_nba
giovanni_nba

11 seguidores 9 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 9 de março de 2016
Se eu pudesse resumir esse filme em uma so palavra, essa palavra seria bizarro.
Após varios filmes de terror lixo, temos uma obra prima que mexe muito com sua cabeça. Filme tenso do inicio ao fim, fotografia esta de parabéns ambientação tao macabra que vc se sente dentro do filme. Equipe sonora também se destaca, como efeitos nos momentos certos e medonhos onde so a musica te deixs nervoso. Infelizmente eu perdi a primeira parte devido ao transito, mas deu pra entender um pouco pois tem bastantr coisa no trailer, é a história de uma família q mora no meio do nada(nao sei pq estao ali, talvez por uma dificuldade financeira), família muito religiosa, extremamente pra ser mais sincero. A familia é composta por 1 pai 1 mae e 5 filhos, onde esses temos uma garota mais velha, um filho do meio, 1 casal de gemeos e 1 bebê. A familia mora numa fszenda do lado de uma floresta q segundo uma lenda urbana era assombrada por uma bruxa e as cenas mais tensas se passam dentro dessa floresta. Eu percebi varias referênciasum  bíblia e que cada membro da familia representa um pecado. A "bruxa" nada mais é que o diabo em si incorporado numa mulher e ele assume varias formas para poder atrair cada membro da familia, porem ele atua de forma diferente com cada membro utilizando da fraqueza carnal que cada 1 tem. Dai que vem a tensao do.filme, onde tudo supracitado se encaixa perfeitamente.
Sobre o final... Tenso demais, nunca vi nada tao profano e maligno, fiquei umbom tempo impactado.
Silvio Correia
Silvio Correia

11 seguidores 9 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 20 de março de 2017
Um dos melhores filmes do ano. Ótimo enredo, efeitos e uma mensagem bem elaborada. Não cai nos cliches de outros filmes e tem ótimas interpretações.
Alvaro S.
Alvaro S.

2.259 seguidores 349 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 22 de junho de 2016
Verdade seja dita, eu só arrisco ver um filme de terror quando ele é ovacionado pela crítica, mas eu devia parar de vez com essa mania.
A trama conta a história de uma família super cristã da Nova Inglaterra, na década de 1630, assolada e devastada pelas forças da feitiçaria, magia negra e satanismo. Um a um, os membros vão sucumbindo até o final macabro e perverso.
As coisas vão acontecendo lentamente, mais como um mistério e suspense, que exatamente um filme de terror, até o final sugerir, ao invés de mostrar, como a maldade age na surdina. O roteiro se justifica de forma inquietante e perturbadora e aí já é tarde demais.
Eu dormi mal depois de assistir a essa obra. Rezava o tempo todo e ao fechar os olhos obrigava meu cérebro a pensar em coisas cotidianas e alegres.
Curiosidade. O produtor brasileiro Rodrigo Teixeira, assina a produção do longo através de sua produtora RT Features.
Nota do público: 6.8 (IMDB)
Nota dos críticos: 91%(Rotten Tomatoes)
Bilheterias
EUA - $25 milhões
Mundo - $39 milhões*
*e contando
Acesse o blog 365filmesem365dias.com.br para ler sobre outros filmes.
ldzsantos
ldzsantos

360 seguidores 236 críticas Seguir usuário

4,5
Enviada em 28 de junho de 2017
Otimo filme com seu conteúdo tanto como enredo, historia, e sua abordagem em assuntos espirituais muito forte. Recomendo entender um pouco historicamente sobre o assunto para que assim entenda aquilo que o filme quer passar.
Felipe F.
Felipe F.

3.725 seguidores 758 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 30 de janeiro de 2017
Sem titubear este é um dos melhores filmes de terror que eu já vi, e olha que não sou fã do gênero. Este longa é totalmente diferente dos filmes de terror que estamos acostumados a assistir, neste não vamos ficar levando sustos a todo instante, onde fica se jogando coisas na tela com um fundo sonoro a uma altura muito elevada. Neste longa o que assusta mesmo é a história e as cenas do filme.
No elenco todos são caras novas, e todos se saem muito bem, mostrando que não precisa de atores caros e conhecidos para se fazer um bom filme. Destaque para os mais jovens que mostram potencial e que provam que tem futuro pela frente na sétima arte.
Assim como muitos do elenco, o diretor também faz sua estreia no cinema, e mostra que tem potencial e competência.
A trilha sonora do filme é muito boa, sons de suspense nos momentos certos, e o silêncio também é muito bem aproveitado.
A fotografia é fantástica, apesar do dia ser sempre nublado e cinzento.
Ao final vemos um filme de terror que foge de todos os padrões desses de hoje em dia, onde a história em si já é assustadora e a bruxaria e a visão que se tem do demônio é totalmente diferente, o que eu ainda não tinha visto. Muito bom filme.
Lucas Moraes
Lucas Moraes

1 seguidor 11 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 25 de fevereiro de 2021
Filme de terror maravilhoso, abusando do terror psicólogo retratando umas família de peregrinos extremamente religiosos lidando com a vida na floresta. Um filme que nota ideias iniciais de Robert Eggers e que foram aprimoradas em Hereditário. Atuação do pai, Ralph Ineson, é um dos pontos altos do filme. O semi plot twist ao final do filme é bem interessante, trazendo o terror psicológico para um terror realmente físico.
anônimo
Um visitante
4,5
Enviada em 31 de maio de 2016
Antes de começar um aviso: se você é sensível (emocional ou teologicamente) quanto a forças sobrenaturais, satanismo ou a existência de Deus ou o Diabo, ‘A Bruxa’ não é um filme para você. Historicamente, o Julgamento das "Bruxas de Salém" realmente existiu, em uma cidade nos EUA que dá o nome ao julgamento. Naquele episódio, a superstição e a alienação de um juiz (e uma população) levaram a execução de aproximadamente vinte pessoas, na maioria mulheres, acusadas de bruxaria. A verdade é que, independente da sua crença, fatos sobrenaturais acontecem a todo momento e em qualquer lugar. Visões nas sombras, pesadelos, sensação de estar sendo observado, possessões demoníacas, ouvir vozes ao pé do ouvido, etc. A premissa do filme é baseada em fatos que ocorreram poucas décadas antes desse julgamento, na Nova Inglaterra (EUA) colonial do século XVII, quando as primeiras bruxas começaram a surgir.

Na trama, William (Ralph Ineson) e Katherine (Kate Dickie) deixam sua colônia aparentemente por divergências religiosas, e levam seus cinco filhos para uma cabana isolada, onde podem cultivar milho, cuidar dos seus animais (cabras, cavalo, bode e galinhas) e recomeçar suas vidas. Cercados por uma floresta sinistra e intimidadora, eles impedem os filhos de entrarem lá e tentam se adaptar a essa nova realidade. Entretanto, o filho recém nascido desaparece misteriosamente enquanto a filha mais velha, Thomasin (Anya Taylor-Joy), brincava com ele. Teria sido uma bruxa, um animal selvagem, um sacrifício? E é com esta tragédia que a vida da família mudaria drasticamente.

Uma das críticas mais recorrentes quanto a filmes de terror é que os personagens não costumam agir como "pessoas", fazendo escolhas que ninguém em sã consciência faria na vida real. Mesmo de muito bom humor, o máximo que o espectador consegue relevar sem ser "tirado do filme" são uma ou duas vezes, mais do que isso faz a plateia parar e pensar: "Ah, é só um filme...", acabando completamente com a magia do cinema, que é fazer o espectador se desligar do mundo real por algumas horas. Em ‘A Bruxa’, a trama é tão bem desenvolvida que isso passa despercebido. Os personagens agem por necessidade, seja para seguir sua crença religiosa, seja pela fome que enfrentarão, pelo trauma, etc. Mas não são óbvios demais e nem implausíveis, agem como as pessoas provavelmente agiriam na mesma situação.

O filme resiste bravamente à tentação de cair nos clichês do gênero, escolhendo o caminho mais difícil - porém, mais satisfatório - de trabalhar o desenvolvimento dos personagens e envolver o espectador para que ele acredite na história, e não apenas leve um susto qualquer. Para ilustrar melhor, pense quantos filmes do gênero, ao apresentarem uma protagonista, recorrem ao uso de flashbacks, ou pior, um diálogo com um interlocutor qualquer sobre um importante trauma do seu passado. "A Bruxa", por sua vez, acerta ao preferir mostrar ao espectador esse trauma, tornando a catarse muito mais poderosa lá na frente. Isso nada mais é do que desenvolvimento de roteiro, o que a maioria dos filmes de terror atualmente tem preguiça de fazer ou prefere subestimar a inteligência do espectador.

'A Bruxa' é dirigido pelo novato Robert Eggers, vencedor de Melhor Diretor em Drama no prestigiado Festival de Sundance, homenageado por sua "visão consistente, criando uma história assustadoramente detalhada e magistralmente executada", como consta no seu prêmio. E a homenagem é totalmente merecida, tanto que o mestre do terror Stephen King declarou que se apavorou assistindo ao filme e ainda representantes de igrejas satânicas aprovaram o filme, exibindo-o a seus fiéis, alegando que o filme é uma "impressionante apresentação da visão satânica que serve para propagar a contemporânea discussão da experiência religiosa". Sem querer entrar nesses méritos, garanto que o filme é realmente perturbador e deixaria rebeldes contra a religião Cristã, como o poeta John Milton (de Paraíso Perdido, escrito na época em que o filme se passa, no século XVII), orgulhoso. O roteiro - que também é assinado por Eggers - é bem amarrado, o suspense é pacientemente construído e o diretor utiliza primorosamente composições de cenas e sequências (com variações atmosféricas, ou seja, cenas que começam super tranquilas e de repente o caos está fora de controle), de modo que fiquem marcadas na mente do espectador depois de um bom tempo.

A atriz Kate Dickie (mais conhecida pelo papel de Lysa Arryn em Game of Thrones) revive um papel muito semelhante ao da série, como uma mãe super protetora, que tende a piorar muito quando passa por um luto na família. Apesar de não trazer nenhuma novidade na sua performance, Kate prova que realmente tem talento para atuar no cinema, especialmente em papéis nos quais precise interpretar uma pessoa emocionalmente instável. Mas a grande revelação em termos de atuação é o ator Ralph Ineson. O ator britânico que já atua há um bom tempo, mas nunca obteve um papel de destaque - incluindo na mesma série ‘Game of Thrones’, na qual tem um papel bem secundário na primeira temporada - aproveita seu sotaque e sua voz imponente fazendo ótima leitura do inglês "antigo" da época, compondo um personagem cercado de responsabilidade, contradição e ainda dividido entre o que defende e aquilo que seus olhos não parecem acreditar. O elenco mirim também está espetacular, desde os gêmeos até os irmãos Thomasin e Caleb (Harvey Scrimshaw), mas o grande mérito desta performance está nas mãos do diretor, que soube como guiá-los e deu a cada um seu grande momento para brilhar na tela (toda a sequência de um dos filhos doentes em casa é de arrepiar, por exemplo!).

O design de produção é simples, mas muito bem caracterizado. Tanto os personagens, como os cenários e a região rústica onde a trama se desenrola, antes que alguém possa dizer alguma coisa, já dizem muito sobre aquelas pessoas e a época em que a história se passa. Como no gênero terror e suspense a trilha sonora tem um papel fundamental para provocar no espectador as emoções desejadas, o compositor Mark Korven faz um trabalho muito bom, acompanhando a mudança da atmosfera conforme o filme vai ficando mais e mais sério, ele utiliza desde instrumentos "caipiras" no início do filme até notas fortes e pesadas que dão um clima muito mais denso do meio para o final.

A fotografia de Jarin Blaschke tem enquadramentos bem escolhidos, sabendo segurar o suspense em alguns momentos, focar nas emoções e reações dos personagens em outros, mas se destaca pelo próprio método utilizado. Os elogios não são por acaso. Filmado em um formato pouco convencional hoje em dia (1.66 : 1), Blaschke revelou que a escolha foi tomada para dar mais verossimilhança à experiência de assistir ao filme. Neste formato, a casa e o celeiro ficam com a maior sensação de claustrofobia, enquanto na floresta, essa escolha valoriza a altura das árvores com relação aos personagens, e o diretor Robert Eggers simplesmente adorou o resultado. O DP também declarou que grande parte do filme foi filmada apenas com a luz ambiente disponível, auxiliando bastante no impacto visual do filme (qualquer pessoa que já esteve envolvida em um set de filmagem sabe a dificuldade que é encontrar a iluminação ideal, portanto, optar por não utilizar nenhum artifício é uma decisão bastante perigosa e corajosa).

O filme conta com vários produtores, dentre eles o brasileiro Rodrigo Teixeira, um dos principais produtores brasileiros, de filmes como ‘O Cheiro do Ralo’ (2006), ‘Heleno’ (2011) e ‘Francis Há’ (2012), além do polêmico ‘Love [3D]’ (2015). Em um primeiro momento, a produção se assemelha bastante com ‘A Vila’ (2004) de M. Night Shyamalan. Sua diegese, a época em que se passa, e até mesmo a sua formulação narrativa dialogam. Mas ok, as semelhanças param por aí, pois ‘A Bruxa’ tem um desfecho muito mais satisfatório! Após tantos filmes de terror "mais do mesmo", enfim surge este que será um futuro clássico do gênero certamente, um filme com cenas marcantes, grandes performances, excelente direção e que se destaca em uma época onde muitos já estavam perdendo as esperanças... O cinema ainda respira!
Ryan
Ryan

474 seguidores 337 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 19 de outubro de 2018
Como muitos disseram esse não é um filme de terror daqueles que vemos a mesma receita sempre, ele poderia ser mais empolgante ou aterrorizante, mas o sentimento é outro, como uma angústia e algo similar a um sofrimento empático quando vemos uma excelente atuação dos personagens.
A fotografia é bonita, vale a pena assistir uma vez mas infelizmente ele não tem uma história paralela animadora ou um final surpreendente, o que não trás magia ao filme e isso talvez seja difícil de engolir já que estamos cada vez mais (mal) acostumados.
Quer ver mais críticas?
  • As últimas críticas do AdoroCinema
  • Melhores filmes
  • Melhores filmes de acordo a imprensa