A Bruxa
Média
3,3
1805 notas

280 Críticas do usuário

5
54 críticas
4
66 críticas
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29 críticas
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Victor de Oliveira
Victor de Oliveira

6 seguidores 2 críticas Seguir usuário

2,5
Enviada em 26 de março de 2016
Na Inglaterra, século XVII, o fanatismo religioso era predominante e muito rigoroso entre as diversas classes sociais, de tal modo que qualquer um que cometesse crimes de heresia seria expulso das comunidades, exilado para vales distantes. Sem comércio, sem médicos, basicamente entregue à própria sorte, vivendo da subsistência. É nesse embalo que “A Bruxa” traz seu desenrolar, contando a história de uma família que após cometer tal crime (pregando uma religião diferente da situada), é exilada para uma clareira nos extremos da região, próxima à uma sombria e tenebrosa floresta, que se torna o principal palco da trama, já que a mesma abriga um ser sobrenatural, explicando o principal ditado do filme: “O mal está na floresta”.

De cara pode-se notar o clima que o filme está pretenso a passar, com cenários obscuros e ambientações pesadas, buscando terror em elementos simples como a família rodeando uma fogueira em meio à noite, ou o próprio anoitecer, que vêm acompanhados de uma trilha sonora abaladora e arrepiante, forçando o espectador a ficar mais alerta, a esperar algum fenômeno, mas infelizmente nessas cenas o filme não passa disso, criando apenas um suspense barato, o que deixa muito a desejar, uma vez que altas doses de terror não são impregnadas com frequência no filme; Algo que desanima o espectador antes mesmo de que a narrativa chegue em seu ápice, o que somente acontece após muito decaimento. O diretor cria um clima que embora sombrio, é bem parado, desviando muito a atenção do espectador já que a trama não consegue prendê-la por completo.

O filme também aposta em elementos satânicos, fazendo muitas referências ao tema e usando figuras sobrenaturais durante o mesmo para que fique cada vez mais claro ao espectador a real mensagem que o filme quer passar: algo totalmente sobrenatural, que contrasta com a religião dos personagens, criando o típico clima de uma guerra religiosa desde seu início, de uma maneira furtiva, porém muito intensificada, deixando o clima do filme ainda mais pesado; Isso só toma sua real forma no final, um verdadeiro retrocesso, uma vez que a trama é mal dividida nestes quesitos, tornando a mesma desbalanceada. Por outro lado, o marketing foi bastante eficaz, com frases que se tornavam uma verdadeira incitação para que o espectador assistisse a obra, como: “Um pesadelo que irá gelar seu sangue”; “Da a impressão de que não deveríamos estar vendo”; “De abalar a alma”; “Perturbador” [...] Junto a um trailer que se mostrou muito mais amedrontador e movimentado do que todo o filme. E o que se diz das cenas de susto do mesmo, deixam muito a desejar...

Para compensar as falhas que temos na direção, é inegável que os quesitos técnicos foram muito bem aplicados, principalmente a fotografia, com seus ótimos ângulos e iluminação muito bem regulada, quase que nos transportando para o local em que algumas cenas ocorrem, junto a uma mixagem de som perfeita, o que dá ainda mais tensão em determinados momentos. Outro detalhe que não passa em branco é o figurino, que é fiel ao da época e muito bem produzido. E o que dizer dos cenários, que são esplêndidos e mórbidos, perfeitos para o desenrolar do filme. As atuações não deixam nem um pouco a desejar, principalmente a de Kate Dickie, que faz o papel da mãe de Thomasim (Anya Taylor, a principal personagem), mostrando uma incrível adaptação, provavelmente devido ao contato com um papel medieval após atuar em Game Of Thrones. Ela tornou-se uma atriz perfeita para o papel. Se poucos botavam fé em Anya Taylor para representar a jovem personagem Thomasim, certamente se surpreenderam com sua singela e dramática atuação.

Mesmo tendo todo o necessário para criar uma boa e bem desenvolvida trama, Eggers deixa muito a desejar com um filme que embora seja sempre sombrio, tem um clima parado, não é frenético, é o básico filme de terror cult, assim como “O Bebê de Rosemarie” e “The Babadook”, onde o papel artístico do filme vale muito mais do que a obra em si (somente para o diretor, é claro). Outro ponto negativo é que alguns elementos no filme só podem ser compreendidos por algumas pessoas que têm conhecimentos mais amplos sobre o assunto, mas para a maior parte do público não faz o menor sentido, tornando-se um total floop, o que pesa muito nas críticas, pois mesmo tendo uma média acima do considerado “bom”, estão chovendo, ou melhor, desabando comentários negativos sobre o filme, o que faz sua futura bilheteria e recepção serem prejudicadas ainda mais. Outro furo ainda maior foi deixar tudo para o final, criando uma cadeia acelerada de acontecimentos para cobrir a lentidão que foi predominante no meio do filme e que ainda assim, como já citado, não foi bem compreendida por boa parte do público. Boa história, bons cenários, bons atores, bom tema, péssimo desenvolvimento.

The Witch (título original) não faz jus ao gênero em que está categorizado, apresentando uma trama convencional, lenta e mal desenvolvida. Muito longe da grandeza apresentada no marketing, não ganhando o destaque esperado e tornando-se apenas mais um terror cult, e, assim como a do que vos fala, acarretado de críticas negativas.
Cleberson O.
Cleberson O.

1 seguidor 26 críticas Seguir usuário

2,0
Enviada em 22 de maio de 2022
não consigo entender como ambientação e tensão ganharão o coração dos fãs.
o Exorcista na época que lançou precisou de toda sua distopia da garota do mal e efeitos especiais e por isso assusta jovens até hoje.
Edésio J.
Edésio J.

4 seguidores 26 críticas Seguir usuário

2,5
Enviada em 9 de outubro de 2019
Se a intenção desse filme é assustar ou causar tensão, nao conseguiu. Mas é um filme que pode te ajudar a mergulhar no mundo dos rituais malignos. É uma acusação feita injustamente contra uma adolescente. Dai ela virar uma bruxa
anônimo
Um visitante
2,5
Enviada em 16 de abril de 2017
O enredo e a atuação foram ótimos, mas o filme deixou a desejar na história. Antes de chegar ao ápice do filme passamos por muito tédio.
Plábyo Geanine
Plábyo Geanine

5 críticas Seguir usuário

2,0
Enviada em 9 de novembro de 2020
Tenho tantas coisas para falar acerca desse filme que confesso que não estou conseguindo concatenar as ideias, mas vamos lá. Primeiro, esse filme é blasfemo. Sim, ele blasfema da Pessoa de Deus e do cristianismo. Se você não é cristão, tudo bem, eu aceito o seu contra-argumento. Todavia, se você é cristão, há de concordar comigo que esse filme zomba do cristianismo e de Deus ao trazer a ideia de que os poderes das trevas são mais fortes do que os poderes de Deus, mostrando um Deus cristão passivo, fraco e incapaz, totalmente alheio às agruras de seus filhos. A família, a despeito de clamar pela misericórdia divina, acaba sucumbindo, inteiramente, ao poder das trevas. A mensagem é clara: Deus não tem poder para socorrer os seus em suas aflições. Você até pode elucubrar outras teses; entretanto, a primeira ideia que o filme passa é essa. Segundo, esse filme mostra uma família cristã caricaturizada, bem ao estilo do que a rede Globo apresenta personagens cristãos em suas programações. Sim, eu reconheço que o movimento puritano trazia consigo alguns exageros. Não obstante, no geral, o puritanismo foi um movimento santo, de pessoas piedosas, que agiam com misericórdia e graça, o que é diametralmente oposto ao pai e a mãe da família, pessoas rigorosas ao extremo e que faltam com a misericórdia para com os seus filhos. Nessa mesma esteira, pode-se afirmar que o temor dos personagens acerca da salvação de suas almas não é típico do movimento puritano [os personagens vivem com o tormento de que o seu filho tenha ido para o inferno e não conseguem ter certeza de que estão salvos, o que os atormentam durante toda a trama]. O puritanismo, em regra, é um movimento calvinista, e - como consequência - traz em seus ensinos a segurança da salvação, a qual, em linhas gerais, traz conforto aos cristãos, ensinando-os que, uma vez que foram alcançados pela graça de Deus, não podem mais perder a salvação. Por fim, agora falando das qualidades do filme, é proveitoso ver a hipocrisia do pai, o qual cobrava de sua família um cristianismo que nem mesmo ele vivia. Isso nos relembra o que Cristo nos disse: antes de tirarmos o cisco do olho do nosso próximo, devemos arrancar a trave que está no nosso. Outro ponto positivo é que esse filme foge ao lugar comum dos tradicionais finais de filmes de terror, uma vez que se esperava que a filha (pelo menos eu espera isso), no final, enfrentasse a bruxa e a derrotasse. Não fosse o aspecto blasfemo do filme, eu daria 4 estrelas. Entretanto, não dá para coadunar com essa visão blasfêmica que o diretor trouxe. Ele poderia ter explorado tudo que explorou - inclusive criticar o aspecto hipócrita do pai cristão - sem blasfemar da Pessoa de Deus e do cristianismo.
marcos b.
marcos b.

1 crítica Seguir usuário

2,5
Enviada em 9 de março de 2016
bláblá... uma crítica feminista.... blábláblá filme pseudointelectual...blábláblá... a verdade é que o filme é chato.
Maxwell & Cássia
Maxwell & Cássia

1 crítica Seguir usuário

2,0
Enviada em 10 de abril de 2020
Era melhor ter ido ver o filme do pelé ! :(
Lawana Lauren
Lawana Lauren

8 críticas Seguir usuário

2,0
Enviada em 12 de março de 2020
É bonzim.. a história do filme é meio fraquinha.. não parece terror, tá mais pra suspense. Esperava mais ...
Livie
Livie

1 seguidor 17 críticas Seguir usuário

2,5
Enviada em 13 de novembro de 2024
não entendi nada mas amei a ana taylor-joy e o ator que faz o caleb e o final obvio que é bombastico.
Rodolfox
Rodolfox

4 críticas Seguir usuário

2,5
Enviada em 19 de março de 2016
Achei fraco, pelo trailer parece ser bem melhor, talvez eu não comprei a ideia do filme, esperava mais.
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