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Um visitante
5,0
Enviada em 21 de abril de 2016
O mais assustador deste filme é colocar-se no lugar das personagens e perceber o quanto estão presos em um fanatismo que somente a mente humana é capaz de conceber. Nesse aspecto, o filme é bastante contemporâneo e demonstra a forma como qualquer tipo de fanatismo, seja com religiosos ou movimentos sociais extremistas, que não conseguem desfazer-se de seus absurdos e exagerados dogmas. Vivem presos em ideias e ideais, prontos a julgar outrem e isso é o mais assustador. É um triller psicológico de primeira categoria e as críticas somente cabem a pessoas que não entenderam onde o terror encontra-se e ficaram buscando sustos, fantasmas e monstros da fantasia ao invés de observar o terror real que vivemos ainda hoje devido a multiplos pensamentos radicais. Sensacional.
Filme excelente! Há muito tempo não se produzia um filme assim tão bom no gênero de terror, apesar de o filme não apresentar o terror convencional a que estamos acostumados. Ele toca em questões bem mais profundas: drama familiar e histórico, metafísica, religião, etc.
Bem que dizem que gosto é muito subjetivo. Se fosse me guiar pelas críticas dos usuários teria perdido um dos melhores filmes de horror dos últimos tempos. Uma pequena obra prima. Não é difícil avaliar o porque desse filme ter feito mais sucesso com a crítica especializada que com a maioria do público- pelo menos daqui do adoro cinema. O filme a bruxa se trata de um filme denso, atmosférico, histórico e artístico como poucos, talvez uma das exceções seja para Garota sombria caminha pela noite. O horror que esse filme causa vai muito além do simples efeito de sustos fáceis e perseguição de maníaco homicida para dizer, ohhhhhh que susto, ohhhhh que medo! O filme é tão perfeito e tão fiel aos fatos históricos que na cena em que a família puritana se desloca da colônia após serem excomungados aparecem nativos indígenas americanos caminhando no portão. O diretor Robert Eggers é tão detalhista que mais lembra um virginiano limpando uma casa e seu projeto só teve pleno funcionamento graças a liberdade do produtor Rodrigo Teixeira que deixou-o a vontade para tocar seu projeto. Os irmãos lembram um pouco João e Maria na floresta e a cena em que a irmã vai ser deixada de lado só enfatiza que o roteiro foi feito com base na própria vivência do autor- Eggers dirigiu Hansel and Gretel em 2007. Além disso, ele se baseou em documentos da época para compor sua história místico-ocultista e a realidade daquilo que os puritanos baseado em suas crendices e histerísmo coletivo fizeram em Salem um tempo mais tarde. Verdade ou simbolismo? Loucura ou realidade dos personagens? Culpa? Pecado? O que fazer quando o mal domina? Esse Barroco, numa produção pontuada por uma trilha sonora com tom que parece binaural e fotografia dessaturada só valorizam o roteiro e as interpretações que atingem um verdadeiro clímax. Um filme inesquecível que fica martelando após a projeção. Obra prima! Uma verdadeira jóia em meio a tanta porcaria lançada.
Enredo incrível, filme inteligente, um terror como não se via a anos. Ele não é um filme de sustinhos (o que eu prefiro) e sim te passa uma energia ruim, agonia. Exploram o silêncio com precisão e mostra como os seres humanos são alienáveis quando se trata de cultos. O grande erro foi ele ter sido vendido como o filme mais apavorante de todos os tempos e isso ele não é.
Um dos melhores filmes que já assisti nesse gênero se não for o melhor, o filme é muito inteligente logicamente quem achou o filme péssimo é porque não compreendeu o elo entre os gêmeos, a Thomasin, o bode e a taça de prata que o pai vendeu. Nas ironias da Thomasin e dos gêmeos tinha um fundo de verdade no que ambos afirmavam ser brincadeira.
Péssimo filme! Após ler a crítica fiquei ansiosa para assistir, porém foi decepcionante não só para mim como para a maioria na sala de cinema. Sem sustos, sem emoção... Não recomendo!
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