A Bruxa
Média
3,3
1805 notas

280 Críticas do usuário

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Arthur
Arthur

5 seguidores 85 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 22 de fevereiro de 2022
Em uma meados do século 17, Um agricultor junto de sua família mudam-se para um terreno remoto sob ameaça de excomunhão da igreja, lá uma histeria religiosa toma conta de todos após o desaparecimento de seu filho ainda bebê, junto também de diversas outras coisas estranhas que começam a acontecer nesse terreno que faz divisa com uma floresta onde, de acordo com os mitos, mora um mal inominável.

Em 'A Bruxa' o diretor Robert Eggers apresenta um longo estudo sobre fé cega, fanatismo religioso e opressão social contra os demais (especialmente mulheres) tudo isso em seu primeiro longa-metragem, além de nos dar uma aula de como transmitir medo e angústia sem o uso de sustos. E ainda contando com a excepcional trilha do Mark Korven, que é fácil uma das trilhas mais atmosféricas e intensas que tive o prazer de escutar em um bom tempo. 'A Bruxa' é um filme estranho, perturbador e bizarramente realista.
Cleiton
Cleiton

1 seguidor 84 críticas Seguir usuário

3,0
Enviada em 31 de dezembro de 2023
Um bom filme com boas atuações dos atores mais a história não convence é o terror pelo terror hahaha o filme não é ruim mais não surpreende.
Victor_2003
Victor_2003

8 seguidores 71 críticas Seguir usuário

4,5
Enviada em 23 de janeiro de 2019
A Bruxa é um dos filmes mais aterrorizantes já vistos. Um filme perturbador e tenebroso. Muito bom!!
SR SINCERO
SR SINCERO

3 seguidores 72 críticas Seguir usuário

3,0
Enviada em 19 de setembro de 2024
É um filme que não fede e nem cheira! , completamente calmo e eu gosto desse estilo , aquele estilo que não tem terror exagerado . É um suspense fraco . Uma coisa que não fez sentido foi spoiler: ele prender o seus filhos junto com a cabra , que era o capeta e também jogar toda a culpa na personagem da anya
. Tirando isso é aceitável. Final deveria ter acabado assim que a spoiler: anya matou a mãe dela
! 5/10
anônimo
Um visitante
4,5
Enviada em 31 de maio de 2016
Antes de começar um aviso: se você é sensível (emocional ou teologicamente) quanto a forças sobrenaturais, satanismo ou a existência de Deus ou o Diabo, ‘A Bruxa’ não é um filme para você. Historicamente, o Julgamento das "Bruxas de Salém" realmente existiu, em uma cidade nos EUA que dá o nome ao julgamento. Naquele episódio, a superstição e a alienação de um juiz (e uma população) levaram a execução de aproximadamente vinte pessoas, na maioria mulheres, acusadas de bruxaria. A verdade é que, independente da sua crença, fatos sobrenaturais acontecem a todo momento e em qualquer lugar. Visões nas sombras, pesadelos, sensação de estar sendo observado, possessões demoníacas, ouvir vozes ao pé do ouvido, etc. A premissa do filme é baseada em fatos que ocorreram poucas décadas antes desse julgamento, na Nova Inglaterra (EUA) colonial do século XVII, quando as primeiras bruxas começaram a surgir.

Na trama, William (Ralph Ineson) e Katherine (Kate Dickie) deixam sua colônia aparentemente por divergências religiosas, e levam seus cinco filhos para uma cabana isolada, onde podem cultivar milho, cuidar dos seus animais (cabras, cavalo, bode e galinhas) e recomeçar suas vidas. Cercados por uma floresta sinistra e intimidadora, eles impedem os filhos de entrarem lá e tentam se adaptar a essa nova realidade. Entretanto, o filho recém nascido desaparece misteriosamente enquanto a filha mais velha, Thomasin (Anya Taylor-Joy), brincava com ele. Teria sido uma bruxa, um animal selvagem, um sacrifício? E é com esta tragédia que a vida da família mudaria drasticamente.

Uma das críticas mais recorrentes quanto a filmes de terror é que os personagens não costumam agir como "pessoas", fazendo escolhas que ninguém em sã consciência faria na vida real. Mesmo de muito bom humor, o máximo que o espectador consegue relevar sem ser "tirado do filme" são uma ou duas vezes, mais do que isso faz a plateia parar e pensar: "Ah, é só um filme...", acabando completamente com a magia do cinema, que é fazer o espectador se desligar do mundo real por algumas horas. Em ‘A Bruxa’, a trama é tão bem desenvolvida que isso passa despercebido. Os personagens agem por necessidade, seja para seguir sua crença religiosa, seja pela fome que enfrentarão, pelo trauma, etc. Mas não são óbvios demais e nem implausíveis, agem como as pessoas provavelmente agiriam na mesma situação.

O filme resiste bravamente à tentação de cair nos clichês do gênero, escolhendo o caminho mais difícil - porém, mais satisfatório - de trabalhar o desenvolvimento dos personagens e envolver o espectador para que ele acredite na história, e não apenas leve um susto qualquer. Para ilustrar melhor, pense quantos filmes do gênero, ao apresentarem uma protagonista, recorrem ao uso de flashbacks, ou pior, um diálogo com um interlocutor qualquer sobre um importante trauma do seu passado. "A Bruxa", por sua vez, acerta ao preferir mostrar ao espectador esse trauma, tornando a catarse muito mais poderosa lá na frente. Isso nada mais é do que desenvolvimento de roteiro, o que a maioria dos filmes de terror atualmente tem preguiça de fazer ou prefere subestimar a inteligência do espectador.

'A Bruxa' é dirigido pelo novato Robert Eggers, vencedor de Melhor Diretor em Drama no prestigiado Festival de Sundance, homenageado por sua "visão consistente, criando uma história assustadoramente detalhada e magistralmente executada", como consta no seu prêmio. E a homenagem é totalmente merecida, tanto que o mestre do terror Stephen King declarou que se apavorou assistindo ao filme e ainda representantes de igrejas satânicas aprovaram o filme, exibindo-o a seus fiéis, alegando que o filme é uma "impressionante apresentação da visão satânica que serve para propagar a contemporânea discussão da experiência religiosa". Sem querer entrar nesses méritos, garanto que o filme é realmente perturbador e deixaria rebeldes contra a religião Cristã, como o poeta John Milton (de Paraíso Perdido, escrito na época em que o filme se passa, no século XVII), orgulhoso. O roteiro - que também é assinado por Eggers - é bem amarrado, o suspense é pacientemente construído e o diretor utiliza primorosamente composições de cenas e sequências (com variações atmosféricas, ou seja, cenas que começam super tranquilas e de repente o caos está fora de controle), de modo que fiquem marcadas na mente do espectador depois de um bom tempo.

A atriz Kate Dickie (mais conhecida pelo papel de Lysa Arryn em Game of Thrones) revive um papel muito semelhante ao da série, como uma mãe super protetora, que tende a piorar muito quando passa por um luto na família. Apesar de não trazer nenhuma novidade na sua performance, Kate prova que realmente tem talento para atuar no cinema, especialmente em papéis nos quais precise interpretar uma pessoa emocionalmente instável. Mas a grande revelação em termos de atuação é o ator Ralph Ineson. O ator britânico que já atua há um bom tempo, mas nunca obteve um papel de destaque - incluindo na mesma série ‘Game of Thrones’, na qual tem um papel bem secundário na primeira temporada - aproveita seu sotaque e sua voz imponente fazendo ótima leitura do inglês "antigo" da época, compondo um personagem cercado de responsabilidade, contradição e ainda dividido entre o que defende e aquilo que seus olhos não parecem acreditar. O elenco mirim também está espetacular, desde os gêmeos até os irmãos Thomasin e Caleb (Harvey Scrimshaw), mas o grande mérito desta performance está nas mãos do diretor, que soube como guiá-los e deu a cada um seu grande momento para brilhar na tela (toda a sequência de um dos filhos doentes em casa é de arrepiar, por exemplo!).

O design de produção é simples, mas muito bem caracterizado. Tanto os personagens, como os cenários e a região rústica onde a trama se desenrola, antes que alguém possa dizer alguma coisa, já dizem muito sobre aquelas pessoas e a época em que a história se passa. Como no gênero terror e suspense a trilha sonora tem um papel fundamental para provocar no espectador as emoções desejadas, o compositor Mark Korven faz um trabalho muito bom, acompanhando a mudança da atmosfera conforme o filme vai ficando mais e mais sério, ele utiliza desde instrumentos "caipiras" no início do filme até notas fortes e pesadas que dão um clima muito mais denso do meio para o final.

A fotografia de Jarin Blaschke tem enquadramentos bem escolhidos, sabendo segurar o suspense em alguns momentos, focar nas emoções e reações dos personagens em outros, mas se destaca pelo próprio método utilizado. Os elogios não são por acaso. Filmado em um formato pouco convencional hoje em dia (1.66 : 1), Blaschke revelou que a escolha foi tomada para dar mais verossimilhança à experiência de assistir ao filme. Neste formato, a casa e o celeiro ficam com a maior sensação de claustrofobia, enquanto na floresta, essa escolha valoriza a altura das árvores com relação aos personagens, e o diretor Robert Eggers simplesmente adorou o resultado. O DP também declarou que grande parte do filme foi filmada apenas com a luz ambiente disponível, auxiliando bastante no impacto visual do filme (qualquer pessoa que já esteve envolvida em um set de filmagem sabe a dificuldade que é encontrar a iluminação ideal, portanto, optar por não utilizar nenhum artifício é uma decisão bastante perigosa e corajosa).

O filme conta com vários produtores, dentre eles o brasileiro Rodrigo Teixeira, um dos principais produtores brasileiros, de filmes como ‘O Cheiro do Ralo’ (2006), ‘Heleno’ (2011) e ‘Francis Há’ (2012), além do polêmico ‘Love [3D]’ (2015). Em um primeiro momento, a produção se assemelha bastante com ‘A Vila’ (2004) de M. Night Shyamalan. Sua diegese, a época em que se passa, e até mesmo a sua formulação narrativa dialogam. Mas ok, as semelhanças param por aí, pois ‘A Bruxa’ tem um desfecho muito mais satisfatório! Após tantos filmes de terror "mais do mesmo", enfim surge este que será um futuro clássico do gênero certamente, um filme com cenas marcantes, grandes performances, excelente direção e que se destaca em uma época onde muitos já estavam perdendo as esperanças... O cinema ainda respira!
Bader
Bader

11 seguidores 64 críticas Seguir usuário

3,0
Enviada em 8 de março de 2016
Deixa a desejar como filme de terror e como enredo. O filme é válido pelo trabalho dos atores e pelo clima angustiante; nada mais.
AndréIsaque
AndréIsaque

17 seguidores 62 críticas Seguir usuário

2,0
Enviada em 29 de março de 2016
Focado no terror psicológico, o filme trás uma proposta interessante, diferente da maioria de seu gênero, ao indicar que o mal está entre o preconceito e pensamentos da época, bem retratado pelo figurino e fotografia característica do século XVII. As atuações são convincentes e também merecem destaque. Porém esse tipo de terror não funciona em "a bruxa", e o longa se resume a um jogo de acusações e desconfiança de todos e a descoberta do verdadeiro mal é decepcionante, não compreende a expectativa. Para piorar, termina de maneira desagradável e melancólica
Eduardo D
Eduardo D

27 seguidores 62 críticas Seguir usuário

3,5
Enviada em 15 de maio de 2016
O terror orquestrado pelo diretor neste longa é psicológico. E, interessante, que diversas discussões (familiares, sociais, sexuais) compõem o filme mas, mesmo assim, não temos uma polarização, e isso gera uma linearidade interessante ao longa. Com uma narrativa minimalista e bem conduzida, podemos dizer que esse é um filme que se arrisca positivamente, mas que pode trazer algum incômodo aos espectadores pela lentidão e diversos planos gerais.

Pontos altos do filme são sua fotografia, elenco e principalmente a história que conduz todo o drama e apreensão de forma convincente a partir da religião, da sexualidade, da fábula e da opressão.

Esse filme também merece especial atenção na trilha que compõe diversas cenas com perfeição e realçando o suspense e medo.

O ato final do filme é o que menos o favorece. Inclusive se desprendendo do conceito proposto.
JR Costa
JR Costa

13 seguidores 62 críticas Seguir usuário

3,5
Enviada em 28 de março de 2017
"A Bruxa se tornou obrigatório para qualquer fã de terror após Stephen King ter declarado o medo que sentiu ao ver este filme "real, tenso, instigante e visceral". O Sr. King está corretíssimo em suas afirmações, mas se engana quem achar que esta produção segue os padrões e conceitos básicos do gênero para levar ao medo. Pelo contrário, o mérito do filme é não cair em clichês nem recorrer a sustos óbvios. Centrando em um intimista drama familiar, A Bruxa não é para agradar qualquer fã de terror."

Resenha completa em:
Enio
Enio

10 seguidores 64 críticas Seguir usuário

0,5
Enviada em 21 de junho de 2016
PSEUDO CRÍTICA RELIGIOSA

Em seus primeiros minutos, o filme cria uma expectativa de suspense, do qual na verdade se revela em um drama familiar religioso (repetitivo e chato) contextualizado no século XVII. Fica a impressão de que o estreante diretor tentou fazer um terror psicológico, do qual não chegou nem perto. Muito incompetente!
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