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Carlos Henrique S.
13.791 seguidores
809 críticas
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4,0
Enviada em 16 de dezembro de 2018
Uma das surpresas dos últimos anos esse filme é bastante atmosférico e macabro e apresenta um bom nome no meio de atuação se trata de Harvey Scrimshaw. Ambientado na Nova Inglaterra de 1630,o filme conta com um trabalho de produção espetacular ambientação e figurinos de destaque,além de uma fotografia fria cinzenta,crua e depressiva que ajuda na questão atmosférica,a trilha sonora é sensacional é apavorante e te deixa com medo.O filme é dirigido e escrito por Robert Eggers que tem uma direção acertada,ele consegue passar uma inquietaria muito grande e engajar cenas macabras e sombrias,além de ter um bom trabalho de câmera.O elenco é excepcional,Ralph Ineson e Kate Dickie são pais extremamente religiosos e são bem rígidos em tal questão.Harvey Scrimshaw tem uma atuação de destaque e pode ser um bom nome para filmes futuros,mas a mais fantástica é a Anya Taylor-Joy que certamente tem grande futuro em Hollywood,ela é inocente mais ao mesmo tempo passa uma maliciosidade muito boa.A bruxa certamente é uma das maiores surpresas do últimos anos,é atmosférico tem grandes atuações e é perturbador apesar de se bastante arrastado,só não foi melhor por causa do final que decepcionou bastante.
Um bom filme. Mas não para quem espera um filme de terror. É mais um horror psicológico. Filme tenso, estranho e absurdo. Dá mesmo um mal estar... mas não chega a ser terror não.
Sem titubear este é um dos melhores filmes de terror que eu já vi, e olha que não sou fã do gênero. Este longa é totalmente diferente dos filmes de terror que estamos acostumados a assistir, neste não vamos ficar levando sustos a todo instante, onde fica se jogando coisas na tela com um fundo sonoro a uma altura muito elevada. Neste longa o que assusta mesmo é a história e as cenas do filme. No elenco todos são caras novas, e todos se saem muito bem, mostrando que não precisa de atores caros e conhecidos para se fazer um bom filme. Destaque para os mais jovens que mostram potencial e que provam que tem futuro pela frente na sétima arte. Assim como muitos do elenco, o diretor também faz sua estreia no cinema, e mostra que tem potencial e competência. A trilha sonora do filme é muito boa, sons de suspense nos momentos certos, e o silêncio também é muito bem aproveitado. A fotografia é fantástica, apesar do dia ser sempre nublado e cinzento. Ao final vemos um filme de terror que foge de todos os padrões desses de hoje em dia, onde a história em si já é assustadora e a bruxaria e a visão que se tem do demônio é totalmente diferente, o que eu ainda não tinha visto. Muito bom filme.
Verdade seja dita, eu só arrisco ver um filme de terror quando ele é ovacionado pela crítica, mas eu devia parar de vez com essa mania. A trama conta a história de uma família super cristã da Nova Inglaterra, na década de 1630, assolada e devastada pelas forças da feitiçaria, magia negra e satanismo. Um a um, os membros vão sucumbindo até o final macabro e perverso. As coisas vão acontecendo lentamente, mais como um mistério e suspense, que exatamente um filme de terror, até o final sugerir, ao invés de mostrar, como a maldade age na surdina. O roteiro se justifica de forma inquietante e perturbadora e aí já é tarde demais. Eu dormi mal depois de assistir a essa obra. Rezava o tempo todo e ao fechar os olhos obrigava meu cérebro a pensar em coisas cotidianas e alegres. Curiosidade. O produtor brasileiro Rodrigo Teixeira, assina a produção do longo através de sua produtora RT Features. Nota do público: 6.8 (IMDB) Nota dos críticos: 91%(Rotten Tomatoes) Bilheterias EUA - $25 milhões Mundo - $39 milhões* *e contando Acesse o blog 365filmesem365dias.com.br para ler sobre outros filmes.
A24 novamente nadando contra a corrente, dando espaço para realizadores autorais e surpreendendo com mais um filme corajoso e original. A Bruxa é uma alegoria genial da soma de todos os medos que formam a sociedade americana, suas idiossincrasias hipócritas, sua moralidade imoral, seu pseudo puritanismo. Realmente não é um filme para qualquer um, se fosse, seria qualquer coisa, como os filminhos de terror rasteiros que as massas acéfalas que caracterizam o público médio estão habituadas, por isso rejeitaram este filme, afinal, pessoas ignorantes atacam o que não entendem. Satisfeito por ainda ter espaço para se fazer filmes de terror como este, que realmente compreendem a natureza de seu gênero, e não se resumem a sustos vazios, que tenham realmente algo a dizer. Faz parte dessa nova leva do ''horror social'' que tomou o cinema independente nos últimos anos. Taylor Joy em uma atuação notável no filme que a revelou, realmente um achado formidável. A fotografia escura, entre outros pequenos problemas, atrapalha, mas nada grave, o resultado continua sendo muito acima da média dos filmes de terror/thriller sobrenatural de hoje em dia. Grande filme!
Como é bom ver um filme de terror desse nível, construção de roteiro a lá Roman Polanski e Alfred Hitchcock, guardadas as devidas proporções, a construção psicológica é ótima, as atuações são ótimas, a trilha sonora é perfeita, a fotografia é linda e o clima de tensão é sensacional, muito obrigado por um filme de terror deste nível, e por não fazer um filme de terror seguindo a receitinha de bolo, e sim um filme lindo, complexo e subjetivo, assim como é o terror, a tempos eu não assistia um assim, pra quem tem o mínimo gosto pelo gênero, a bruxa é uma obrigação assistir.
Muito curioso pelos próximos trabalhos de Robert Eggers.
Vai se tornar clássico, como muitos afirmam, é um filme único, com excelente construção de atmosfera, cenas perturbadoras e história inteligente, que lida com temas como culpa e religião. A reconstrução de época é impecável. A atmosfera (ponto decisivo em um grande filme de terror/suspense) é pouco menos do que fenomenal. O elenco é abarrotado de crianças, o que naturalmente causa mais tensão. Os diálogos são pontuais, limitados e muitas vezes narrados, com falas arrastadas. Ênfase na atriz Anya Taylor-Joy que vive Thomasin, extraordinária vivenciando uma vítima do medo, concedendo meiguice e delicadeza a sua personagem. É nela que o filme concentra. Peca pelo começo meio truncado, mas o saldo final é extremamente positivo. Ótimo!
Realmente muito bom ver um filme na linha de terror psicológico que prende e te faz pensar, num roteiro muito bem amarrado, realmente vale a pena conferir e não perder um filme tão BOM nessa linha. Grandes sustes, suspense psicológico, enfim te prende do começo ao fim. RECOMENDO A TODOS QUE TEM CORAGEM.
Com o Google, pra tudo hoje em dia existe uma explicação, um motivo. Mas no passado, precisamente no século XV, o conhecimento não era democrático e as explicações para fenômenos não conhecidos eram sempre atribuídas a Deus, ao Diabo e ao sobrenatural. Inserido neste contexto de ignorância, ambientado em uma fotografia inóspita e uma trilha sonora horripilante, A Bruxa cria uma atmosfera inquietante e misteriosa, tornando o espectador tão impotente quanto os personagens sobre o que pode acontecer em uma floresta escura, abandonada e afastada. A direção de arte, precisa em retratar a época, muito contribui para essa imersão temporal. O elemento bruxa, tão fantástico e ao mesmo tempo real, é tratado com a mesma ambiguidade. Pouco se mostra sobre ela é em suas aparições, nunca se confirma pelo roteiro se o que está acontecendo é real. No fim, o que acaba com a família não é a bruxa, e sim sua imaginação. O final quebra um pouco dessa sugestão, em uma tentativa de ser perturbador, mas esse efeito poderia ser muito mais intenso deixando que o espectador trace o destino da personagem. Não há convenções de gênero e o uso descontrolado de imagens impactantes. Elas são usadas para causar desconforto, porém sempre de maneira dosada e consciente e o medo e tensão que o filme quer causar provém de sua imprevisibilidade, e isso é o maior trunfo da Bruxa.
Como muitos disseram esse não é um filme de terror daqueles que vemos a mesma receita sempre, ele poderia ser mais empolgante ou aterrorizante, mas o sentimento é outro, como uma angústia e algo similar a um sofrimento empático quando vemos uma excelente atuação dos personagens. A fotografia é bonita, vale a pena assistir uma vez mas infelizmente ele não tem uma história paralela animadora ou um final surpreendente, o que não trás magia ao filme e isso talvez seja difícil de engolir já que estamos cada vez mais (mal) acostumados.
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