A Bruxa
Média
3,3
1805 notas

280 Críticas do usuário

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Felipe F.
Felipe F.

3.725 seguidores 758 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 30 de janeiro de 2017
Sem titubear este é um dos melhores filmes de terror que eu já vi, e olha que não sou fã do gênero. Este longa é totalmente diferente dos filmes de terror que estamos acostumados a assistir, neste não vamos ficar levando sustos a todo instante, onde fica se jogando coisas na tela com um fundo sonoro a uma altura muito elevada. Neste longa o que assusta mesmo é a história e as cenas do filme.
No elenco todos são caras novas, e todos se saem muito bem, mostrando que não precisa de atores caros e conhecidos para se fazer um bom filme. Destaque para os mais jovens que mostram potencial e que provam que tem futuro pela frente na sétima arte.
Assim como muitos do elenco, o diretor também faz sua estreia no cinema, e mostra que tem potencial e competência.
A trilha sonora do filme é muito boa, sons de suspense nos momentos certos, e o silêncio também é muito bem aproveitado.
A fotografia é fantástica, apesar do dia ser sempre nublado e cinzento.
Ao final vemos um filme de terror que foge de todos os padrões desses de hoje em dia, onde a história em si já é assustadora e a bruxaria e a visão que se tem do demônio é totalmente diferente, o que eu ainda não tinha visto. Muito bom filme.
Alvaro S.
Alvaro S.

2.259 seguidores 349 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 22 de junho de 2016
Verdade seja dita, eu só arrisco ver um filme de terror quando ele é ovacionado pela crítica, mas eu devia parar de vez com essa mania.
A trama conta a história de uma família super cristã da Nova Inglaterra, na década de 1630, assolada e devastada pelas forças da feitiçaria, magia negra e satanismo. Um a um, os membros vão sucumbindo até o final macabro e perverso.
As coisas vão acontecendo lentamente, mais como um mistério e suspense, que exatamente um filme de terror, até o final sugerir, ao invés de mostrar, como a maldade age na surdina. O roteiro se justifica de forma inquietante e perturbadora e aí já é tarde demais.
Eu dormi mal depois de assistir a essa obra. Rezava o tempo todo e ao fechar os olhos obrigava meu cérebro a pensar em coisas cotidianas e alegres.
Curiosidade. O produtor brasileiro Rodrigo Teixeira, assina a produção do longo através de sua produtora RT Features.
Nota do público: 6.8 (IMDB)
Nota dos críticos: 91%(Rotten Tomatoes)
Bilheterias
EUA - $25 milhões
Mundo - $39 milhões*
*e contando
Acesse o blog 365filmesem365dias.com.br para ler sobre outros filmes.
anônimo
Um visitante
4,0
Enviada em 5 de maio de 2019
A24 novamente nadando contra a corrente, dando espaço para realizadores autorais e surpreendendo com mais um filme corajoso e original. A Bruxa é uma alegoria genial da soma de todos os medos que formam a sociedade americana, suas idiossincrasias hipócritas, sua moralidade imoral, seu pseudo puritanismo. Realmente não é um filme para qualquer um, se fosse, seria qualquer coisa, como os filminhos de terror rasteiros que as massas acéfalas que caracterizam o público médio estão habituadas, por isso rejeitaram este filme, afinal, pessoas ignorantes atacam o que não entendem. Satisfeito por ainda ter espaço para se fazer filmes de terror como este, que realmente compreendem a natureza de seu gênero, e não se resumem a sustos vazios, que tenham realmente algo a dizer. Faz parte dessa nova leva do ''horror social'' que tomou o cinema independente nos últimos anos. Taylor Joy em uma atuação notável no filme que a revelou, realmente um achado formidável. A fotografia escura, entre outros pequenos problemas, atrapalha, mas nada grave, o resultado continua sendo muito acima da média dos filmes de terror/thriller sobrenatural de hoje em dia. Grande filme!
Adriano Silva
Adriano Silva

1.614 seguidores 482 críticas Seguir usuário

3,5
Enviada em 27 de maio de 2017
Existem filmes de terror e existe A Bruxa. Aqueles famosos jumpscare, portas se fechando sozinha, cadeiras se mexendo, garotinhas possuídas, vários sustos durante toda a sequência, não existem em A Bruxa (filmes esses que pra mim já estão muito desgastados nos cinemas de hoje em dia). A Bruxa é 8 ou 80, ou você gosta ou você odeia, tem aqueles que conseguem similar o tipo de terror que está sendo apresentado ali e tem aqueles que vão criticar até a morte, porque como o filme leva no titulo terror esperavam-se sustos, aparições de demônios e tudo mais que encontramos em qualquer filme básico de terror moderno.

O Longa é voltado para um terror psicológico, uma ansiedade e curiosidade cada vez mais intensa, um filme clássico de terror e não aos que estamos acostumados hoje em dia. O filme é sim muito arrastado, tem suas partes monótonas, você espera que aconteça algo quando na verdade não acontece nada, aí que você se prende à trama e se encoraja a saber até que ponto podemos ir.

A Bruxa é um filme baseado em contos e relatos reais sobre bruxas, investigações e crendices, todo universo escuro e sombrio que ilustram livros está presente no longa. A crença pode ser considerada como uma figura real que realmente exista e que muitos acreditam ou simplesmente uma metáfora que a sociedade acredita e persegue a anos.

Inglaterra, década de1630, uma família levam suas vidas cristã em uma sociedade totalmente religiosa, naquela época a fé e a crença da sociedade era algo muito forte e imperdoável qualquer desvio dela. A família tem um desvio da fé e dessa forma o casal e todos seus filhos são expulso da comunidade e são obrigados a morarem em uma floresta, quando começam acontecer fatos que vão mexer muito com a mente e a fé de cada um ali. O diretor Robert Eggers dirigia seu primeiro filme e já foi muito ousado ao misturar crenças religiosas com misticismo. Como já destaquei o filme não é um terror que todos querem vê, não existem sustos, o filme é voltado para o terror nas mentes das pessoas ali envolvidas, elas acreditavam que tudo que acontecia era castigo e que eles tinham que aceitar e pagar o que estava sendo imposto.

Dentro do elenco composto por Ralph Ineson (William), Kate Dickie (Katherine) entre outros, temos a jovem Anya Taylor-Joy, muito competente por sinal e dá um show no filme e consegue cativar toda atenção na trama, principalmente nas partes que antecedem o final (além de muito bela, ela é muito talentosa, vai longe essa garota).

Portanto se você busca um filme de terror tradicional e espera todos os requisitos que se destacam nos filmes de terror da atualidade, nem perca seu tempo, porque você vai assistir e depois vai criticar o filme até a ultima cena, agora se você pretende se desprender desses filmes de terror atuais e buscar um terror mais psicológico com um drama de suspense oculto este é o filme pra você.
Anderson  G.
Anderson G.

1.369 seguidores 397 críticas Seguir usuário

4,5
Enviada em 3 de julho de 2016
Como é bom ver um filme de terror desse nível, construção de roteiro a lá Roman Polanski e Alfred Hitchcock, guardadas as devidas proporções, a construção psicológica é ótima, as atuações são ótimas, a trilha sonora é perfeita, a fotografia é linda e o clima de tensão é sensacional, muito obrigado por um filme de terror deste nível, e por não fazer um filme de terror seguindo a receitinha de bolo, e sim um filme lindo, complexo e subjetivo, assim como é o terror, a tempos eu não assistia um assim, pra quem tem o mínimo gosto pelo gênero, a bruxa é uma obrigação assistir.

Muito curioso pelos próximos trabalhos de Robert Eggers.
Júnior S.
Júnior S.

1.193 seguidores 269 críticas Seguir usuário

4,5
Enviada em 25 de novembro de 2016
Vai se tornar clássico, como muitos afirmam, é um filme único, com excelente construção de atmosfera, cenas perturbadoras e história inteligente, que lida com temas como culpa e religião. A reconstrução de época é impecável. A atmosfera (ponto decisivo em um grande filme de terror/suspense) é pouco menos do que fenomenal. O elenco é abarrotado de crianças, o que naturalmente causa mais tensão. Os diálogos são pontuais, limitados e muitas vezes narrados, com falas arrastadas. Ênfase na atriz Anya Taylor-Joy que vive Thomasin, extraordinária vivenciando uma vítima do medo, concedendo meiguice e delicadeza a sua personagem. É nela que o filme concentra. Peca pelo começo meio truncado, mas o saldo final é extremamente positivo. Ótimo!
Crismika
Crismika

1.192 seguidores 510 críticas Seguir usuário

4,5
Enviada em 18 de janeiro de 2021
Realmente muito bom ver um filme na linha de terror psicológico que prende e te faz pensar, num roteiro muito bem amarrado, realmente vale a pena conferir e não perder um filme tão BOM nessa linha. Grandes sustes, suspense psicológico, enfim te prende do começo ao fim. RECOMENDO A TODOS QUE TEM CORAGEM.
Carlos Castro
Carlos Castro

989 seguidores 343 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 22 de abril de 2019
Com o Google, pra tudo hoje em dia existe uma explicação, um motivo. Mas no passado, precisamente no século XV, o conhecimento não era democrático e as explicações para fenômenos não conhecidos eram sempre atribuídas a Deus, ao Diabo e ao sobrenatural.
Inserido neste contexto de ignorância, ambientado em uma fotografia inóspita e uma trilha sonora horripilante, A Bruxa cria uma atmosfera inquietante e misteriosa, tornando o espectador tão impotente quanto os personagens sobre o que pode acontecer em uma floresta escura, abandonada e afastada. A direção de arte, precisa em retratar a época, muito contribui para essa imersão temporal.
O elemento bruxa, tão fantástico e ao mesmo tempo real, é tratado com a mesma ambiguidade. Pouco se mostra sobre ela é em suas aparições, nunca se confirma pelo roteiro se o que está acontecendo é real. No fim, o que acaba com a família não é a bruxa, e sim sua imaginação.
O final quebra um pouco dessa sugestão, em uma tentativa de ser perturbador, mas esse efeito poderia ser muito mais intenso deixando que o espectador trace o destino da personagem.
Não há convenções de gênero e o uso descontrolado de imagens impactantes. Elas são usadas para causar desconforto, porém sempre de maneira dosada e consciente e o medo e tensão que o filme quer causar provém de sua imprevisibilidade, e isso é o maior trunfo da Bruxa.
Adriano Côrtes Santos
Adriano Côrtes Santos

1.008 seguidores 1.229 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 18 de fevereiro de 2019
Filme ambientado em 1630 na Nova Inglaterra, segue uma família com cinco filhos isolada e expulsa da cidade por questões religiosas e que vai tentar se adaptar e construir um lar perto de um bosque. Filme muito tenso, realista,repleto de dúvidas entre os espectadores e os próprios personagens em um crescente grande drama/terror psicológico que marca profundamente os que conseguem se aprofundar em suas várias camadas.Há que ter acuidade, paciência, gostar de ser provocado para vivenciar essa obra lúgrube.Primeiro longa de Robert Eggers, A Bruxa, venceu o prêmio de melhor direção no prestigiado Festival de Sundance em 2015. Direção impecável, cinematografia esfumaçada, quase pintada a mão, trilha sonora perfeita, elenco soberbo, principalmente a fantástica atuação de Anya Taylor-Joy, como Thomasin.Há realmente uma bruxa ou é somente o simbolismo do medo introspectivo? Confiram e não se arrependerão.
Bruno Campos
Bruno Campos

630 seguidores 262 críticas Seguir usuário

3,5
Enviada em 8 de março de 2016
Interessante, porém tinha potencial pra ser incrível.
O diretor Robert Eggers - após estudar minuciosamente a época das bruxas de Salém - acerta muito no clima, na escuridão progressiva como fotografia.
A ideia dum terror psicológico, passando a sobrenatural, é bem legal.
Mas essa passagem foi feita de forma abrupta, trazendo um pouco de risos e esvaziando um tanto o ótimo clima q o próprio diretor conseguiu construir.
Além disso, as mudanças de posicionamento sobre quem era provavelmente bruxo na família foram também apressadas, causando menos empatia no espectador.
Enfim, uma ideia brilhante, bem realizada, mas que derrapa no timing.
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