Média
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Uma história, comovente, leve, nos moldes de um conto (afinal, é um conto, é uma adaptação de um livro de mesmo nome), estrelada pelo sensacional Rolf Lassgard que consegue nos apegar ao personagem mesmo ele sendo a princípio rabugento e detestável. As pitadas de humor vem sempre na hora certa, sem nenhuma previsível ou forçada, ela é simplesmente inserida de forma natural pelo roteiro e funcionam absurdamente bem, aos poucos vamos conhecendo o porquê de Ove ser tão rancoroso e conseguimos nos identificar com o personagem, é impossível não torcer por Ove depois de conhecermos sua história. Rolf Lassgard poderia facilmente ter sido indicado ao Oscar de melhor ator no lugar de Ryan Gosling ou Viggo Mortensen.
Em um tempo onde muitos diretores megalomaníacos tentam deixar mensagens ambíguas, pessimistas e sobre o sempre irritante politicamente incorreto, Ove consegue ser um frescor, consegue ser o que realmente uma Comédia Dramática deve ter. Não consigo lembrar de outras iguais esse, tem a inteligência de Brilho Eterno de Uma Mente Sem Lembranças, a sensibilidade do recente Capitão Fantástico e toda a habilidade de nos fazer sentir iguais aos personagens, como Pequena Miss Sunshine.
Em um tempo onde muitos diretores megalomaníacos tentam deixar mensagens ambíguas, pessimistas e sobre o sempre irritante politicamente incorreto, Ove consegue ser um frescor, consegue ser o que realmente uma Comédia Dramática deve ter. Não consigo lembrar de outras iguais esse, tem a inteligência de Brilho Eterno de Uma Mente Sem Lembranças, a sensibilidade do recente Capitão Fantástico e toda a habilidade de nos fazer sentir iguais aos personagens, como Pequena Miss Sunshine.
Um filme sueco indicado a Oscar de filme estrangeiro e maquiagem. A maquiagem de fato é algo marcante em Um Homem Chamado Ove, mas não apenas no rosto dos atores, mas em todo o filme. Seu design de produção, sua narrativa e seu roteiro transformam um estudo de um personagem difícil como Forrest Gump em uma comédia/drama/romance folclórico, que mantém seus pés no chão da Suécia hoje em dia, que definha em torno de uma cultura que abraçou sua própria queda, transformando integridade em permissividade, e aos poucos americanizando os cérebros de seus cidadãos. Ironicamente, a pessoa mais inteligente do filme é uma estrangeira do Oriente Médio, e os suecos são ignorantes, estúpidos, complacentes. Ove é uma ilha em meio a esse mar de ignorância, só que ele não é nem um pouco simpático. Ele pretende se matar agora que foi demitido e sua mulher já se fora há anos. Porém, algo o segura neste mundo: “a vontade de ajudar os outros”. Se essa não é uma alegoria política sueca – que se reflete aos poucos nos outros países europeus – nada mais será. No entanto, bonitinho por sua natureza manipuladora e inchado graças a uma adaptação literária apaixonada, Um Homem Chamado Ove poderia ser um grande filme, mas prefere se manter ligeiramente exagerado e aparentemente fofinho. Mas a mensagem por trás de tudo isso me parece arriscar algo muito mais feio que isso.
Um homem chamado Ove - o filme Sueco que teve duas indicações ao Oscar, de melhor maquiagem e de melhor filme estrangeiro, logo que comecei a assistir achei que o filme seria muito chato, mas não tem como expressar o quanto o filme é bom, uma história mesmo sendo dramática mas muito emocionante e eu ainda não pude assistir todos os filmes que concorrem como melhor filme estrangeiro, mas para mim esse ja é simplesmente uma jóia do cinema
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