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Adriano Côrtes Santos
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1.229 críticas
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5,0
Enviada em 1 de janeiro de 2025
"Estética impecável, narrativa inovadora e abordagem poderosa do amor e liberdade feminina." “A Criada” é um melodrama psicológico de Park Chan-Wook, baseado no livro “Fingersmith”. Ambientado na Coreia dos anos 30, segue um vigarista que manipula a criada Sonk-hee para seduzir a herdeira Hideko e roubar sua fortuna. No entanto, o que ele não espera é o desenvolvimento de uma intensa e transformadora relação entre as duas. Com uma cinematografia deslumbrante e uma direção de arte impecável, “A Criada” mistura erotismo, crítica social e romance, desafiando a representação tradicional de relações lésbicas em filmes. A história retrata com profundidade a descoberta do amor entre as protagonistas, rompendo com os estereótipos de tragédia ou subordinação. O visual e a paleta de cores conferem autenticidade e beleza ao filme, enquanto a narrativa e os personagens fortes promovem uma representação libertadora do amor lésbico.
A ideia central da obra é tirar seu chão, uma apresentação rápida dos personagens, cenários principais e os pontos que ressaltam a cultura inglesa e japonesa. Uma empregada, um golpista, uma herdeira e seu tio, a trama corre entre esses personagens e seus pontos de vista, sempre dosando as informações que são extremamente transgressoras. Muito do que a narrativa constrói se da pela sugestão e depois nas reviravoltas se deixa explicitar na sua cara tudo que já era chocante só pela sugestão. Veja sozinho e deixe suas surpreendentes reações fluírem pela película cinematográfica.
Um filme primoroso, digino de estar bem guardado em sua estante de DVDs de filmes obra prima. Aqui só encontro elogios, pois tudo foi feito para que o filme se tornasse uma obra de arte. Fotografia impecável com locações belas. Sonoplastia minimalista e pontual. Paleta de cores contrastantes e por si só ajudam a revelar o enredo. Figurino belíssimo, o roteiro é a grande maravilha do filme, um suspense erótico com grandes surpresas até para aqueles Holmes que costumam ver um bom policial. Atuações impecáveis como geralmente os filmes orientais são, porém sem excessos como também é de costuma local se ver nos seus filmes. Infelizmente não teve lucro comercial, talvez por ter sido feito para uma classificação etária tão alta que não pode ser exibido em tantos cinemas, ou pelo fato de ser feito visando mais festivais.
que delícia de filme. reviravoltas. final satisfatório. figurino e fotografia lindíssimos. no terceiro aí eu estava com os olhos arregalados para saber de tudo
Um dos melhores filmes que eu já vi! tem alguns furos no roteiro e desfechos sem explicação? tem! mas nda que estrague a experiência completa. ótima fotografia, direção e sonoplastia. nota 10!
Senti muito a vibe de Garota Exemplar - com o enredo sendo dividido em 3 partes, com personagens inicialmente rasos mas que conseguem expressar dimensão ao decorrer do filme e achei incrível como as 3 partes se correlacionam de uma forma inteligente. Nunca senti tantas emoções ao mesmo tempo como quando assisti a esse filme. Muito inteligente e bem construído, amei o final de cada uma das partes.
Baseado no livro Fingersmith de Sarah Waters, o filme se passa na Coréia do Sul durante a ocupação Japonesa na década de 1930, devido a esse contexto o filme tem falas tanto em coreano quanto em japonês. The Handmaiden conta a história de Sooki (Kim Tae-ri) uma pobre e esperta garota que é convencida por um vigarista a ir trabalhar como serviçal de uma jovem ingênua e rica a fim de aplicar um golpe na fortuna da mesma. O filme tem duas horas e meia, mas devido ao grande trabalho de Park Chan-Wook, do excelente Oldboy (2003), jamais fica monótono, sobretudo, graças a uma trilha sonora envolvente, movimentos de câmeras bastante inovadores e ao ótimo senso de ritmo do diretor. Poucos filmes na história do cinema conseguem surpreender o espectador, na mesma intensidade, mais de uma vez e The Handmaiden consegue esse feito várias vezes durante o filme, os personagens estão sempre um passo a frente e o espectador passa a se deixar levar pelo filme e duvidar de tudo que é posto na tela. A crueza das cenas de nudez e a perversidade da violência emocional em seus diálogos te faz ficar envolvido com a trama mesmo que você não saiba o que esperar dela. O cenário é muito bem produzido e aliado a um figurino bastante detalhado e a magnífica fotografia faz com que o amante do cinema se encante com cada cena do filme. Com uma excelente direção , um ótimo e surpreendente roteiro, além de um elenco extremamente entrosado, The Handmaiden é sem dúvida um dos melhores filmes do ano e entretém do início ao fim.
Um dos melhores filmes da década, basta vencer o preconceito c/ as narrativas dos filmes orientais, e se divertir. Nada previsível, com 3 grandes "Plot Twist" que tiram a gente da zona de conforto dos filmes ocidentais. É importante dizer que tem algumas cenas de sexo, homoerotismo e fetiche sádico, já que vivemos na época do neo-puritanismo, onde tudo choca a frágil família tradicional brasileira. Vai que alguém resolve assistir um filme de arte sul-coreano +18 , do mesmo autor de Oldboy com e esposa e o filho de 10 anos, achando que é uma comédia da Disney...
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