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Carlos Henrique S.
13.791 seguidores
809 críticas
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4,5
Enviada em 20 de outubro de 2018
Ultimamente não tinha mais me surpreendido com nenhum filme de romance até porque não conseguia ficar com ele na mente e até me emocionar,pois bem, Como eu era antes de você me provou o contrário e logo já se torna um dos melhores filmes do gênero dos últimos anos.O filme é dirigido pela Thea Sharrock que não tinha ainda muita experiência mais aqui ela manda muito bem,consegue estabelecer muito bem a vida da Clark e desenvolver o romance entre os dois,mas isso também muito se dá pelas ótimas atuações da Emilia Clarke,e do Sam Claflin que tem uma química incrível,eles tem seus momentos cômicos ,mas quando é pra fazer o público se emocionar eles simplesmente arrasam ,principalmente quando você tenta se colocar no lugar dos personagens e isso é muito deprimente.Os detalhes técnicos são de excelente qualidade que vão do ótimo trabalho de câmera a boa fotografia,e a trilha sonora é sensacional.No geral o que temos é um filme muito acima da média do gênero que faz com que você se importe com os personagens e emocione bastante a um ponto que nos deixe deprimidos e pensativos por uma semana.
É um ótimo filme me fez lembra um filme indiano guzaarish, que é baseado em fatos reais, filma muito bom q vale a pena assistir, apesar de ter esperado um pouco mais, mas n deixa de ser muito bom.
Outra cultura, outros paradigmas, outras formas de se relacionar e de encarar a vida, o amor e a morte... Deixando de lado o fato da beleza contundente das locações, figurinos e até dos protagonistas, diria que o filme me trouxe perplexidade e um grande incômodo. Me trouxe perplexidade porque a única personagem que toca - e ainda assim tangencialmente - as evidentes questões éticas e morais que envolvem a eutanásia assistida (no caso até caberia melhor "suicídio assistido") é a mãe de Luiza, até porque é retratada como sendo ingênua. Os próprios pais de Will, que seriam naturalmente os maiores interessados em mantê-lo vivo, em momento algum retomam com ele a questão de uma perspectiva da espiritualidade ou mesmo da filosofia da essência. Parece que é apenas um tênue vínculo afetivo o que os une, mais nada! Me trouxe incômodo porque, deixando de lado a historinha surreal da Cinderela, o que temos é um retrato da face mais cruel do capitalismo: de um lado está uma mocinha em situação de vulnerabilidade e que por isso mesmo não está em condições de escolher absolutamente NADA em sua vida, quer sejam roupas, emprego ou namorado. Ela apenas se conforma, no sentido mais estreito, de adaptar-se à forma, quer seja ao terninho da mãe ou ao emprego que ela inicialmente odeia. Ao mesmo tempo, fica evidente que ela é "encaminhada" ao envolvimento/namoro com Will quase como se fosse uma decorrência "natural" das suas obrigações profissionais para com ele. Devido a esta conjuntura, lida bem com a frustração e a limitação. Do outro lado, temos um rapaz excepcionalmente lindo, que de tão rico jamais soube o que era frustração ou limitação e, em assim sendo não se conforma a nada que lhe seja adverso, não escolhido ou não premeditado. Ele é tão arrogante e prepotente que, fazendo uso da sua situação privilegiada, pode escolher até mesmo o momento e as condições em que deseja morrer! Um filme irritantemente lindo e poeticamente injusto e desigual no final das contas!
O filme foi bom, mas me fez pensar no Christopher Reeve e sua dedicação a uma campanha de pesquisas depois do acidente, tendo vivido 8 anos na condição de tetraplégico... só morreu por causa de uma infecção. Eu queria que no filme William ficasse até o seu fim natural, mas cada um sabe de si.
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