O novo Superman é a prova definitiva de que Hollywood pode pegar um ícone de quase 90 anos, colocar um orçamento de milhões e ainda assim entregar algo que parece um episódio ruim de desenho animado das manhãs de sábado.
Efeitos especiais que doem nos olhos
Parece que jogaram todas as animações possíveis no liquidificador e esqueceram de colocar tampa. É explosão, luz piscando, CGI exagerado — tudo junto e sem sentido. É como assistir a um clipe do TikTok de duas horas e meia, mas sem a parte divertida.
Superman, o figurante de luxo
Nosso herói passa o filme inteiro sendo engolido por coadjuvantes aleatórios, resolvendo tretas que nem eram dele, e agindo como um estagiário do Batman. O Homem de Aço aqui é mais “Homem de Papel Machê”: frágil, sem presença e sem um momento que justifique o nome no título.
Lex Luthor, o vilão de PowerPoint
Se a ideia era criar o Lex mais inofensivo da história, parabéns, missão cumprida. O vilão parece mais preocupado em organizar planilhas no Excel do que dominar o mundo.
Coadjuvantes aleatórios: a Liga da Confusão
O filme enche a tela com heróis secundários que aparecem e somem sem acrescentar nada. É como se tivessem medo de deixar o Superman sozinho, porque aí o público perceberia que não há história para contar.
Krypto, o cachorro salvador (do tédio?)
Um filme inteiro do Superman e o personagem mais carismático é o cachorro? E nem é piada. É triste quando o momento mais “uau” da sessão é ver um cãozinho voador latindo.
Roteiro nível fanfic ruim
A trama é um desfile de conveniências absurdas, diálogos forçados e piadinhas que nem criança de 5 anos riria. Parece que o roteiro foi escrito em um grupo de WhatsApp às 3 da manhã por gente que nunca leu uma HQ do Superman.
O crime imperdoável
Transformaram o Superman, símbolo de esperança, força e liderança, em um protagonista passivo, cercado de piadas baratas, com uma personalidade rasa. É um blockbuster que não entende — nem respeita — o que o personagem representa.
Veredito final:
Se você quer ver uma história do Superman com emoção, peso e grandiosidade, assista qualquer outra adaptação, até o desenho dos anos 90. Este filme é um monumento à mediocridade, uma fanfarra digital que só serve para vender brinquedos e hashtags. É o tipo de produção que faz você se perguntar: quanto custa para a Warner devolver o Superman para alguém que realmente goste dele?