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Luiz Cappellano
63 seguidores
104 críticas
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3,0
Enviada em 22 de dezembro de 2020
Filme "Casa Grande" (Brasil 2015). Um bom filme, na linha de "Que horas ela volta?" (Brasil, 2015), ou seja, filmes que dão um mergulho no Brasil profundo, que só seriam mesmo possíveis antes do Golpe de 2016 e da guinada à direita que tem caracterizado tanto a política quanto a sociedade brasileira desde então. A principal virtude de ambos os filmes é mostrarem o "Brasil real", aquele extremamente arcaico em relação à estrutura social, desigual, machista, racista... Não tem vergonha de mostrar os quartos das empregadas, indignos descendentes das senzalas coloniais e imperiais, e nem de demonstrar as relações promíscuas que ocorrem dentro das "casas grandes". Os senhores que ainda pensam em si mesmos como "machos alfa", que não apenas tem direito, mas até "obrigação" de manter relações sexuais com todas as "fêmeas" em idade fértil que estiverem sob o seu teto. A iniciação sexual dos filhos dos senhores com as serviçais... Em resumo: o Brasil sendo o Brasil! Enquanto "Que horas ela volta?" se passa em São Paulo, "Casa Grande" se passa no Rio de Janeiro e este não é o principal diferencial entre os dois filmes. O enredo "paulista" é mais "bem costurado" e a história tem começo, meio e fim, bem definidos. Tanto os diálogos quanto a movimentação dos personagens são bastante factíveis, até mesmo "dentro do esperado", o que faz com que o espectador não apenas "acredite" na história mas também se envolva nela. A riqueza da família se deve ao nascimento do patriarca, à sua origem. É hereditária, muito bem explicada e bem demarcada. Já o enredo "carioca" lembra uma sucessão de cenas, mais ou menos interligadas umas às outras, como se fossem episódios avulsos. spoiler: O enredo não tem muita consistência, tanto que nem a inicial opulência e nem tampouco a posterior decadência da família é referenciada ou explicada, apenas acontece... A cena final até parece um "gancho" para um segundo episódio, de tão inconclusiva. O espectador fica com a impressão que não assistiu o filme até o fim. De qualquer maneira, ambos os filmes cumprem plenamente as suas duas funções, explicitamente assumidas, que são informar e divertir, ou seja, convidar à reflexão sem assustar ou enfadar o espectador.
Despretensioso ao assistir. Grande surpresa, e ao que chamaram de morno, falta-lhes um apreço por esse tipo de filme e pelo simples mas não simplório roteiro. Ótimo enredo, ótimo filme. Todos os atores forem excelentes, TODOS. Recomendo.
O filme deveria ter ido além, com a família vendendo a casa e se mudando para o subúrbio e o garoto a mãe e a filha tendo que trabalhar para ajudar na manutenção financeira da família, bem como o pai no exercício de uma atividade considerada "desonrosa" para a burguesia. Também deveria mostrar o abandono sofrido pelos falsos amigos.
O filme é muito bom. É praticamente um "comming of age" que se passa na realidade brasileira. Abordando diversos temas comum a adolescentes e temas da realidade do nosso país. Foi muito interessante ver um filme que de fato esteja mais próximo da nossa realidade. As atuações são muito boas e o roteiro é bom também Só achei que a parte final do filme poderia ser estendida, já que questões importantes ficaram sem respostas e que alguns temas poderiam ser mais bem explorados Fora isso, vale apena conferir "Casa Grande".
Ok, vou resumir o filme a família dele vai para o buraco financeiramente. E ele se torna um "zé ninguém". Mais o q mais me indigna é em saber q em pleno século 21 um rapaz de 17 anos acaba um manoro por cauza do fato q a ex- namorada dele éra virgem. Como se hoje em dia fosse facil encontrar uma moça de 16 anos pra cima virgem. Se eu tiver a oportunidade de namorar uma moça de 18 virgem hoje em dia. Eu cazo.
A figura da Casa Grande tem uma importância muito grande na compreensão de alguns elementos que fazem parte da construção da sociedade brasileira. Basta lembrar, por exemplo, da existência de um livro como "Casa-Grande & Senzala", escrito pelo sociólogo Gilberto Freyre. Nesta obra, a Casa Grande é uma representação do modo de organização social e política do Brasil, calcado no patriarcalismo e na figura do pai como proprietário de tudo que se encontrasse naquela propriedade.
De uma certa maneira, "Casa Grande", filme dirigido e co-escrito por Fellipe Barbosa, dialoga com essas simbologias. No longa, acompanhamos o adolescente Jean (Thales Cavalcanti), que, aos 17 anos, está vivendo uma fase muito importante para qualquer adolescente e que envolve a descoberta de um primeiro amor, de sua própria sexualidade e também se vê diante de uma importante decisão: qual será a sua escolha profissional?
Todo esse processo se passa também em meio a um outro, que é vivenciado pelos seus pais (Marcello Novaes e Suzana Pires), que estão enfrentando uma crise financeira severa, que ameaça o padrão de vida de alto luxo que a família possui e que é escondida dos dois filhos do casal.
Assim, talvez, o maior conflito vivido por Jean no decorrer de "Casa Grande" é a tentativa dele fugir de tudo aquilo que sua família representa e como ele pode se portar, como ser humano, diante de suas convicções e dos valores em que ele acredita. Ao mostrar a luta de Jean contra esses estereótipos e pensamentos, o filme toca em temas muito interessantes, como as diferenças sociais, a instituição de cotas raciais e a hipocrisia que reina, algumas vezes, na relação patrão x empregado.
Estes são os pontos mais positivos de um filme que tem um desenvolvimento interessante, porém um fim um tanto abrupto - mas que não deixa de ser representativo diante de tudo o que assistimos, por, talvez, representar um momento definitivo de ruptura (ou de libertação) entre Jean e tudo aquilo que o que lhe cerca representa.
Que desperdício de elenco e de história. A ideia é interessante e poderia ter sido melhor desenvolvida, mas foi tudo muito raso. Muitas pontas soltas. Um desperdício.
O filme até tenta abordar temas como cotas raciais, falência da classe média alta, virgindade, mas o filme é tão lento e arrastado, sem novidades, atores sem expressão, enfim nada acontece ao longo de quase duas horas de filme. Não vale a pena perder tempo.
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