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Paulo Gustavo
13 críticas
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5,0
Enviada em 30 de julho de 2025
Como obra cinematográfica, o filme cumpre bem seu papel de tornar uma história técnica e densa em algo emocional e acessível. Joseph Gordon-Levitt entrega um Snowden convincente, embora mais idealizado e carismático do que o real, o que é compreensível dentro da linguagem hollywoodiana.
Mas a principal divergência entre o filme e a realidade não está em eventos inventados, e sim no tom heroico e linear com que a narrativa conduz o espectador. A complexidade ética e política do caso Snowden é suavizada, com menos espaço para as ambiguidades morais. Em vez disso, a trama aponta com clareza que há um mocinho, há vilões, e não resta muito espaço para debate.
No entanto, seu maior mérito talvez esteja justamente aí: como ferramenta de conscientização. Ao colocar em evidência o alcance das tecnologias de vigilância, que invadem não apenas comunicações de suspeitos, mas também a intimidade de milhões de cidadãos comuns, o filme levanta uma bandeira incômoda e necessária: quem vigia os vigilantes?
A ideia de que a privacidade é um luxo dispensável "para quem não tem nada a esconder" é desconstruída com força. O filme nos lembra que a vigilância em massa transforma todos os cidadãos em suspeitos potenciais e cria um Estado que vê sem ser visto. E mesmo com suas licenças poéticas, Snowden acerta em mostrar que a luta pela privacidade não é de quem tem algo a esconder. É de quem tem algo a proteger: sua dignidade, sua liberdade e sua própria identidade. O poder da vigilância vai além das fronteiras ideologicas e políticas.
Em suma, pode não ser um documentário fiel em cada detalhe, mas é um filme que importa e, sobretudo, que desperta o senso crítico.
Filme que tenta contar sobre o atrevimento, e ajuda que tentou dar as pessoas contra um megasistema de espionagem americano que deve estar de pé até hoje (só os inocentes acreditam o contrário), Edward Snowden contribuiu com a história, filme teve sua época forte lançado em 2016, hoje talvez tenha dado uma amornada. O Gordon Levitt é a segunda atuação que acompanho, é uma baita ator muito equilibrado, encaixou bem para a personalidade do Snowden. Um belo registro para história da humanidade, filme leve de assistir e tranquilo apesar de 2h de duração. Alguns dramas pessoais retratados com certo ar artístico, mas foi um filme inspecionado pelo próprio personagem central da história, talvez um dia possamos usar para alguma discussão mais aprofundada, o tempo dirá. Repugnante, revoltante, sistema a serviço de um seleto grupo de nações dos quais o Brasil não faz parte mas era espionado (talvez ainda seja).
Baseado em uma história real, o filme Snowden: Herói ou Traidor, dirigido e co-escrito por Oliver Stone, conta a história do analista de sistemas Edward Joseph Snowden (interpretado por Joseph Gordon Levitt), que, em 2013, por meio de uma série de reportagens dos jornais The Guardian e The Washington Post, revelou detalhes que envolviam os programas de vigilância da Agência de Segurança Nacional (NSA) dos Estados Unidos.
O filme acompanha justamente como se deu o contato entre Snowden, a diretora Laura Poitras (Melissa Leo), que fez o documentário Citizenfour (vencedor do Oscar 2015 da categoria) com base nas conversas que teve com Edward; e os jornalistas Glenn Greenwald (Zachary Quinto) e Ewen MacAskill (Tom Wilkinson), que escreveram os textos encartados nos jornais citados anteriormente. Por meio de flashbacks, Stone vai desenrolando todo o histórico de Snowden e como ele foi parar na área de vigilância nacional, em trabalhos desenvolvidos na CIA e na NSA. O roteiro ainda aborda o relacionamento pessoal de Snowden com sua namorada, Lindsay Mills (Shailene Woodley).
Snowden: Herói ou Traidor faz uma discussão bastante interessante e que envolve a ideia da segurança, da privacidade e do uso dos nossos dados numa era em que estamos altamente inseridos no mundo digital. Será que isso realmente existe? O filme nos deixa com uma pulga atrás da orelha sobre este assunto
Muito bom, eu sou meio alienado e só lembro por alto os acontecimentos. Mas, agora, assistindo ao filme fiquei chocado, não temos mais privacidade faz tempo. E eu pensava que só o Google sabia da minha vida, tem mais um que sabe tudo. Tudo bem, sou um bom rapaz.
Excelente filme. História muito interessante e muito bem contada. História real sobre espionagem e contra-espionagem e como a vida de todos está exposta involuntariamente em função da segurança ou, talvez, de um jogo de poder.
Edward Snowden (Joseph Gordon-Levitt), ex-funcionário da NSA, resolve se opor aos conceitos deliberados pelo governo norte-americano e decide divulgar um amontoado de documentos contendo informações vitais sobre espionagem mundial e total quebra de privacidade. A ação ficou mundialmente conhecida e levou o governo americano, supostamente, a rever sua conduta e mudar programas envolvendo o complicado quadro da agência em questão.
Trazendo no comando um Oliver Stone mais próximo de suas origens como diretor, SNOWDEN - HERÓI OU TRAIDOR praticamente não deixa margem de dúvida quanto ao lado que opta defender, levando o expectador à surpresa com a audácia e tamanho volume de conteúdo que o governo americano obtinha até mesmo de seu povo pátrio. O roteiro sempre mantém focado no drama do protagonista, que passa por elementos pessoais nem sempre consequência de seu trabalho, mas de suas decisões, muitas vezes excruciantes do ponto de vista psicológico. Gordon-Levitt segura bem seu papel e surpreende por manter a tensão de escolhas delicadas que poucos seriam capazes de imaginar, comuns até por meio de olhares.
A fotografia competente, permitindo uma montagem ainda mais eficiente do ponto de vista narrativo, o longa mantém o drama de forma eficiente e convincente, evitando deixar que o grande volume de informações técnicas da área informática atrapalhem o excelente entretenimento ofertado.
O filme fica demais nos meios termos dos acontecimentos, narrativas etc...Mas o enredo é bastante enxuto e a edição é hábil, deixando um longa que poderia facilmente ser massante dinâmico, nunca se esquecendo do peso do tema. O ufanismo exacerbado de Stone quase afunda totalmente a força do filme, o deixando à mercê de interpretações binárias, ainda bem que não chegou a esse ponto. Joseph, apesar de não ter nada a ver com Snowden, entrega uma performance bem digna. Nota : 6.5 / 10
O início é chato e arrastado. Do meio para o final continua arrastado, porém se torna mais interessante. Um tipo de biografia que quando acaba, você procura por mais informações. Nota 7
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