O Quarto de Jack
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4,6
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Thiago C
Thiago C

172 seguidores 152 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 18 de fevereiro de 2016
Sensível, filme surpreende pela boa direção de Lenny Abrahamson e pelas brilhantes atuações de Brie Larson e Jacob Tremblay num elo de amor entre mãe e filho que nem mesmo a perda da inocência é capaz de romper.
Luiz C.
Luiz C.

49 seguidores 36 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 18 de fevereiro de 2016
O mundo novo e alcançável de Jack 
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Imagine passar por esta situação em sua vida: uma jovem é sequestrada, há sete anos, quando voltava da escola, e desde então vive isolada em um quarto, enjaulada em um cativeiro já sem esperanças de um dia sair de lá. Ela acaba tendo um filho do sequestrador e, só quando ele completa 5 anos, resolve contar pra ele que existe um mundo cheio de vida do lado de fora das sólidas quatro paredes que os cercam. Até então, o ingênuo menino acreditava (por meio das histórias da protetora mãe) que o mundo real era só aquilo ali. A TV transmitia-se sonhos; fora dali era "apenas" o espaço sideral. A esperança ressurge muito forte quando os dois começam a tramar um plano para enganar o vilão e, enfim, explorar um novo mundo, ter a possibilidade de viver uma nova história em cenários inexplorados. Esse é o mote do filme "O Quarto de Jack", do diretor irlandês Lenny Abrahamson e indicado a quatro categorias do Oscar 2016, incluindo Melhor Filme, um dos longas mais emocionantes das premiações deste ano.

Desde o início, você se vê dentro do filme e acompanha a angústia de Ma (Brie Larson, vencedora do Globo de Ouro, em atuação brilhante) e do pequeno Jack (Jacob Tremblay, em atuação mais surpreendente ainda). Você tem essa percepção de proximidade talvez pela pessoalidade da narração, feita pelo doce menino, ou até mesmo por imaginar a dor de se viver dentro de um pequeno quarto de dez metros quadrados sem nem saber o que tem lá fora. Você se emociona quando Jack fala de Lucky, o seu cachorro imaginário, quando ele dá "bom dia" para os objetos do quarto, quando olha para a janela no teto e vê apenas o azul do céu disfarçado de infinito. Não há mais nada além disso. Mas na cabecinha dele, sim. Há um mundo de sonhos longínquos, como na mente de qualquer criança. Só que, na de Jack, esse mundo é totalmente inalcançável. Até o dia em que ele se vê na obrigação de enfrentar, sozinho, o mundo novo - no plano, ele fugiria sozinho e pediria ajuda para socorrer a mãe.

Se para nós, que vivemos normalmente, sem cativeiros ou traumas, sair da zona de conforto é tão difícil, é tão amedrontador, imagine na cabeça de uma criança de 5 anos que não sabe mesmo o que vai encontrar pela frente. Dentro dessa lógica, não há paralelo melhor do que essa reflexão que um fotógrafo amigo meu, Diego Moreira, fez em uma rede social após ver esse filme. "'O Quarto de Jack' é uma analogia sobre cada um de nós. Vivendo em espaços confortáveis, amedrontados pelo que não conhecemos e, logo depois, surpresos por descobrir que tudo que gera medo, na maioria das vezes, pode ser bonito e surpreendente (...). Uma história sobre a vontade de fugir, a obrigação de ficar, o receio de arriscar, as consequências de escolher e a necessidade de se despedir". Não é perfeito? Se você assistir ao filme, então, vai fazer ainda mais sentido.

Diariamente, somos obrigados pela vida a sermos melhores, a superarmos o que passou e seguirmos em busca de um sonho possível. Você, amedrontado em seu quarto escuro e frio, na sua opressão emocional, não vai a lugar algum. O bonito e o surpreendente, o novo e o admirável, estão logo ali, mas é preciso lutar para se chegar lá. E, às vezes, essa luta nem é tão árdua assim. A nossa cabeça é que borbulha demais... O mapa do tesouro das grandes descobertas da vida está disponível pra download aí na sua caixola na pasta de gratuitos. Com a ajuda da analogia ali atrás, consegui desvendar os códigos desse mapa, e ele diz algo que está estampado na nossa cara: se a "vontade de fugir" é maior que a "obrigação de ficar", não tenha esse "receio de arriscar"; pule as "consequências de escolher", entenda a "necessidade de se despedir" e, assim como o pequeno Jack, abrace a alegria de se viver. É assim nos filmes, com certeza é melhor ainda na vida.
anônimo
Um visitante
4,5
Enviada em 13 de fevereiro de 2016
-Filme assistido em 12 de Fevereiro de 2016
-Nota 9/10

Já vou logo adiantando,"O Quarto de Jack" é um dos mais emocionantes filmes dessa tenporada de premiação.
Novamente, o diretor Lenny Abrahamson faz um filme belo.Depois de "Frank",outro filme com a temática familiar, algo que é visto do começo até o fim nesse seu novo filme.

Na trama,temos a história de Jack - vivido perfeitamente por Jacob Tremblay- um garoto sonhador, recém completado 5 anos de idade,que mora apenas com sua mãe, em quarto de aproximadamente 10 metros quadrados.Ficamos impressionado com a maneira em que ambos vivem dentro de algo tão minúsculo,apenas com uma televisão,livros e sonhos.O problema,é que o garoto a cada dia aumenta sua curiosidade para conhecer o mundo além da porta trancada a sete chaves. Um fato que acaba desgastando sua mãe Joy -também vivida brilhantemente por Brie Larson- que a cada dia tenta bolar um plano para que,pelo menos seu filho saia daquela situação.

As atuações dispensa comentários.Como eu já disse,me impressionei com o pequeno Jacob. O garotão dá uma aula de interpretação. Ele chora, grita,sorri...tudo em um único pacote.Sua "mãe" não fica para trás. Brie vive um drama fortíssimo. Em alguns momentos fica em segundo plano,mas também emociona bastante com sua personagem. Duas indicações merecidas.

Em relação ao filme.Podemos dividir ele em duas partes.O primeiro ato, temos o drama familiar quando mãe e filho são mantidos quase que reféns de um pequeno quarto.Na segunda parte,vivemos uma nova fase,com a dupla já desfrutando da liberdade.Nessa parte,podemos perceber que o garoto Jack nasce novamente.Conhece as cores do mundo real,objetos novos e novas pessoas.Uma virada sensacional.

Pra quem gosta de se emocionar fácil com um longa,essa é uma boa pedida.
Carlotha S.
Carlotha S.

1 seguidor 3 críticas Seguir usuário

4,5
Enviada em 9 de fevereiro de 2016
O filme nos surpreende, pois o foco é na família constituída ali no ambiente restrito, há um sufocamento de emoções perceptível através das expressões da atriz (sensacional) Brie Larson. O espectador cria certa expectativa sobre os acontecimentos do filme, mas se contenta com o que o enredo nos mostra, que é o suficiente.
Amor incondicional, superação, canalização da dor e da solidão, dificuldade de relacionamento, são sensações que é possível encontrar neste filme intenso e profundo.
O filme e os artistas são excelentes, Brie Larson merece muitooooooooooo o Oscar. E o filme, se ganhar, será merecido também.
Rodrigo M.
Rodrigo M.

6 seguidores 2 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 7 de fevereiro de 2016
Muito bom, me surpreendi com o Jacob Tremblay que ator ótimo, suas capacidades artísticas são surpreendentes acho que ninguém diria que esse mesmo menino é o Blu dos Smurfs, e o que dizerde Brie Larson em sua melhor interpretação, no mesmo ano em que participou do filme Descompensada é surpreendente como ela se transforma nesse filme e o que dizer da cena final!
Assistam
Vitor Araujo
Vitor Araujo

3.873 seguidores 618 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 13 de março de 2016
Emocionante. Boas atuações. Interessante. Criança. Quarto. Sequestro. Mundo. Trauma. Envolvente. Gostei.
Arthur E
Arthur E

6 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 3 de fevereiro de 2016
Um excelente filme para quem gosta de drama, mas para quem não gosta esse pode vir a ser entediante ou parado demais, já que apresenta poucas cenas de ação e tensão. O grande destaque do filme vai para a atuação do menino Jacob Tremblay que interpretou excelentemente o personagem de Jack.
Mauro M
Mauro M

10 seguidores 22 críticas Seguir usuário

4,5
Enviada em 1 de fevereiro de 2016
Imaginemos uma pessoa que nasceu confinada num pequeno espaço e ali vive durante cinco anos. Seu mundo é aquele pequeno espaço e ele não tem ideia sequer do que seja lado de dentro e lado de fora, quanto mais do que seja o mundo, cuja realidade ele conhece de maneira rudimentar através de um velho aparelho de TV que mal funciona. Como seria a mente dessa criança ao se deparar com tantos objetos, enfim, de tudo que existe do lado de fora? Claro que a adaptação ao novo mundo é difícil. Esta foi a ideia de Emma Donoghue, autora do livro no qual o filme se baseia. E este filme é impressionante, num misto de drama e suspense, sob a direção de Lenny Abrahamson, genial ao comandar o trabalho do menino Jacob Tremblay no papel de Jack, pequeno ator que se saiu muito bem. Também temos que elogiar Brie Larson, numa atuação excelente como a mãe de Jack. O filme teve quatro indicações para o Oscar: Melhor Filme, Melhor Diretor, Melhor Atriz (Brie Larson) e Melhor Roteiro Adaptado.
Renan Santos
Renan Santos

4 seguidores 24 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 30 de janeiro de 2016
O filme é bom, a proposta é ótima e as atuações dos protagonistas excelentes. O primeiro ato é de tirar o fôlego, fantástico. O problema é que o filme praticamente acaba ali, na metade. Acho que foi mal fracionado, deveriam ter estendido mais as cenas no Quarto. O filme é um pouco cru em algumas explicações, e é possível notar até alguns furos no roteiro, o que conta de forma negativa na hora de fazer um balanço geral.
Tiago T.
Tiago T.

1 crítica Seguir usuário

4,0
Enviada em 12 de janeiro de 2016
O filme trata, com um notável sutileza, do desenvolvimento da percepção de um garoto (Jack) que possui - por motivos especiais - apenas o próprio quarto como contorno vital. Apesar dessa limitação, Jack não se intimida diante de tal adversidade. Sem perder a sua pureza inata, o mesmo recria o próprio mundo constantemente, fazendo da própria imaginação uma companheira importante. Além disso, convive com a mãe (Ma) de um modo inseparável, e em muitos momentos se torna um incógnita sobre quem realmente precisa do outro para se libertar do mal que os assombra.
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