O Quarto de Jack
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4,6
3738 notas

234 Críticas do usuário

5
131 críticas
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21 críticas
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Renan Santos
Renan Santos

4 seguidores 24 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 30 de janeiro de 2016
O filme é bom, a proposta é ótima e as atuações dos protagonistas excelentes. O primeiro ato é de tirar o fôlego, fantástico. O problema é que o filme praticamente acaba ali, na metade. Acho que foi mal fracionado, deveriam ter estendido mais as cenas no Quarto. O filme é um pouco cru em algumas explicações, e é possível notar até alguns furos no roteiro, o que conta de forma negativa na hora de fazer um balanço geral.
anônimo
Um visitante
5,0
Enviada em 23 de janeiro de 2016
O Quarto de Jack é um filme bem feito, apesar de errar ao não dar explicações de alguns acontecimentos, mas nada que comprometa o filme. Acima de tudo é um filme sensível, e é bom acompanhar o desenvolvimento de Jack durante todo o filme.

Leiam a minha resenha completa no link abaixo:
F. V. Fraga
F. V. Fraga

108 seguidores 64 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 22 de janeiro de 2016
‘O Quarto de Jack’ (2015) é com certeza um dos filmes mais emocionantes selecionados para concorrer ao Oscar em 2016. A temática é tão pesada quanto a abordada por ‘12 Anos de Escravidão’ em 2014. No entanto, a forma como o primeiro citado foi construído é até mais angustiante do que foi no segundo longa mencionado. Não que a realidade seja mais terrível em um do que em outro, porém o ambiente claustrofóbico em que se passa ‘Room’ (no original) e o fato de um dos personagens principais se tratar de uma criança, deixa a atmosfera narrativa ainda mais tensa.
[[[PARÁGRAFO]]]
O enredo já coloca o público dentro do drama dos personagens logo de início. O espectador se sente desconfortável nas primeiras cenas ao notar o quão pequeno é o quarto em que os dois vivem, principalmente as pessoas que tiverem maiores níveis de claustrofobia. Ainda que o foco narrativo seja pela perspectiva do menino Jack (Jacob Tremblay), que nos conta tudo de uma forma “doce”, com sua voz “suave”, nos fazendo esquecer da realidade terrível em que se encontram, em alguns momentos. O que começa quase lúdico, em seguida vai para o trágico quando temos certeza de que ele e a mãe Joy (Brie Larson) são reféns e que o garoto é filho de uma jovem sequestrada que já vem sofrendo abusos há sete anos.
[[[PARÁGRAFO]]]
E se já estávamos angustiados, nos imaginando dentro do quarto com eles, quando o garoto tem que se trancar dentro de um pequeno guarda-roupas, enquanto a sua “Ma” (como o pequeno Jack chama sua mãe) é mais algumas vezes abusada, nós entramos em desespero. Mesmo que saibamos que ele não tem noção do que está acontecendo, isso não diminui nosso sofrimento. E a cada interação do menino com o “pai/sequestrador” nós voltamos a ficar tensos. E o ápice deste turbilhão de angústias que passamos é quando as vítimas arquitetam sua fuga e temos quase certeza de que tudo vai sair errado.
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Dirigido por Lenny Abrahamson, conhecido por ‘Frank’ (2014), que tinha no elenco Michael Fassbender, Domhnall Gleeson e Maggie Gyllenhaal. Em seu trabalho anterior Abrahamson já nos fazia lidar com sentimentos opostos ao nos apresentar um personagem líder de uma banda, que nunca tirava uma grande “cabeça/máscara”. Nós simpatizávamos com o cantor Frank, mas no decorrer da narrativa o estranhamento nos levava a sentir pena dele. A diferença entre os dois filmes é que em ‘Frank’ tínhamos o personagem de Gleeson (Jon Burroughs), que nos guiava pela curiosa experiência. Já em ‘O Quarto de Jack’ o roteiro e os movimentos de câmera do diretor nos colocam dentro do quarto, nós somos as testemunhas diretas sem intermediário, fazendo com que nos sintamos tão presos e aflitos quanto os personagens cativos.
[[[PARÁGRAFO]]]
Dentro do quarto o ponto de vista do menino é representado sempre por planos fechados e closes dos rostos ou de objetos do ambiente, representando sua perspectiva minimalista. Os enquadramentos só são mais abertos, a medida do possível, quando estão na mãe, que apesar de trancafiada tem uma percepção maior do mundo. As cenas externas ao quarto são de ambientes maiores, a câmera vai ampliando os enquadramentos representando o que é a sensação de liberdade fora daquele cativeiro. Conforme passa o tempo e o menino vai aprendendo mais sobre o mundo, a câmera vai se afastando mais dele, refletindo o aumento de seus horizontes.
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As atuações de Brie Larson e do pequeno Jacob Tremblay são impecáveis. Larson encarna perfeitamente a mãe jovem forçada, abatida pelos anos no cativeiro e que tem na sua relação com a criança uma forma de não enlouquecer e se entregar a depressão. Tremblay é cativante, com suas reflexões de criança que não sabe que seu mundo é muito pequeno, até por que desconhece que existe um maior lá fora, quase como “O Pequeno Príncipe” em seu planetinha, pois a mãe o manteve num mundo particular por não saber se um dia eles sairiam. Seus sentimentos são como o de qualquer criança, ele fica feliz com as brincadeiras simples que tem com a mãe e se irrita quando é contrariado. Suas percepções se alteram drasticamente, quando Joy resolve lhe contar a verdade de suas condições de prisioneiros, com a intenção de que ele colabore com as suas fugas.
[[[PARÁGRAFO]]]
As metáforas visuais são muito bem utilizadas, como quando o menino consegue sair da pequena prisão e ver a imensidão do céu, que antes enxergava por uma pequena claraboia, quase como se fosse seu segundo nascimento. Seu próximo ambiente fechado depois do quartinho é um amplo e envidraçado quarto, o que contrasta totalmente com sua morada anterior. E descobrimos que a liberdade e um ambiente maior e desconhecido a ser explorado, também pode causar medo. Quando os dois interagem com outras pessoas, somos levados a refletir sobre as relações familiares e de maternidade, pois nem todos lidam facilmente com uma criança gerada num estupro.
[[[PARÁGRAFO]]]
Apesar de a nossa sensação de tensão diminuir quando os dois saem da condição de cativos, a crise emocional não é menor. A mãe, que era apenas uma adolescente de 17 anos ao ser sequestrada, tem que lidar com um lapso de sete anos em sua vida, onde todos a sua volta seguiram a diante construindo uma vida sem ela. O menino tem que lidar com uma gama muito grande de novas experiências, que em um ambiente normal ele teria mais tempo para se ambientar durante seus 5 anos de idade, recém completados. Por sorte a mãe conseguiu manter o menino saudável com uma capacidade cognitiva imensamente melhor que a de “Kaspar Hauser”. Entretanto Joy não é poupada do julgamento moral, quando resolve encarar a mídia, que quer explorar sua experiência trágica, levando-a a se questionar sobre o tratamento que deu ao filho durante os anos no cativeiro.
[[[PARÁGRAFO]]]
‘O Quarto de Jack’ já desponta como um dos melhores dramas de 2015/2016, provavelmente é um dos mais eficazes dos últimos anos, em proporcionar sentimentos fortes em quem o assiste. Por mais insensível que um espectador possa ser, dificilmente ficará indiferente durante e ao final do filme. Certamente é uma experiência que não poupa o público de sentimentos conflitantes e contraditórios, que vão da tristeza a extrema euforia, porém assistir a obra é uma jornada inegavelmente gratificante no final. Indicado aos Oscar de Melhor Filme, Melhor Diretor, Melhor Atriz e Melhor Roteiro Adaptado, dificilmente sairá sem ganhar algum, com grandes chances para Brie Larson, apesar de ter a difícil missão de vencer Cate Blanchett, Saoirse Ronan, Charlotte Rampling e Jennifer Lawrence.
Hanny C.
Hanny C.

10 seguidores 2 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 19 de janeiro de 2016
O roteiro e perfeito. A atuação de Brie e Jacob mais ainda. Temas fortes como estupro, suicídio, trauma é sequestro abordados de forma leve e precisa. O filme é apaixonante. As cenas cada vez mais cativantes impedem o filme de fixar monótono. Direção incrível. E por fim, obra incrível. Impecável.
Nelio M.
Nelio M.

22 seguidores 82 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 18 de janeiro de 2016
No decorrer da minha vida, vi pouquíssimos filmes colocar o espectador na pele do personagem, e para mim "O Quarto de Jack" conseguiu tal proeza. Você sente o clima claustrofóbico e angustiante da mãe, e ao mesmo tempo consegue respirar aliviado com o mundo perfeitamente normal fantasiado pelo filho, a divergência de ambos, enfatizando a pureza da criança como "A salvação" de toda aquela situação, fez do filme uma das maiores surpresas que já vi nos últimos anos. Atuação absurda de Jacob Tremblay que não foi indicado ao Oscar, isso denota a credibilidade sempre duvidosa dessas nominações. E Brie Larson dando um show de interpretação. Já faturou o Globo de Ouro, falta só o Oscar, que certamente ela ganhará. Filme recomendadíssimo
Matheus D
Matheus D

30 seguidores 31 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 21 de fevereiro de 2017
A Temporada de Oscar se inicia novamente, e nela nós torcemos para que nossos filmes favoritos entrem na premiação, porém também conhecemos filmes que até então não conhecíamos antes deles aparecerem nela. E foi desse jeito que conheci o maravilhoso “O Quarto De Jack”.
O filme é baseado em um livro escrito por Emma Donoghue que também é a roteirista do filme. Eu não li o livro e nem o conhecia, mais já consegui perceber a qualidade dessa obra só vendo o filme. A história desse filme é forte e muito cativante, você desde o início do filme já se encanta pelo Jack, uma criança de 5 anos que nunca saiu do quarto em que é mantido refém junto com sua mãe chamada Joy que foi sequestrada quando ela era mais jovem e ficou lá desde então até o Jack nascer. O filme já estabelece desde o início a carga de culpa que a Joy sente, mais ainda mostra todo o amor que ela sente pelo Jack, tanto que ela nunca contou sobre o mundo para ele e o garoto acha que todo o mundo é só o quarto. O primeiro ato é todo focado na rotina deles dentro daquele quarto, e é tudo muito claustrofóbico, já o segundo ato foca na volta deles ao mundo, o choque do Jack ao descobrir o mundo e o conflito interno da Joy.
O roteiro desse filme é perfeito, afinal o filme é escrito pela própria autora do filme por tanto ela tem total controle do que ela está fazendo. Ele desenrola seus dois personagens muito bem e de maneira extremamente natural, principalmente o Jack, ele tem alguns diálogos sensacionais onde ele narra tudo que ele vê e pensa sobre as descobertas dele criando uma empatia muito grande por esse garoto, e a Joy mesmo após sair do quarto ela não termina muito feliz, pois ainda sofre pelas consequências do que passou no quarto e de ter mentido ao seu filho todo esse tempo, e mesmo sempre agindo como mãe pra ele ela nunca esquece os problemas que ela passou. O foco do filme é na jornada dos dois e ela é tão forte emocionalmente, que só se você for um robô você não vai ser comovido, esse é um dos filmes mais emocionantes e um dos que mais chorei em toda a minha vida.
Os dois atores principais estão fenomenais, os dois tem uma das melhores químicas de mãe e filho que eu já vi. O Jacob Tremblay é uma surpresa gigantesca pois não há um momento que parece uma interpretação você acha que realmente é uma criança passando por tudo aquilo ele foi super injustiçado no Oscar. E quanto a Brie Larson se ela não ganhar o Oscar de Melhor Atriz (e ela ganhou) não há justiça no mundo, pois é uma das melhores interpretações femininas que eu já vi na minha vida.
A direção do Lenny Abrahamson esta certinha, ele soube trazer o livro do jeito certo pro cinema, e fez um trabalho tecnicamente muito coerente com o filme, especialmente na fotografia, que começa bem morta e de tons escuros para representar toda a claustrofobia do quarto, passando pra algo bem claro e estranho para representar o estranhamento de Jack com o mundo. E a trilha é bem contida e minimalista, e que vai se tornando mais forte e notável com o tempo.
“O Quarto de Jack" um filme muito forte, comovente, incômodo porém extremamente recompensador, com uma história fantástica, ótima direção e atuações centrais brilhantes. Justíssima indicação ao Oscar, e sem dúvida um dos melhores filmes de 2015.
Joao Lucas G.
Joao Lucas G.

1 crítica Seguir usuário

5,0
Enviada em 16 de janeiro de 2016
Ótimo filme!!! História perfeita, atores ótimos. Superou minhas expectativas
Não tem como não chorar.
Leonardo Dalla Porta
Leonardo Dalla Porta

9 seguidores 28 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 16 de janeiro de 2016
Sensacional, mais uma vez um filme independente surpreende com indicações. Tem um roteiro muito perturbador, o suspense comove.
Tiago T.
Tiago T.

1 crítica Seguir usuário

4,0
Enviada em 12 de janeiro de 2016
O filme trata, com um notável sutileza, do desenvolvimento da percepção de um garoto (Jack) que possui - por motivos especiais - apenas o próprio quarto como contorno vital. Apesar dessa limitação, Jack não se intimida diante de tal adversidade. Sem perder a sua pureza inata, o mesmo recria o próprio mundo constantemente, fazendo da própria imaginação uma companheira importante. Além disso, convive com a mãe (Ma) de um modo inseparável, e em muitos momentos se torna um incógnita sobre quem realmente precisa do outro para se libertar do mal que os assombra.
elias j.
elias j.

2 seguidores 12 críticas Seguir usuário

4,5
Enviada em 11 de janeiro de 2016
Que drama bonito, intenso, e se não bastasse a excelente atuação de Brie Larson, merecedora de um Oscar, o jovem Jacob que interpreta Jack tem uma atuação brilhante, recomendou...
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