O Quarto de Jack
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4,6
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Benedicto Ismael C. Dutra
Benedicto Ismael C. Dutra

92 seguidores 145 críticas Seguir usuário

3,5
Enviada em 12 de março de 2016
O QUARTO DE JACK
O reconhecimento das coisas começa no berço. A criança começa a ter contato com várias coisas, aprendendo a denominar cada objeto e a entender sua serventia. Aquilo que uma pessoa nunca viu, é como se não existisse.
É a forte ligação entre mãe e filho na primeira infância. A criança precisa desse aconchego, porém a mãe não pode esquecer que seu filhou vai se tornar adulto e que deverá se preparar para agir de forma autônoma. Disso decorre a necessidade de que sejam feitos todos os esforços para formar seres humanos de qualidade, autônomos, atentos, com raciocínio lúcido e clareza no pensar, aprendendo vendo e fazendo, com a visão da vida ampliada através de reflexões intuitivas, para que se libertem de tudo que é falso, e tenham uma vida construtiva e beneficiadora.
As crianças adquirem grande parte de seu aprendizado na televisão, vendo o que é real e o que é imaginário ou falso, mas nem sempre conseguem distinguir um do outro, como é caso do menino Jack, que até os cinco anos nunca tinha saído do pequeno quarto onde vivia com sua mãe. Quando Jack atravessou a porta, pôde ver o lado concreto da vida. No entanto, viu coisas que não o agradaram.
Jack foi sendo introduzido no mundo do consumo. Embora o confinamento em que vivia fosse uma aberração limitadora, ele recebeu boa educação, sua mãe lia estorias para ele. Sabia que vivia na Terra, um planeta azul e verde, porém ninguém lhe dava explicações sobre o significado da vida; sobre a razão de estar neste planeta; de onde viemos e para onde iremos.
anônimo
Um visitante
5,0
Enviada em 2 de junho de 2019
O Quarto de Jack é um filme simplesmente lindo que trabalha com vários conceitos e temas muito interessantes, com atuações excelente principalmente dos protagonistas que são interpretados por Jacob Tremblay e Brie Larson.Emfim, é um filme de uma qualidade impressionate e que merceu os prêmios que ganhou!
Ana Paula S.
Ana Paula S.

62 seguidores 60 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 21 de junho de 2017
Que filme incrível, história incrível, personagens incríveis. Me emocionei do começo ao fim. É a atuação do pequeno Jack? Fazia tempo que não via um filme tão bom. Um filme triste, mas que mostra que por mais difícil que seja uma situação, você pode passar por cima e vencer
Guilherme D
Guilherme D

51 seguidores 106 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 27 de fevereiro de 2016
O Quarto de Jack é um filme bonito, tenso, emocionante (um dos mais emocionantes nos últimos anos), que merece ganhar o Oscar de Melhor Filme, embora também tenha fortes concorrentes.
O primeiro ato do filme é extremamente tenso, chega a ter momentos que fica quase difícil de assitir ao filme, o segundo ato é bem construído e o terceiro ato é muito satisfatório. Baita filme, que deve ser visto.
Luiz C.
Luiz C.

49 seguidores 36 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 18 de fevereiro de 2016
O mundo novo e alcançável de Jack 
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Imagine passar por esta situação em sua vida: uma jovem é sequestrada, há sete anos, quando voltava da escola, e desde então vive isolada em um quarto, enjaulada em um cativeiro já sem esperanças de um dia sair de lá. Ela acaba tendo um filho do sequestrador e, só quando ele completa 5 anos, resolve contar pra ele que existe um mundo cheio de vida do lado de fora das sólidas quatro paredes que os cercam. Até então, o ingênuo menino acreditava (por meio das histórias da protetora mãe) que o mundo real era só aquilo ali. A TV transmitia-se sonhos; fora dali era "apenas" o espaço sideral. A esperança ressurge muito forte quando os dois começam a tramar um plano para enganar o vilão e, enfim, explorar um novo mundo, ter a possibilidade de viver uma nova história em cenários inexplorados. Esse é o mote do filme "O Quarto de Jack", do diretor irlandês Lenny Abrahamson e indicado a quatro categorias do Oscar 2016, incluindo Melhor Filme, um dos longas mais emocionantes das premiações deste ano.

Desde o início, você se vê dentro do filme e acompanha a angústia de Ma (Brie Larson, vencedora do Globo de Ouro, em atuação brilhante) e do pequeno Jack (Jacob Tremblay, em atuação mais surpreendente ainda). Você tem essa percepção de proximidade talvez pela pessoalidade da narração, feita pelo doce menino, ou até mesmo por imaginar a dor de se viver dentro de um pequeno quarto de dez metros quadrados sem nem saber o que tem lá fora. Você se emociona quando Jack fala de Lucky, o seu cachorro imaginário, quando ele dá "bom dia" para os objetos do quarto, quando olha para a janela no teto e vê apenas o azul do céu disfarçado de infinito. Não há mais nada além disso. Mas na cabecinha dele, sim. Há um mundo de sonhos longínquos, como na mente de qualquer criança. Só que, na de Jack, esse mundo é totalmente inalcançável. Até o dia em que ele se vê na obrigação de enfrentar, sozinho, o mundo novo - no plano, ele fugiria sozinho e pediria ajuda para socorrer a mãe.

Se para nós, que vivemos normalmente, sem cativeiros ou traumas, sair da zona de conforto é tão difícil, é tão amedrontador, imagine na cabeça de uma criança de 5 anos que não sabe mesmo o que vai encontrar pela frente. Dentro dessa lógica, não há paralelo melhor do que essa reflexão que um fotógrafo amigo meu, Diego Moreira, fez em uma rede social após ver esse filme. "'O Quarto de Jack' é uma analogia sobre cada um de nós. Vivendo em espaços confortáveis, amedrontados pelo que não conhecemos e, logo depois, surpresos por descobrir que tudo que gera medo, na maioria das vezes, pode ser bonito e surpreendente (...). Uma história sobre a vontade de fugir, a obrigação de ficar, o receio de arriscar, as consequências de escolher e a necessidade de se despedir". Não é perfeito? Se você assistir ao filme, então, vai fazer ainda mais sentido.

Diariamente, somos obrigados pela vida a sermos melhores, a superarmos o que passou e seguirmos em busca de um sonho possível. Você, amedrontado em seu quarto escuro e frio, na sua opressão emocional, não vai a lugar algum. O bonito e o surpreendente, o novo e o admirável, estão logo ali, mas é preciso lutar para se chegar lá. E, às vezes, essa luta nem é tão árdua assim. A nossa cabeça é que borbulha demais... O mapa do tesouro das grandes descobertas da vida está disponível pra download aí na sua caixola na pasta de gratuitos. Com a ajuda da analogia ali atrás, consegui desvendar os códigos desse mapa, e ele diz algo que está estampado na nossa cara: se a "vontade de fugir" é maior que a "obrigação de ficar", não tenha esse "receio de arriscar"; pule as "consequências de escolher", entenda a "necessidade de se despedir" e, assim como o pequeno Jack, abrace a alegria de se viver. É assim nos filmes, com certeza é melhor ainda na vida.
AndréIsaque
AndréIsaque

17 seguidores 62 críticas Seguir usuário

4,5
Enviada em 29 de março de 2016
Jack, interpenetrado muito bem pelo talentoso Jacob Trembally, que não deixa nada a desejar, vive em um quarto minúsculo e claustrofóbico, desconhece o mundo afora, sem distinguir o real e a fantasia. Sua mãe, também com bela atuação de Brie Larson, que mereceu o Oscar, e o velho nick são as únicas pessoas com as quais Jack têm contato. Sua vida é incomum por ser privada, sem aproveitar a infância como uma criança qualquer, o filme é excelente ao mostrar como Jack vive, em um mundo completamente diferente, sem brilhantismo e liberdade
Marco G.
Marco G.

540 seguidores 244 críticas Seguir usuário

4,5
Enviada em 29 de fevereiro de 2016
Emocionante, entre os três melhores filmes do ano, o tema é cárcere privado. Jack de 5 anos, tenta resgatar psicologicamente a mãe deste trauma insuperável. Oscar de melhor atriz merecidíssimo, corram assistir....
Mário Sérgio P.Vitor
Mário Sérgio P.Vitor

96 seguidores 138 críticas Seguir usuário

4,5
Enviada em 2 de março de 2016
Quando decidi assistir O QUARTO DE JACK, preparei-me para um filme escuro, pesado, lacrimoso, em vista da sinopse que li. No entanto, o filme é de, posso afirmar, uma delicadeza profunda ao tratar de tema tão espinhoso. O diretor foi certeiro ao colocar Jack narrando sua história. E o menino que o representa é de uma inteligência cênica raramente vista em filmes sérios como esse. Outra excelente sacada foi adiar o momento em que a mãe menciona o motivo deles estarem presos no quarto. Muito bem dosado é o tempo transcorrido no quarto e aquele quando se vêem como participantes do mundo exterior. E, em meio a tantas qualidades, interessante é que, apesar do drama tão presente em todo o filme, ele nunca nos atinge de forma piedosa ou pueril. Provoca revolta, mas com um quê de esperança e certeza de luta.
Vejo O QUARTO DE JACK como uma ode à pessoa, ao humano, ao lugar que cada um ocupa no mundo. A atriz que interpreta a mãe de Jack tem ganho todos os prêmios de melhor atriz da temporada, merecidamente. E é uma pena o ator-mirim não ser indicado a algum prêmio por atuação tão irretocável.
Julio C.
Julio C.

15 seguidores 74 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 10 de outubro de 2017
O sentimento é de tristeza pelo que passaram, e felicidade depois por estarem bem e felizes, esse filme, mesmo sendo só uma adaptação, desperta a emoção em qualquer um, é incrível! Esse é um daqueles filmes tipo, A Culpa é das Estrelas, Cidades de Papel, que você sabe que não aconteceu, acontecem no mundo, mas aquela história em si não aconteceu e mesmo assim os fazem despertar um turbilhão de sentimentos, espetacular! 
Hugo D.
Hugo D.

1.892 seguidores 318 críticas Seguir usuário

4,5
Enviada em 24 de fevereiro de 2016
Um drama sufocante, tenso e misterioso que te atrai para o universo em que é vivido. A atuação do menino Jacob Tremblay, que faz Jack, é magistral como protagonista e narrador de sua história, que começa num quarto e vai se desenrolar para o mundo, com seus medos, dúvidas, angústias e descobertas para conhecer o que é liberdade. Brie Larson, consegue nos passar todo o sentimento de uma mãe que faz de tudo para proteger seu filho num ambiente de total adversidade e medo.
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