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Matheus Machado
39 seguidores
60 críticas
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4,5
Enviada em 22 de dezembro de 2016
Se há um adjetivo que resume em uma só palavra este filme, o mesmo está em seu próprio nome. Capitão Fantástico é uma obra simples, que traz uma história despretensiosa e natural. Quando um roteiro se compromete em apenas deixar que a mesma se conte por si só, a trama consegue ser ela mesma acima de qualquer intensão.
O acerto do filme de Matt Ross é ser autêntico.A história de uma família totalmente única, desde os nomes inventados para valorizar a existência de seus membros no tempo e espaço até mesmo a forma adaptada em uma nova maneira de viver. Regidos por Ben, Viggo Mortensen, as crianças tem uma vida quase utópica dentro da sociedade capitalista, que aqui é sutilmente criticada pela forma em que o consumo absurdo influi no modo de vida das pessoas. Assim como é feito um contraste perfeito entre saber tudo e não saber nada.
Capitão fantástico foi dirigido e roteirizado por Matt Ross, procura abordar nesse filme a questão de grupo ou de indivíduos, na qual busca uma "luta" contra o sistema, por meio do seu modo de vida. Na trama acompanhamos Ben (Viggo Mortensen), pai de 6 filhos, que vivem todos na floresta, aprendendo a viver por conta própria. Ben havia "fugido" do sistema com a sua esposa, para construir juntos uma família afastado de todos. Quando recebem a notícia da morte da mãe, o pai e os seus 6 filhos decidem ir para cidade por conta do velório e tanto na cerimônia quanto no caminho irá existir choques de realidade entre eles e quem cruzam o caminho. O filme começa até bem mostrando as habilidades que os filhos de Ben têm. Inclusive com interessantes diálogos entre Ben e o seu filho mais velho, Bo ( George Mackay) e ainda com as demonstrações de insatisfação de uma dos seus filhos, o Rellian (Nicholas Hamilton). Daí, com o avançar do segundo ato não sabemos se a ideia seria satirizar ou incentivar tais atos de Ben. E aqui não crítico a belíssima atuação de Mortensen, mas de uma maior clareza do roteiro. E essa falta de clareza faz cair por terra todas as irrealidade mostradas em algumas cenas entre os filhos de Ben. O que ainda ajuda o filme é o seu terceiro ato que sai uma ideia de tensão (que poderia ser boa) e parte para uma ideia de resignação, com Ben abrindo mão de muitas de suas ideias de vida
O filme tem uma trama cativante, emocionante e bastante original. Propões um conflito entre ideologias, mostra diálogos extraordinários e atuações excelentes.
Os extremos discutidos na essência da criação de vários filhos, o amor levado a uma utopia e acompanhado da realidade de uma doença. Muito bom, causa reflexão e emoção.
Ben (Viggo Mortensen) é pai de 6 crianças e vivem no meio da floresta, Ben vive com características Hippie e treinam seus filhos como militares, os educam como monges e se alimentam como os índios, muito naturalmente nutrem seus corpos de forma correta, eles esperam sua esposa e mãe Lelie (Trin Miller) que está internada passando por problemas psiquiátricos, Ben ao ligar pra ter notícias de sua esposa, descobre que ela se suicidou, ele se firma e espera ao anoitecer para dar a notícia aos filhos, todos muitos chateados e aos prantos, querem participar do funeral, mas os pais de Leslie cupam Ben por isso e ele resiste a não ir, mas as crianças relutam e Ben está determinado a fazer as vontades de sua amada esposa, escrita num testamento, ser cremada e que suas cinzas sejam levadas por uma descarga de banheiro, eles embarcam numa viagem no ônibus da família atravessando o país com seus hábitos e manias peculiares, para fazer honras a memória da mãe, bom lembrei muito da pequena miss sunshine, até as loucuras e em cenas que somente vemos nos filmes. Bom galera gostei muito desse filme, ele é um charme, com muito humor, drama, muito inteligente e um belo tributo a mãe, ao som de Sweet Child O Mine interpretada num folk, pela família, impossível não se emocionar com tanta emoção e amor que o filme transborda e com esta bela canção do Guns Roses. Recomendo galera.
Sem espaços confiram: h t t p s : / / rezenhando . wordpress . com/ 2017/05/25/rezenha-critica-capitao-fantastico-2016/
Se você tem aquelas duas horinhas disponíveis e está sem sono, não perca mais tempo e aperta o play. Um filme que todo mundo deveria assistir pelo menos uma vez na vida. Descubram o porquê nesta “rezenha” crítica de Capitão Fantástico.
Nossa mais porquê tamanha afirmação que todo mundo deveria assistir a Capitão Fantástico? Estaria o autor exaltado depois da sessão e que depois de alguns dias irá arrepender-se do que escreveu? Não! Toda a emoção pós sessão já passou em razão de tê-lo assistido há mais de 2 meses, então o que vos escrevo é uma “rezenha” devidamente intercalada pela razão e emoção.
Estamos falando de um filme onde nos deparamos com um ser “racional” chamado Ben, pai solteiro de 6 filhos que vive em meio a uma floresta inabitável. Ele passa os seus dias dando lições às crianças, sendo estudos dos mais variados temas, desde política e sociologia até ciências e matemática, ensina-os a praticar esportes, combater inimigos através da auto defesa e a caçar pelos intrépidos bosques, tudo isso com a intenção de que saibam “se virar” sozinhos caso algum dia precisem.
Tudo começa “fantástico” onde de certa forma chegamos a idolatrar Ben e seus métodos para exigir e extrair o melhor de seus filhos, fisicamente e psicologicamente, tudo da melhor forma possível, do ponto de vista dele.
Esta questão do ponto de vista torna-se a grande sacada da obra, Capitão Fantástico transita por elas de uma forma que em vários momentos do filme você não sabe se tudo aquilo que Ben está fazendo é para o bem (trocadilho com o nome ksksksk).
E que momentos são estes? A partir de quando eles precisam sair da reclusão e tomar rumo para a cidade, a civilização. É um choque de realidade e cultura.
Na convivência com as pessoas que auto julgam-se normais em vários momentos a realidade nua e crua é jogada em nossa cara, deixando tanto os personagens como a nós mesmos constrangidos. Fora que o desenvolvimento e os dilemas criados entre os personagens, transformam heróis em vilões e vilões em heróis durante o transcorrer do filme.
Muitos assuntos são abordados durante as várias discussões do filme, como o nível intelectual e conteúdo que as escolas transmitem às crianças atualmente, o que comemos (e literalmente o filme segue a linha do “você é o que você come”) e até a forma de passatempo que nos são permitidos hoje em dia. A divagação é constante. Quando alguém perguntar do que a Coca Cola é feita, você após assistir a Capitão Fantástico saberá responder: – Água com veneno ksksksksksks…
Para mim existe um momento crucial onde não dava a entender e estava longe de insinuar-se a mim para chorar, mas como fã de Guns não teve como, caí em lágrimas vai toma no cú, até então era um filme 4 de 5.
Minha nota é 5/5.
E você o que achou do filme? Conte-nos para saber sua experiência. O seu comentário é a alma do Blog.
Um filme para olhar sob várias vertentes; difícil não falar do microcosmo em que os pais se enclausuraram e a contraditória alienação a que submeteram os filhos.
Deixando de lado a impossibilidade de criar seis filhos isolados da sociedade e mesmo assim atingirem um elevado nível intelectual, o filme explora de forma delicada as relações familiares num contexto de "busca da pureza". Há uma série de críticas inteligentes não só à sociedade de consumo, mas também ao fanatismo ideológico de algumas concepções "revolucionárias". O visual é muito bonito e a escolha do elenco excepcional. Mas o filme peca por ter um final sem uma conclusão crível.
Esse filme é de maissssss!!! Eu chorei dee tantas cenas lindas expressando o mais genuíno amor que só uma família pode transmitir. União e companheirismo aliados a ideais de uma luta por um mundo melhor!!! De arrepiar
Gostei bastante do filme. Confesso que só fui entender a proposta do filme la pela metade, mas o enredo me prendeu até o final. Não entendi o significado da cena da privada no final.
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