Para sempre Alice aparece como mais um " filme de atriz" e talvez por isto não tenha sido indicado para o Oscar de melhor filme. O filme tem um roteiro consistente e que prende muito a atenção dos amantes do Cinema e a interpretação de Juliane Moore é simplesmente perfeita. Em diversas cenas ela consegue passar ao público todo o sofrimento das pessoas que são acometidas pelo Alzheimer. Sentimentos como ansiedade, angústia, medo do novo, revisão de conceitos, preocupação com o que virá. O discurso de Alice na Associação de Alzheimer de N.Y.C. é úma lição de vida. Em determinado trecho ela diz: " estou perdendo aos poucos aquilo que me é mais caro: a memória, os sentimentos e a minha própria essência. Mas estou feliz porque estão aqui comigo todas aquelas pessoas que amo verdadeiramente e que nunha esquecerão daquela que sempre fui". Realmente emocionante. O filme com uma fotogragia aplicada e impactante também revela um Alec Baldwin insonso e engolido pela interpretação de Moore. Como dizia os diretores de teatro: " Ela rouba toda a cena. Destaque ainda para a atuação de Lydia, filha mais nova de Alice. Realmente a direção não inova e a música tema é um pouco repetitiva. O filme as vezes caminha um pouco para o estilo " documentário". Vale a pena ver. E rever. Ao lado de " Hotel Budapeste" pode ser que uma grande inustiça tenha sido pela Academia de Los Angeles. Cena marcante: várias. Destaco aquela em que Alice reúne toda a família para noticiar o diagnótico de Alzheimer. Momentos de emoção e tensão. A cena comove pela beleza, pelos olhares, pelas lágrimas; e mais uma vez pela interpretação avassaladora de Juliane Moore. Gustavo Mameluque é Jornalista e Critico de Cinema em Montes Claros-MG.
Existem notícias que tiram o nosso chão. Para Alice Howland, isso acontece quando ela, num consultório médico, recebe o devastador diagnóstico de que possui uma forma rara de Mal de Alzheimer, devido à sua idade. A descoberta da doença não só afeta Alice em si, como também à sua família, pois, como ela possui uma forma rara da enfermidade, isso advém de uma mutação genética que, provavelmente, afetará seus filhos (interpretados por Kate Bosworth, Hunter Parrish e Kristen Stewart).
“Para Sempre Alice”, filme dirigido e escrito pela dupla Richard Glatzer e Wash Westmoreland, acaba sendo inédito em obras com temática parecida com essa. Ao contrário do visto em “Longe Dela”, filme de Sarah Polley, por exemplo, não temos a visão da doença pelo ponto de vista de quem fica: o cuidador. Ou seja, a história do longa é contada por Alice e acompanhamos a visão dela sobre como é ir perdendo, cada vez mais, a sanidade, as suas lembranças e a sua identidade, na medida em que ela vai se transformando em uma estranha para si mesma – e para a sua família, o que redefine todo o relacionamento que ela possui com eles.
Deve ser horrível ter que passar (ou ver alguém que amamos muito vivenciar isso) por uma situação desse tipo. E, para Alice, o diagnóstico é pungente. Uma professora renomada de linguística, dona de uma mente criativa e bastante ativa, mãe participativa na vida dos seus filhos, mulher independente e fascinada pela oportunidade de se comunicar com os outros. Para ela, a sensação e a certeza de que o caráter degenerativo de sua doença vai fazer com que ela perca as coisas que, provavelmente, ela mais valoriza, é algo muito doloroso.
Talvez, por isso mesmo, o elemento que acaba mais se sobressaindo num filme simples como “Para Sempre Alice” (que foi filmado em 23 dias e foi originalmente concebido como um telefilme) é a atuação de Julianne Moore, que, após cinco indicações, finalmente conseguiu a sua tão cobiçada estatueta do Oscar de Melhor Atriz por esse filme. A atuação dela, além de forte, é repleta de compaixão e de humildade diante de uma situação que causa uma impotência tão grande na gente. O discurso dela na conferência de pacientes com Mal de Alzheimer justifica todos os prêmios conquistados por ela nesta temporada.
Julianne Moore em atuação de gala e mostrando de uma forma tensa de dramática o quanto uma pessoa muda do dia para a noite por causa de uma terrível doença.
Um excelente filme. Um drama na vida de uma mulher com Alzheimer. Muito bem feito, dirigido e com um elenco de primeira. Julianne Moore dá um show como Dra. Alice, a paciente, vencedora do Oscar de melhor Atriz. O filme trata do tema de forma bem madura e sem apelação. Mostra o início, o desenvolvimento e o estágio mais adiantado da doença e o relacionamento com os familiares. É bem emocionante. Imperdível para quem quer conhecer um pouco mais essa situação e para quem gosta de um bom filme.
Para Sempre Alice é um filme muito bom. Apesar de ser um assunto que já foi visto em outros filmes (Alzheimer), neste mostra um ponto diferente, focando muito na relação mãe/filha. Excelente atuação de Julianne Moore (digna de Oscar) e destaque pra Kristen Stewart, que me surpreendeu.
Filme emocionante de uma professora que está com mal de alzheimer, narra como Alice convive com a doença, com a perda das palavras, da memória e como a doença atinge toda a família.
Filme sensacional, impossível não se emocionar, a atuação de Julianne Moore não podia ser melhor, não é a toa que ganhou o Oscar como melhor atriz. Gostei bastante do roteiro e ele nos faz pensar bastante na nossa vida e futuro, enfim, recomendo esse filme.
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