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Jacqueline B.
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5,0
Enviada em 12 de abril de 2015
A história do filme é bastante previsível, então é possível sentir cada fase com mais emoção. achei simplesmente incrível! Um filme sensível e delicado.
É sempre complicado compreender a relevância de um filme, mas, já escrevi em alguns textos que, um das melhores formar de chegar a uma conclusão é entender qual ou quais são os problemas atuais e retratá-los no cinema.
Por exemplo, eu adorei o Clube de Compras Dallas, toda metamorfose dos atores principais, um retorno ao tempo onde a problemática é expressiva. Mas se eu comparar este filme com Philadélfia, que trata do mesmo tema, mas feito na época em que o problema da Aids estava em alta, onde só se falava disso e se temia muito sobre a doença, tenho que admitir que o segundo é mais relevante.
Não diminui a importância do filme Clube de Compras, mas há uma diferença temporal significativa entre as duas produções. Vale lembrar que os dois são ganhadores de Oscar. Mas este post, não é sobre o Clube de Compras ou Philadélfia e tão pouco sobre AIDS, mas escrevi até aqui para falar sobre um filme muito interessante que seus produtores tiveram essa ideia, de entender uma problemática e transmitir para o cinema.
O filme Para sempre Alice, teve está visão, onde doenças neurológicas se alastram por todo mundo, e cada vez tem mais notícias sobre pessoas que tiveram este tipo de doenças cada vez mais cedo.
No filme, Julianne Moore, vive Alice, uma professora acadêmica que começa a sofrer de Alzheimer aos 50 anos, uma idade relativamente cedo para o diagnostico da doença. Daí, vemos uma evolução da doença de forma bem clara e simples, nada de atropelos nesse filme, o ritmo imposto ao filme é bem lento, seja pela doença ou o relacionamento de Alice com a família e os problemas enfrentados por todos.
Os esquecimentos começam bem pontuais, e vão evoluindo até Alice esquecer sua própria filha. Devo admitir que, errei duas vezes nesse filme, pois achei que a última cena fosse a Alice esquecendo a filha (Kristen Stewart), e logo após, achei que iria acabar no discurso de Alice para o grupo de apoio, pois foram duas cenas bem comoventes.
E é por isso que voltamos ao começo do texto, na sua relevância, pois, mostra o lado cruel de uma doença que não só afeta a pessoa que a tem, e sim, a todos em sua volta de uma forma bem clara, dura e simples. Seria muito fácil parar o filme terminar na cena do discurso, mas seria superficial demais, e não teria importância cabível para a doença.
Para sempre Alice... SIMPLESMENTE JULIANNE MOORE. Fantástica interpretação da atrilz que merecidamente ganhou o OSCAR e tantos outros prêmios. Um filme que trata com DELICADEZA E AMOR o tema Alzheimer, ainda mais de uma forma tão rara que é a doença detectada antes da hora. Destaque também para maquiagem e figurino que ajudam na transformação da atriz. SUPER RECOMENDADO!!!
Nesse filme podemos ver a importância de uma boa atuação, pois o roteiro não traz novidades. Fala de uma pessoa acometida por uma doença incurável. Porém,diferentemente do que acontece na maioria das doenças, nas quais o corpo se degenera ao passo que a mente permanece sã, com o mal de Alzheimer ocorre o contrário: o corpo permanece são, enquanto a mente se esvai, e a atuação de Juliane Moore consegue nos passar exatamente isso. Podemos sentir seu esforço ao tentar manter-se o máximo possível entre os seus. Atuação extraordinária.
Não vi nada de grandioso no filme. É uma história realmente muito triste e comovente; em alguns trechos nossos olhos chegam a se marejar de lágrimas, porém isso se deve a excelente atuação de Julianne Moore, fazendo jus aos diversos prêmios que recebeu inclusive o Oscar de melhor atriz. Não é um filme o qual quero ver novamente.
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