Denis Villeneuve (Incêndios, Os Suspeitos, O Homem Duplicado) nos apresenta uma ficção científica completamente focada em seu drama. Tudo o que está além da realidade no filme nos serve como reflexão sobre as falhas de comunicação da humanidade como um todo, e uma reflexão ainda maior sobre a falha de comunicação dos nossos sentimentos uns para com os outros. A Chegada imortaliza um conceito apresentando-o da maneira mais perfeccionista possível. É um filme basicamente sobre ideias, não sobre ação, aventura ou terror. Mas, ainda assim, o tema sonoro composto por Jóhann Jóhannsson se torna icônico justamente pelo incômodo que suas notas arritmadas geram, além da estranheza de cordas. A fotografia acinzentada nos fornece pistas de um mundo ainda sob forte ameaça de desestabilizar, como comprovam as primeiras horas e depois dias depois que doze naves, como os apóstolos de Cristo (mas sem o Salvador), pousam em localizações que não fazem o menor sentido político hoje. Até porque este não é um filme político antes de tudo, mas sobre conhecimento e os problemas da cooperação.
Esse filme entrou direto no meu top 10. spoiler: Imaginar uma vida não-linear para nós, criaturas presas a uma existência essencialmente linear é algo extremamente difícil. Fico imaginando se soubessemos tudo o que vai nos acontecer. Será que agiríamos de forma diferente? Para ajudar você a entender o tamanho do desafio, pense no castigo daqueles condenados à morte. A maior pena é a morte ou saber o dia da própria morte?
Interessante filme e direção de Villeneuve. Foge dos clichês de filme de extraterrestres e deixa margem pra imaginação do telespectador. Bem interessante
Um filme muito bom, mas não tem nada de batalhas como Independence Day, é um filme muito refinado, e bem feito, um daqueles filmes difícil de entender a história, te faz pensar pra compreender o enredo, Amy Adams estava muito bem como protagonista.
O filme deixou a desejar, esperava mais para uma história sobre extraterrestres. O elenco convence, a fotografia é boa, o roteiro tem surpresas, mas acho que falta algo a mais. Talvez pela indicação ao Oscar, fui com muita sede ao pote e acabei me decepcionando.
É assim que se faz um filme de invasão extraterrestre. Com efeitos e reações mais perto possível da realidade, mostrando como impacta nas pessoas, e com complexidade, trazendo elementos novos. Amy Adams novamente excelente. Sempre ouvi falar do filme, mas nunca tinha ido atrás. Agora posso dizer que vale a pena e recomendo.
Adoro ver e rever esse filme, que mais que uma história, é um conceito sobre a memória e o tempo. E nas entrelinhas, valoriza a figura da mulher, cientista e mãe, a despeito de literalmente um exército de homens que não sabem resolver a situação.
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