A Chegada
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4,2
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199 Críticas do usuário

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Bruno Maschi
Bruno Maschi

442 seguidores 215 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 12 de novembro de 2016
Arrival é um filme muito poderoso. Desdo início me senti muito presente no filme. Isso se deve a excelente trilha sonora forta e contagiante e também a densa cinematografia muito bem explorada. O roteiro do filme funciona em boa parte do filme mas se perde em outras. Os efeitos visuais são usados de forma eficaz e agregam muito ao filme. A direção de Denis segue o mesmo clima de Enemy, uma paranóia em junção a mistério. Entretando Enemy tem um final mas instigante. Por fim o elenco é forte, com destaque para Amy Adams que deve ser indicada pelo menos ao Globo de Ouro, pode sim ser indicada ao Oscar mas acho difícil que leve por esse papel. Se levar o Oscar vai ser mais pela sua carreira assim como DiCaprio fez. Arrival é um filme forte, tem potencial para ser mais marcante, deixa a desejar um pouco no roteiro mas tem aspectos técnicos fortíssimos. Vale a pena assistir no cinema!!
Carlos Henrique S.
Carlos Henrique S.

13.751 seguidores 809 críticas Seguir usuário

4,5
Enviada em 9 de fevereiro de 2019
Hoje em dia é bastante rotineiro os filmes de alienígenas,e muitos deles não apresentam nada de inovador e por consequência caem na mesmice de invasão e destruição,mas Denis Villeneuve nos proporciona uma enigmática história que prende sua atenção e coloca pontos interestelar que o diferenciam dos outros filmes.O cineasta canadense Denis Villeneuve vive o seu auge de carreira,ele tem no currículo Incêndios,Os Suspeitos e mais recentemente o incrível Blade Runner 2049,e aqui ele apresenta uma história misteriosa a um ponto de você ficar ansiosíssimo pra tentar decifrar tais símbolos que são apresentados pelos alienígenas que por sinal adotam um visual parecido com um polvo.A narrativa completa do filme se define a fotografia gótica que realça a frieza do filme e até se reflete no final que é muito bem construído por sinal.Toda essa dúvida e perguntas que você fica fazendo são recíprocas com as expectativas alá Interestelar no Nolan com um Plot que te deixa meio desnorteado e proporciona um desfecho feliz mais triste ao mesmo tempo,e tudo isso é bem executada pelo bom elenco que tem como maior destaque a excepcional atriz Amy Adams que dificilmente não está bem em um filme e aqui ela passa toda a desconfiança e intriga que gira em torno da história.
Bruno Campos
Bruno Campos

628 seguidores 262 críticas Seguir usuário

4,5
Enviada em 11 de março de 2017
Excelente. O filme de Denis Villeneuve (diretor do ótimo "Incêndios") começa apenas ok, muito cercados de maneirismos excessivamente hollywoodianos. Aos poucos vai melhorando, e termina em altíssimo nível. Um romance raro realizado através da ficção.
Lúcio T.
Lúcio T.

592 seguidores 242 críticas Seguir usuário

4,5
Enviada em 20 de fevereiro de 2017
"Neste universo sem fim, somos o único planeta povoado? Estamos sozinhos?".....essa pergunta (não necessariamente desta forma) com certeza já se passou por sua mente em algum momento da sua vida, quando a noite, olha para o céu e vê todas aquelas estrelas. Uma curiosidade de muitos e que grande maioria gostaria de saber a resposta. O problema seria se descobrirmos com uma invasão em nosso "quintal". O que antes era curioso, começamos a achar que se tornou perigoso, uma ameça, mesmo que nada faça. É engraçado como, mesmo sendo a mesma espécie (humana), cada um age de uma maneira diferente. Admiração, ódio, amor, medo, são "n" sentimentos que sentimos e em cada pessoa, um prevalece, podendo mostrar aos extraterrestres que somos um povo do bem ou que apenas fazemos o mal.

Que trabalho FUNKFENOMENAL do diretor Denis Villeneuve (OS SUSPEITOS de 2013 - comentários aqui no NP) e do roteirista Eric Heisserer (QUANDO AS LUZES SE APAGAM de 2016). Diferentemente das premissas de invasão, destruição e superação da humanidade como em INDEPENDENCE DAY (1996) ou GUERRA DOS MUNDOS (1953/2005), aqui a trama é muito bem trabalhada sobre o tema comunicação (e a falta de). Que suspense de roer as unhas, mas confesso que um tanto confuso se não estiver disposto a assistir. Explosões? Esqueça! Toda a história é sobre como lidamos com algo que desconhecemos, como reagimos contra/a favor de um povoado que mora logo ai, em uma galáxia vizinha.... E o TCHÃN do filme não fica só nisso, ele mistura algo que tem haver com memórias e Déjà vu (e isso já é desde o começo da película). ESPETACULAR!!!! Mas.....preste atenção!

O elenco contribui para a boa narrativa e com uma bela Fotografia e uma ótima Trilha Sonora, com certeza este trabalho cinematográfico veio para somar aos filmes de ficção-científica. A atriz Amy Adams (a nova Lois Lane dos cinemas) tem uma interpretação quase digna de Oscar e forma uma parceria simpática com o personagem do ator Jeremy Renner (o Gavião Arqueiro das telonas em VINGADORES). E ainda contamos com o grande ator Forest Whitaker (de O MORDOMO DA CASA BRANCA de 2013) que manda razoavelmente bem para o papel que faz.

Temos aqui aquela sensação gostosa de "UAUUUUU!!!!!" quando este chega ao fim. Villeneuve nos presenteou com este enredo nada tradicional, que faz você pensar e muito. Isso sim é um BOM FILME!

E agora, CONTOS DO PORTUGA: imagine se a família do Groot (Guardiões da Galáxia) descobre que ele está com um ser humano zanzando por aí e devido à algum cálculo errado, acabaram em um mundo Amálgama, entrevistados por Lois Lane que, após a morte do Super Homem, começou um flerte com o Gavião Arqueiro. Coitado do Gavião quando o Super ressuscitar, nem os Groots poderão o salvar...
Ryan
Ryan

472 seguidores 337 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 8 de outubro de 2018
Atuação incrível! Filme extremamente inteligente!
Emoção do começo ao fim, a mensagem que o filme tenta passar é espetacular!
anônimo
Um visitante
4,5
Enviada em 28 de dezembro de 2024
Dirigido por Denis Villeneuve e baseado no conto "Story of Your Life", de Ted Chiang, A Chegada (2016) é uma obra cinematográfica que transcende os limites do gênero de ficção científica, explorando questões complexas de comunicação, tempo e a natureza da experiência humana. Ao contrário de outras produções do gênero, que frequentemente focam em elementos de ação e conflito entre espécies, A Chegada se aprofunda em uma narrativa introspectiva, centrada em temas filosóficos e emocionais. Com sua abordagem única e profundamente reflexiva, o filme tornou-se um dos mais comentados e premiados de 2016, recebendo elogios por sua direção, roteiro, atuações e capacidade de provocar uma reflexão profunda sobre o tempo, a linguagem e a percepção humana.

O enredo de A Chegada gira em torno de Louise Banks (Amy Adams), uma linguista que é recrutada pelo governo dos Estados Unidos após o aparecimento de naves alienígenas em várias partes do mundo. Essas naves não são agressivas, mas as autoridades não sabem como se comunicar com os extraterrestres. Louise é chamada para interpretar a linguagem dos heptapods, uma espécie alienígena com um sistema de comunicação completamente diferente, baseado em símbolos circulares. À medida que Louise começa a aprender essa língua, ela se vê confrontada com as implicações dessa nova forma de comunicação, que altera a sua percepção do tempo e da memória.

O enredo não apenas foca na interação entre humanos e alienígenas, mas explora profundamente as questões filosóficas sobre como a linguagem molda a forma como entendemos o mundo e o tempo. À medida que Louise começa a entender a linguagem dos heptapods, ela começa a vivenciar eventos do passado e do futuro simultaneamente, o que desafia a linearidade da experiência humana. A história se desenvolve como um mistério de ficção científica, mas também se desvia para uma meditação existencial sobre o tempo, o livre arbítrio e as escolhas que fazemos ao longo de nossas vidas.

O enredo de A Chegada é, sem dúvida, um dos seus maiores pontos fortes. Ao contrário de muitas outras produções de ficção científica, que se concentram em grandes eventos cataclísmicos ou batalhas intergalácticas, o filme coloca a experiência humana no centro da narrativa. A relação de Louise com a linguagem e com o tempo é o fio condutor do filme, e essa abordagem introspectiva e filosófica torna o enredo mais profundo e significativo.

A atuação de Amy Adams em A Chegada é um dos destaques do filme e, para muitos, uma das performances mais marcantes de sua carreira. Como Louise Banks, Adams transmite de maneira sutil e com grande sensibilidade a complexidade emocional da personagem, cuja jornada interna é tão importante quanto a externa. Sua interpretação é silenciosa, introspectiva e repleta de nuances, criando uma personagem que é ao mesmo tempo racional e emocionalmente vulnerável. A habilidade de Adams em equilibrar essas emoções, enquanto trabalha dentro de uma narrativa que exige compreensão das complexidades da linguagem e do tempo, é um testamento de seu talento.

Além de Adams, o elenco de apoio também é excepcional. Jeremy Renner, como o físico Ian Donnelly, oferece uma interpretação sólida, trazendo uma energia mais pragmática ao filme, o que contrasta com a abordagem mais emocional e intuitiva de Louise. Forest Whitaker, no papel de coronel Weber, apresenta uma performance convincente, como uma autoridade que também está tentando entender o que está em jogo diante do contato com os alienígenas.

A música de A Chegada, composta por Jóhann Jóhannsson, é uma parte integral da atmosfera do filme. A trilha sonora é etérea e melancólica, ajudando a intensificar o tom introspectivo da narrativa. As peças musicais, muitas vezes suaves e sutis, complementam a abordagem filosófica do filme, sem jamais se sobrepor aos elementos da trama ou da performance dos atores. A música de Jóhannsson, que mistura elementos eletrônicos com orquestrais, contribui para a sensação de imersão e mistério, refletindo tanto a incompreensão inicial da linguagem alienígena quanto a evolução da percepção de Louise sobre o tempo.

A sonoridade do filme também reflete a transição de Louise entre o caos do presente e o fluxo simultâneo de passado e futuro. A música é frequentemente usada para representar a desconexão temporal que Louise experimenta à medida que começa a entender a linguagem alienígena, tornando-se uma ferramenta de narrativa adicional que aumenta a carga emocional e filosófica do filme.

A cinematografia de A Chegada, sob a direção de Bradford Young, é absolutamente impressionante. O uso da luz e da sombra, bem como a escolha de cores, cria uma atmosfera tensa, mas ao mesmo tempo bela e contemplativa. As imagens das naves alienígenas, com seu design futurista e imponente, contrastam com o ambiente mais acolhedor e familiar da Terra, criando uma sensação de desorientação. Além disso, a forma como a cinematografia explora o conceito de tempo, com cortes não lineares e imagens que representam a percepção distorcida de Louise, é uma característica inovadora e eficaz do filme.

Os cenários também são cuidadosamente escolhidos, com a nave alienígena e os espaços externos retratados de forma a criar um contraste entre a vastidão do universo e a fragilidade da condição humana. A cinematografia, portanto, não é apenas uma ferramenta de estilo visual, mas um meio de reforçar os temas filosóficos do filme, como a relatividade do tempo e a comunicação entre diferentes formas de inteligência.

O roteiro de A Chegada, escrito por Eric Heisserer, é uma adaptação habilidosa do conto de Ted Chiang. Heisserer consegue manter a essência filosófica e intelectual do material original, ao mesmo tempo em que torna a história acessível ao público cinematográfico. O uso da linguagem como metáfora para a percepção e a realidade é central no filme, e o roteiro lida com isso de forma sofisticada, sem cair no didatismo. A história é não linear, mas a estrutura do roteiro nunca é confusa ou desnecessariamente complexa; ao contrário, ela serve para refletir as experiências da protagonista com o tempo e a linguagem.

O diálogo é preciso e significativo, frequentemente imbuído de camadas de significado. As conversas entre Louise e os militares, bem como suas interações com Ian, são repletas de subtextos que falam tanto sobre as dificuldades da comunicação humana quanto sobre os desafios da compreensão de algo verdadeiramente alienígena.

O final de A Chegada é, sem dúvida, um dos momentos mais poderosos e emocionantes do filme. Sem revelar muitos detalhes, o desfecho do filme oferece uma reflexão profunda sobre o livre arbítrio, o destino e as escolhas humanas. A revelação sobre a verdadeira natureza do tempo, a percepção de Louise sobre sua própria vida e as implicações filosóficas da linguagem alienígena oferecem uma conclusão arrebatadora que não apenas resolve o conflito narrativo, mas também desafia o público a reconsiderar sua própria visão do tempo e das experiências pessoais.

O final é também uma reflexão sobre a natureza da memória e da perda, com uma mensagem que combina esperança e melancolia. Ele provoca uma experiência emocional única, dando ao filme uma qualidade de atemporalidade que ressoa muito após a conclusão da história.

A Chegada é uma obra cinematográfica que redefine as possibilidades do gênero de ficção científica, oferecendo uma narrativa introspectiva e filosófica que explora os limites da linguagem e da percepção humana. Com um enredo envolvente e profundo, atuações excepcionais, uma trilha sonora envolvente e uma cinematografia impressionante, o filme de Denis Villeneuve se destaca como uma das mais sofisticadas e emocionais produções de ficção científica dos últimos anos. Ele não apenas desafia os convencionais filmes de "aliens invasores", mas também mergulha nas complexidades da comunicação e da experiência humana, estabelecendo uma conexão com o público muito além da ficção científica.

Com uma classificação de 94% no Rotten Tomatoes e uma pontuação de 81/100 no Metacritic, A Chegada foi amplamente aclamado pela crítica e se tornou um marco no gênero. O filme arrecadou mais de $200 milhões mundialmente, superando suas expectativas de bilheteira, e foi indicado a 8 prêmios Oscar, incluindo Melhor Filme, Melhor Diretor e Melhor Roteiro Adaptado, com a vitória de Melhor Edição de Som. A excelência técnica e emocional de A Chegada reafirma seu status como um dos maiores filmes de ficção científica da década.
anônimo
Um visitante
5,0
Enviada em 4 de fevereiro de 2017
A Chegada é um perfeito filme de ficção científica,enquanto outros filmes que abordam a chegada de alienígenas de um jeito violento com muita destruição,em A Chegada é diferente com uma pegada mais pacifica e com uma história envolvente que consegue tanto ser tocante,ao abordar outras formas de uma possível chegada de alienígenas á Terra,além de ser mais realístico, e os bons efeitos especiais.
Com certeza um forte filme indicado ao Oscar.
Mauricio C.
Mauricio C.

10 seguidores 49 críticas Seguir usuário

4,5
Enviada em 8 de dezembro de 2017
Muito bom filme, tem um enredo um pouco parado mais a ideia em si e o desfecho são fantásticos. Excelente roteiro e atuação de Amy Adams.
Jc V.
Jc V.

17 seguidores 60 críticas Seguir usuário

4,5
Enviada em 16 de outubro de 2017
Filme incrível. Ponto.
Dito isto, podemos avaliar os detalhes: A Chegada é um suspense de ficção científica muito inteligente que foge de todos os filmes do gênero. Nada de ETs carnívoros, nem raios lasers, nem poderes telecinéticos. O conceito em si já é genial - aliens que, ao invés de nos dominar/estudar, vêm pra pedir nossa ajuda, em um acordo bilateral.
O tempo não é linear. Lembre disso.
O diretor propositalmente nos faz pensar que as primeiras cenas dizem respeito à um passado longínquo, mas na verdade são cenas de um futuro possível. Ou melhor, o filme explode com a dicotomia antes/depois! O futuro na verdade é o passado em algumas cenas, como no crucial diálogo com o líder chinês.
O filme explora o tempo como nenhum outro, pautado na linguagem como metáfora e metonímia. Quem nunca aprendeu a conjugação verbal no português ou o "present continuous" no inglês? Usando essa metáfora, e muitas outras, somos traídos e surpreendidos positivamente pelo enredo. É um deleite pra quem tem repertório intelectual pra sacar todas as informações.
Villeneuve já é o maior diretor de suspense da nova geração, talvez um dos maiores de todos os tempos nesse gênero, pois consegue aliar histórias lindas e filosóficas com uma estética narrativa ímpar, volúvel e fluída entre cada uma de suas obras, mas com uma "assinatura genética" que o identifica. Por exemplo, nesse filme ele consegue fazer da própria estrutura narrativa do roteiro um elemento de ressonância da mensagem explicita do filme. Simplesmente impressionante.
Ainda, a fotografia é esplêndida, grandiosa e imponente tal qual a ideia da visita alienígena, usando muito da neblina e a luz que não consegue transpassa-la (novamente uma metáfora visual sobre o tempo e nossa incapacidade de ver através do presente), e uma trilha sonora perfeita.
A Chegada só peca em um único aspecto: a falta de paciência pra explorar seus personagens secundários. O filme foca tanto na doutora e deixa seu par romântico, o general, e todo o exército de fora, restando à estes a execução de ações maniqueístas ou pré-formatadas, como "o general burro e malvado que só cumpre ordens", ou "o cientista que ao invés de trabalhar está mais preocupado em pegar a mulher bonita". De fato, a contribuição do personagem masculino é nula, nem dá pra entender ao certo o que ele estava fazendo lá.
Mas esse é apenas um detalhe comparado a magnífica execução deste trabalho cinematográfico.
MATEUS 2 E
MATEUS 2 E

10 seguidores 21 críticas Seguir usuário

3,5
Enviada em 2 de fevereiro de 2017
O filme não explicou direito as coisas. Então:
Eu não entendi nada do filme !
E quem também não entendeu deixe o like ai .
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