O diretor canadense Denis Villeneuve (Incêndios, Os Suspeitos, O Homem Duplicado, Sicário) consegue mais uma vez entregar um filme espetacular com uma simples premissa: Invasão Alienígena. Muitos diretores já tocaram no tema, inclusive ficou marcado pelo emblemático "ET: O Extraterrestre" (1982) de Spielberg, no entanto, a forma como Villeneuve (Diretor da continuação de Blade Runner) entrega sua obra é única e memorável, seus frames de cima a baixo, sua película sempre com tons pasteis, a trilha tensa de Jóhann Jóhannsson e sua bela montagem (Joe Walker) e fotografia de Brandford Young, que fazem de "A Chegada" um filme lindíssimo, belo, maravilhoso. Não é, apenas, uma ficção-científica, mas uma história que fala de memória, tempo, esperança, morte e vida o tempo todo. Em sua sinopse básica temos a linguista Dra. Louise Banks (Amy Adams) e o cientista astrofísico Ian Donnelly (Jeremy Renner), tentando desvendar para as forças armadas a chegada de 12 espaçonaves ao redor do mundo, em forma de conchas, vieram em paz ou não? O longa poderia ficar só nisso, no mistério da linguagem dos alienígenas que já seria uma abordagem totalmente diferente, mas o roteiro de Heric Heisserer brinca com o espectador de forma absurda, tensa e penetrante, que o faz em todo o momento querer desvendar o mistério por trás do desconhecido. Na verdade, é muito comum do ser humano a curiosidade pelo desconhecido e Villeneuve é cirúrgico e sensível em sua câmera para demonstrar a força e a beleza de um filme de Sci-Fi bem feito. A Chegada trata não somente de interpretação, mas entre o choque de culturas diferentes, e como a união pode nos beneficiar. Um filme belíssimo e alinear como a linguagem que os aliens utilizam, em certos momentos lembra a beleza natural dos filmes de Terrence Malick, principalmente nos "Flashbacks" ou memórias da linguista. A Chegada não é um filme de invasão interplanetária, mas um espetáculo que celebra a beleza da vida em sua plenitude (Me fez chorar). O Final é tão belo quanto complexo. Já é o melhor filme de ficção-científica do ano!
10/10 - EXCELENTE