É inegável que o filme caminha por uma estrutura de roteiro agradável e desenvolve uma ideia muito interessante, intensificando no ritmo certo nas partes finais. O fluxo é um pouco lento, mas é plenamente justificável considerando a carga informativa que a obra precisa apresentar. Além disso, destaque para Amy Adams, atriz muito competente e com uma atuação admirável, com expressões que comunicam claramente seus sentimentos. Meu problema com o filme não é a questão técnica: é necessário dizer que ela é muito bem aplicada, desde os efeitos de som, ganhadores do Oscar, quanto à fotografia, que acredito ter sido certeira quanto às impressões que sentimos e percebemos durante a exibição. Minha dificuldade com esse trabalho é o princípio filosófico que ele traz. spoiler: Supor a ideia do tempo como algo cíclico, não linear, traz umas implicações metafísicas absurdas que são impossíveis de conceber até mesmo na ficção. Essa perspectiva Nietzschiana não encontra o menor fundamento e supô-la traria toda uma alteração de concepção da realidade que me fez enxergar a obra com muita dificuldade. Pode ser chatice da minha parte, mas por ser necessário para se aproveitar bem o filme, aceitar essa concepção temporal, acabo achando bobo o resultado final.
O filme é interessante de ser assistido, principalmente tecnicamente. Enxergo o final como engenhoso, porém o conceito decepcionante.
Clássica ficção científica que une suspense, reflexão sobre a existência de vida extraterrestre altamente inteligente em relação aos humanos e muita emoção entre mãe e filha.
Muito bom. Traz um outro enfoque para a ficção científica. Passado, presente e futuro se confundem, tendo ao fundo uma geopolítica marcada inicialmente pela intolerância e depois pela esperança.
Fraca a mensagem para quem esta habituado à genialidade de Spilberg. Essa comunicação com alienígenas vem sendo ensaiada exaustivamente há décadas. Obra magnífica do engano para a realidade atual se adequar sem resistência da humanidade no futuro próximo. Olhe para cima evoca com mais eloquência a realidade superior pretendida na película .
Em 1940, Benjamin Lee WHORF, um engenheiro químico interessado em antropologia, publicou o artigo “Ciência e linguística” em revista do Instituto de Tecnologia de Massachusetts. Whorf aplicava as ideias do linguista alemão Edward SAPIR sobre a influência da linguagem no modo de pensar dos indivíduos – ele defendia a tese de que os indígenas americanos tinham uma visão de mundo diferente dos falantes de inglês porque suas línguas originais não diferenciam a conjugação dos tempos verbais. Devido a essa peculiaridade, os nativos tinham dificuldade de compreender o conceito de temporalidade, mas conseguiriam intuir a teoria da relatividade de Albert Einstein, por exemplo. Desse modo, SAUDADE (expressão brasileira), assim como XODÓ (expressão nordestina), é um vocábulo que, dificilmente causará comoção em alguém que não seja nativo, por não carregar toda a bagagem que a cultura traz. O filme A Chegada sugere, através da TEORIA SAPIR-WHORF que a linguagem influencia nossa forma de compreender, refletir, produzir. A trama usa o aprendizado de um idioma extraterrestre para propor que a compreensão pode moldar o futuro não apenas da humanidade, mas de toda a vida na terra, e talvez fora dela.
Pela chamada do filme,para quem curte,como eu muitos,é muito bem feita.. O trailer demonstra cenas bem interessantes,no qual, com certeza vai prender o espectador. Boa sorte á todos e que venha o filme!! E Obrigada a vocês!!
A mensagem de fundo do filme mostra que o mais importante é o tempo se vive agora, cada instante. Todos morrem um dia, o que vc faria se se acreditasse nisso ? Ótimo filme !!!
Caso você continue navegando no AdoroCinema, você aceita o uso de cookies. Este site usa cookies para assegurar a performance de nossos serviços.
Leia nossa política de privacidade