O Espelho
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3,5
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Ricardo C.
Ricardo C.

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3,0
Enviada em 12 de julho de 2014
Um filme que preza : presente, passado e ilusão, dificilmente agrada a todos. Mais da pra se divertir um pouco.
Roberto J.
Roberto J.

9 seguidores 1 crítica Seguir usuário

3,5
Enviada em 7 de julho de 2014
O Espelho
De: Roberto Júnior

O gênero Suspense tem sido cada vez mais substituído pelo estereotipo Terror Psicológico. Com certeza resultado da carga de poder que esse epíteto carrega. Além do fato que essa via de trabalho cada vez mais explorada por Hollywood fornece espaço para tensão psicológica com o horror visual de qualidade gráfica variada.

O Espelho é uma exemplificação desse assunto, ao trazer o esquema técnico/visual dos terrores atuais (o que é esperado já que a produção bate no peito quanto aos outros trabalhos de seus produtores, vide Atividade Paranormal e Sobrenatural), porém se destaca quanto ao roteiro.

Um filme curto e que abusa do uso de flashbacks, logicamente não tinha espaço para diálogos não-lineares ou cenários variados, sem sair do clima de tensão concentrada que o gênero em si requer.

Dirigido pelo simples e esforçado Mike Flanagan, a produção traz o casal de irmãos Kaylie (Karen Gillian) e Tim Russel (Brenton Thwaites) que são traumatizados pela misteriosa morte dos pais. Tom é internado para cuidar de seu psicológico pós-traumático e Kaylie se torna bem sucedida e noiva, enquanto por dentro está decidida a resolver o mistério de seu passado. E é quando seu irmão é liberado que Kaylie o convida para a antiga casa onde ocorreram as mortes de seus pais e enfrentar o mal habitado em um espelho aparentemente sobrenatural.

Gillian se esforça e consegue com êxito interpretar a personagem decidida e forte que lidera aquela expedição ao terror de seu próprio âmago, fugindo do esquema tático e dramático das protagonistas femininas clichês e escandalosas. Thwaites, por outro lado, desempenha seu papel com simplicidade, não cedendo na atuação a profundidade que sua personagem requer, nem mesmo nos momentos dramáticos em que tem de enfrentar seu próprio passado.

O diretor Flanagan assume também o roteiro, pegando para si a responsabilidade de um terror psicológico que tenta fugir da dinâmica retrógrada, dando um ar moderno/tecnológico até mesmo aos flashbacks, que remetem a 2002. Além de levar a sério o estereotipo de Terror Psicológico, dando ao espectador uma experiência alucinógena e confusa quase em primeira pessoa cuja dinâmica e essência supera (mesmo que por pouco) a confusão na lógica estrutural da história. Flanagan porém peca ao não dosar a duração dos flashbacks, cedendo informações demais e tornando a trama previsível mesmo com o alternar dos períodos, fazendo do diferencial atemporal um mero quesito ínfimo e em alguns momentos até mesmo sem sal.

Parece que as mulheres de fato dominaram o filme, já que a mãe cada vez mais perturbada interpretada por Katee Sackhoff traz o ápice do terror visual ao filme, enquanto o pai apenas traz maior amplitude aos detalhes perturbadores/ilusórios que o espelho é capaz de criar. E a atuação da jovem Kaylie, dada a Annalise Basso, respeita as características da personagem e entra em harmonia com o trabalho de Karen Gillian. E o mesmo pode ser dito do jovem Tim, interpretado por Garrett Ryan que não apenas combina com a atuação de Brenton Whwaites, como o supera!

Um filme que vai além dos terrores atuais, trazendo em si uma inteligência atualmente pouco vista nas produções do gênero. E que foge dos clichês (embora a cena do jogo de câmeras de aproximação entre a personagem e o espelho seja um clássico, mesmo que necessário) respeitando a imprevisibilidade. Muito embora falhe na dosagem estrutural e nos requintes que tornam o Espelho um filme elegante.
Emiliana M.
Emiliana M.

1 crítica Seguir usuário

3,0
Enviada em 7 de julho de 2014
O filme trata de um tema muito comum aos filmes de terror e que, talvez, já não cause tanto medo ou suspense quanto poderia. Contudo, “O Espelho” possuí um jogo de cenas interessante em que a todo momento transita entre passado e presente e faz com que a história seja construída através de narrativas paralelas que causam um ambiente explicativo e que não nos permite antever o desfecho da história.

Há cenas de suspense muito bem trabalhadas e que realmente causam sentimento de angústia e aflição. Porém, há elementos já esperados em filmes de terror, como, por exemplo, pessoas que parecem cadáveres ou zumbis. O aparecimento desses cadáveres no filme em questão é desnecessário e não é o fator que realmente causa suspense ou terror na narrativa. Os amantes dos filmes de terror, ou pelo menos alguns deles, esperam originalidade e criatividade, de forma que a história não seja mais um ambiente comum e o filme possa realmente transmitir medo (não somente suspense).

O filme tem um poder de terror psicológico que foi bem trabalhado e talvez ficaria mais interessante se “o ser que vive no espelho” não fosse revelado, ou pelo menos, não fosse uma mulher aleatória, característica que também já é muito utilizada em filmes do gênero.

Todavia, a história é boa e teria potencial de ultrapassar filmes de terror aclamados, não fosse a insistência de permanecer nos padrões dos filmes lançados até hoje.
Atílio N.
Atílio N.

19 seguidores 1 crítica Seguir usuário

3,0
Enviada em 7 de julho de 2014
Ao se tratar do gênero "terror" temos sempre as mesmas ideias. Mesmo enredo, mesmas situações, como casas assombradas por assassinatos passados, falta de conteúdo (fato compensado com sustos previsíveis), falta de originalidade. Quando nos deparamos com "O Espelho" (no original "Oculus"), logo de cara sentimos que presenciaremos um espetáculo clichê, com muitos sustos, muito sangue, espíritos, demônios, e assim por diante (afinal temos o produtor de "Atividade Paranormal" e "Sobrenatural"). Mas a história tem outro lado.
O trama se desenvolve em torno dos irmãos Tim e Kaylie (interpretados por Brenton Thwaites e Karen Gillan). A morte inexplicável de seus pais causou mudanças interiores em ambos. Tim, ao sair de um hospital psiquiátrico após anos internado, se reencontra com sua irmã. Esta por sua vez acredita que um grande espelho que acompanhou a família durante muito tempo apresenta uma forte relação com inúmeras tragédias. Cercados por fenômenos sobrenaturais os irmãos tentam decifrar todos os mistérios, e provar que o espelho esconde segredos surpreendentes e assustadores.
Um dos pontos fortes de "O Espelho" é a sua originalidade. Fugindo dos padrões convencionais desde pontos simples como o enredo até questões mais complexas como características físicas e não-físicas das personagens, traz o novo em muitos aspectos. Não se trata de um terror convencional, lidamos com uma história nunca antes contada. Aqui não temos a loira bonita e burra, o conquistador capitão do time, a "estranha" que acaba ficando com o "estranho"- geralmente o protagonista da história. Fruto de tanta complexidade, o longa acaba sendo mal visto por muitos olhos.
A história é confusa até o fim. Muitos eventos acontecem seguidos uns dos outros, o que exige uma atenção redobrada. E mesmo com tanta coisa acontecendo, o filme, infelizmente, se segue parado. Apesar disso, apresenta bom desenvolvimento dos fatos (nada é revelado logo após ser apresentado, causando assim curiosidade do público). A partir de certo ponto não sabemos mais o que é passado, o que é presente, o que é real, o que é ilusão, ou sobrenatural, como em "O Iluminado" de 1980 (não querendo comparar esta obra à de Kubrick, pois não há como). E de fato ao término do filme ainda podemos nos indagar se foi real ou não. Isso pode ser um problema, pois transmite a sensação de "ideia não concluída".
Como já disse, o filme se segue parado, a complexidade acaba se tornando um pouco exagerada em certos momentos, o que faz com que muitos não entendam nada. Evidentemente, se analisarmos a história com outro olhar notaremos sentido em tudo. Mas afinal, por qual motivo tanta complexidade é quebrada subitamente com informações explícitas que tornam um futuro desfecho previsível? spoiler: Isso pode ser notado claramente logo na primeira cena do filme, que basicamente revela a última.

Apesar de pequenas falhas e alguns defeitos significativos, o filme apresenta sim grande originalidade e promete no mínimo causar surpresas inesperadas. As atuações não são de se dispensar.
Agora, se o que buscas é algo extremamente assustador, de tirar o fôlego, "divertido", procure outro filme, pois o que vemos neste é uma caixinha de surpresas que pode surpreender alguns, e outros não. Nada além disto.
Tamara Cristina d.
Tamara Cristina d.

7 seguidores 1 crítica Seguir usuário

3,5
Enviada em 7 de julho de 2014
Intrigante e reflexivo. Mexe com o medo de uma forma diferente e mais próximo da realidade humana: o medo de não ter o controle do real e o imaginário.
Dom L.
Dom L.

2 críticas Seguir usuário

3,0
Enviada em 6 de julho de 2014
o espelho é um filme que segura do começo ao fim, porem é um filme dentro do outro a idéia de "flashbacks" causa uma curiosidade e as vezes é esclarecedor para o enredo da trama, mas quando é usado como elemento principal se torna cansativo e cria uma expectativa angustiante no publico que acaba exigindo um final surpreendente, onde nesse tipo de fim é muito raro acontecer.
Se a ideia foi prender o telespectador isso ele consegue muito bem de uma forma simples e agonizante, sem exagerar. vale a pena conferir, nem que seja para ter "flashbacks" de outros
filmes tentando a mesma coisa, mas não com tanto sucesso.
Jefferson Coutinho
Jefferson Coutinho

1 crítica Seguir usuário

3,0
Enviada em 5 de julho de 2014
Filme interessante, até mesmo assustador em alguns termos.O filme tenta fazer uma comparação entre o racional e o obscuro, a trama prende sua atenção e rende alguns bons momentos porem fica a dever em função de um final previsível, e alguns aspectos não explicados o um bom filme a se assistir, pra quem tem medo então é uma ótima opção, entretanto a nível critico deixou um pouco a desejar.
apprix
apprix

1 seguidor 1 crítica Seguir usuário

3,5
Enviada em 4 de julho de 2014
Um bom suspense, o que me chamou a atenção foi o fato de ser um daqueles filmes que parecem óbvios, mas ao contrário, tem uma narrativa boa que prende sua atenção até o fim, muito bom !
Eldes F.
Eldes F.

8 seguidores 1 crítica Seguir usuário

3,5
Enviada em 4 de julho de 2014
"O espelho" chega aos cinemas brasileiro com animadora premissa de ter sido premiado pelo público do Festival de Toronto 2013. Normalmente, um bom indicativo para um filme de suspense. Ultimamente, este gênero têm mostrado mais do que deveria e criado expectativas de menos. "O espelho" foge um pouco a essa regra. Mas não o suficiente para torná-lo impactante. Aliás, este é seu maior defeito.

Salvo o didatismo do diretor Mike Flanagan e os exaustivos flashbacks, o filme tem um excelente começo e bem ambíguo - a insanidade dos irmãos Tim (Brenton Thwaites) e Kaylie (Karen Gillan) é tão evidente quanto contraditória. Na infância, ambos são terrivelmente marcados pela trágica morte da mãe e divergem quanto a sua causa. Há uma legítima tensão entre eles e sobre a participação de um espelho antigo. Mérito dos autores e nem tanto da direção e edição.

Na segunda parte do filme, o enredo desanda e a direção, idem. Os atores não conseguem mais levar o filme sozinhos. Qualquer expectativa mais ambiciosa que filme sugeria em sua primeira hora naufraga no excesso de explicações. Nada, absolutamente nada deixa de ser explicado e até exemplificado. O suspense se desfaz sem deixar nenhum saldo. Só negativo, infelizmente.
ElPoke
ElPoke

16 seguidores 10 críticas Seguir usuário

3,5
Enviada em 4 de julho de 2014
"O Espelho" é um filme que segue bem a premissa de um filme de suspense psicológico, com uma reminiscência quase involuntária a "Arquivo X", com debates sobre o que é real e imaginário.
A trama se passa em dois períodos: 11 anos atrás, uma tragédia acabou com a família de Kaylle e Tim, e nos dias atuais, os irmãos se reencontram para acabar com o mal escondido dentro de um espelho.
Temos discussões a todo tempo, um prova a maldição do espelho, enquanto o outro tenta refutar as provas com argumentos científicos. Mas quando passado e presente começa a confundir os dois, não há explicação que suplante o sugestionamento cerebral.
"O Espelho" usa e abusa da trilha sonora minimalista para criar um ambiente denso, e os efeitos são bem condizentes.
Vale lembrar que esse filme é baseado num curta metragem que mostra Allan Russell tentando provar que o espelho era assombrado. No filme, Allan é o pai dos protagonistas.
Um filme de suspense psicológico bem acertado. Não reinventa a roda, mas é uma boa pedida para quem acha que objetos assombrados não existem.
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