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Dom L.
2 críticas
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3,0
Enviada em 6 de julho de 2014
o espelho é um filme que segura do começo ao fim, porem é um filme dentro do outro a idéia de "flashbacks" causa uma curiosidade e as vezes é esclarecedor para o enredo da trama, mas quando é usado como elemento principal se torna cansativo e cria uma expectativa angustiante no publico que acaba exigindo um final surpreendente, onde nesse tipo de fim é muito raro acontecer. Se a ideia foi prender o telespectador isso ele consegue muito bem de uma forma simples e agonizante, sem exagerar. vale a pena conferir, nem que seja para ter "flashbacks" de outros filmes tentando a mesma coisa, mas não com tanto sucesso.
A história é bem interessante, e a produção acaba as vezes fugindo de alguns típicos clichês do gênero. Mas achei o filme meio cansativo, também repete demais as cenas, o que acabou me incomodando um pouco.
Esse negócio de espelho possuído por uma entidade maligna não tem novidade alguma. Sem querer desmerecer,mas até o Cinema brasileiro já realizou um filme que tinha como estrela o famigerado “objeto refletivo do coisa ruim”. Sendo assim,metade de qualquer graça ou surpresa possíveis,“O Espelho” já perde logo de partida,por ser tão déjà vu naquilo que propõe. Mas um diretor/roteirista acima da média consegue tirar leite dessa pedra com seu talento inegável,embora pareça não ter se esforçado o bastante,deixando sua obra capenga e redundante. Aqui,são dois irmãos que tiveram suas vidas desgraçadas por um espelho possuído que tentam se vingar. Qualquer pessoa razoável resolveria o problema com um bom martelo,não?É só quebrar a coisa e pronto...mas apenas isso não renderia um longa-metragem ou produziria drama e sustos ão,há de se criar uma história,um passado,tudo construído para dar uma tentativa de trama para tal premissa. O filme até que tem seu charme,sobretudo na maneira de desenrolar sua ação mesclando o atual com o passado de forma muito inventiva e sabe criar um clima de tensão e angústia de forma digna de aspecto de realidade dúbia chega a nos remeter ao clássico “A Hora Do Pesadelo” por nunca sabermos o que é real ou ilusão causada pela influência satânica do objeto de adorno do cão. Mas seu lamentável final,sem graça e pobre em impacto,nos faz sentir que demos uma volta completa no quarteirão,ou seja,terminamos a jornada exatamente onde a começamos,sem contar que fica evidente que o que se quis mesmo,desde o início,foi criar uma franquia aqui.Só faltou o espelho dizer o bom e velho “I'll be back!” com a voz do capeta antes dos créditos finais Isso arruína um filme que poderia até ser decente naquilo que propôs.
O Espelho não é um documentário e nem foi inspirado em fatos reais. Mike Flanagan é o diretor, mas quem chama atenção é o produtor executivo Jason Blum, famoso por ter se empenhado em Atividade Paranormal e Sobrenatural (Insidious). Por causa disso, é fácil pensar que este filme tem a mesma montagem e a mesma premissa, mas nada disso acontece. Por mais que haja o uso de artifícios que já vimos – como filmar o sobrenatural – o espetáculo fica por conta dos efeitos psicológicos causados pelo espelho nos protagonistas.
A história gira em torno de dois irmãos que nos guia pela trama por serem marcados pelos acontecimentos causados por um acessório comum das nossas casas que é dito como responsável em matar qualquer ser humano durante 200 anos. Logo conhecemos Tim que, depois de 11 anos, sai de uma clínica psiquiátrica. O primeiro e único contato dele é Kaylie, a irmã bem-sucedida que espera ansiosamente a oportunidade de confrontar o antigo inimigo: o tal espelho. Ele não faz ideia que está incluso no plano (contra a sua vontade) e, ao estar diante da probabilidade de reviver uma situação que o marcou profundamente, nada resta a não ser bater de frente com o impasse.
Quando Kaylie nos apresenta o cenário em que a trama se desenrolará, logo somos tragados por cenas que se ramificam entre o presente e o passado desses dois personagens. Esse é o ponto do filme que trabalha bastante com flashbacks, de um jeito que é difícil reconhecê-los logo de cara, mas não impossível. Esse artifício é muito intrínseco da trama, um auxílio para entender o que realmente aconteceu com os irmãos. Inclusive, esses paralelos oportunizam um confronto de falsas memórias que colocam Tim e Kaylie em uma posição cética quanto ao que o outro presenciou especialmente no passado.
O que torna O Espelho interessante é a brincadeira mental que beira à ilusão. No decorrer da trama, os irmãos não sabem o que é real de um jeito que prende quem assiste. Praticamente, o que aconteceu antes começa a se repetir. Em meio aos sussurros, às sombras e ao medo claustrofóbico de não saber o que acontecerá, as cenas do passado começam a colidir com as do presente, e vimos o que de fato aconteceu com a família dos irmãos e como tudo terminou. É esse desenrolar que mexe com o psicológico dos personagens que torna o filme atraente e dá um pouco da vivência do terror.
Porém, isso não faz O Espelho um filme que chamaria de terror. Ele é um suspense que, infelizmente, não oferece respostas suficientes para o que acontece, mas conquista por causa do apelo psicológico. É isso que o torna muito bacana. Não tem como não ficar vidrado. A trama não linear o tornou interessante e o salvou da ruína total. A montagem do filme é o que o sustenta, bem como os cortes e os rodopios da câmera, e a ausência de um ponto de vista fixo. Os irmãos são tudo o que o espelho tem para destruir. Não é à toa que só os dois ficam no foco da trama.
A parte negativa é o roteiro raso, o que deixou o filme sem profundidade. Mesmo com tanta riqueza de detalhes e com tensão suficiente para nos tragar, a trama se esqueceu do crucial. E isso é uma pena, pois, já que não tem terror escancarado, a mitologia do espelho foi ignorada. Mesmo com um final arrebatador, as perguntas do por que e como continuam amargas quando os créditos sobem. O Espelho seria 100% se respondesse essas questões, o que pode dar aval para uma continuação, o que não é uma boa pedida.
O bacana é que, por mais que não haja certas conclusões, o filme foi bem recebido, detalhe que me surpreendeu bastante. Vale dizer que Karen Gillan, a queridinha Amy Pond da série Doctor Who, consegue convencer, especialmente sobre a gravidade do espelho. No mais, este é aquele tipo de filme que intriga por brincar com quem assiste.
Filme interessante, até mesmo assustador em alguns termos.O filme tenta fazer uma comparação entre o racional e o obscuro, a trama prende sua atenção e rende alguns bons momentos porem fica a dever em função de um final previsível, e alguns aspectos não explicados o um bom filme a se assistir, pra quem tem medo então é uma ótima opção, entretanto a nível critico deixou um pouco a desejar.
O filme foi bem dirigido, mas o roteiro é ruim, os personagens são rasos e a história também. Te deixando confuso com um final sem graça e previsível, mas não completamente esclarecido. O vai e vem de passado e presente deixam o filme chato, pois você acaba não acompanhando nenhuma das historias por inteiro tem metade de ambas que não satisfazem. Talvez se tivessem escolhido melhor a forma do "COMO" contar a historia dos dois tivessem obtido um resultado melhor.
O filme é muito bem feito, que a gente se perde na história por traz desta brincadeira de realidade e ilusão. Os momento de sustos são bem poucos, só que isso é muito bem compensado com os jogos de que esse espelho pode fazer. O filme me envolveu tanto que nem percebi que tinha passado tão rápido. Espero que tenha um próximo.
Quando li os primeiros comentários de "O Espelho"("Não foi tão assustador", "não é sangrento o suficiente", "isto já foi feito antes") fiquei com baixas expectativas em relação ao filme. Mesmo que ele não seja tão sangrento e assustador quanto se espera, ele ainda consegue assustar e principalmente criar um clima de tensão que dá nos nervos.
Brilhantemente executado, o filme é criativo, com uma história bem elaborada e imprevisível. A ideia de um espelho assombrado, já é um pouco assustador, especialmente pelas brincadeiras de infância como a 'loira do banheiro' e coisas dessa natureza.
'O Espelho' começa quando Tim(Brenton Thwaites)sai de um hospital psiquiátrico, após anos internado, e reencontra sua irmã Kaylie(Karen Gillan). Kaylie está obcecada em provar que uma força sobrenatural que vive dentro do espelho, que acompanha a família há séculos, é responsável pelo assassinato de sua família.
A trama se desenvolve maravilhosamente entre os eventos do passado e presente com um uso exemplar de flashbacks. Depois de um tempo, você não tem certeza se o que você está vendo é um flashback do passado, ou algo acontecendo no presente Nem tem certeza se o que parece estar acontecendo com a "jovem" Kaylie, está realmente acontecendo com ela ou para a Kaylie adulta. Nem tem certeza se isso está acontecendo de verdade ou se é apenas mais uma alucinação criada pelo espelho.
Eu penso que o desconhecido é mais assustador do que algo que é totalmente mostrado com uma explicação. Você realmente não precisa saber o que a senhora no espelho é ou o por que dela estar assombrando. Não seria terrível estar numa realidade em que você não pode confiar em qualquer coisa que você veja, ouça ou sinta?
O verdadeiro poder do filme encontra-se nesta incapacidade de distinguir a realidade da alucinação.
Vale mencionar também as excelentes performances dos atores. Você se importa com eles. A relação do elenco como personagens acrescenta sentimento em toda a história. Com esse terror psicológico ao estilo "O Iluminado", o filme é como um drama com momentos de horror, porque não joga sustos e sangue desnecessários na tela do cinema forçando ataques na platéia, mas em vez disso, o enredo foca na história por trás do espelho e do efeito causado nas pessoas que o rodeiam. Há alguns momentos inesperados de sustos que realmente me pegaram de surpresa e que são muito bem feitos.
Seria uma boa ideia fazer uma franquia por causa de quão extenso seu universo pode ser. Bem como o número de diferentes histórias e personagens que poderiam incorporar e continuar assombrando. Mesmo com um final um pouco melodramático, ele é conclusivo e estranhamente comovente. No geral, é um filme muito bom, um drama-horror que vai mais longe do que você poderia imaginar e pensar.
Um bom suspense, o que me chamou a atenção foi o fato de ser um daqueles filmes que parecem óbvios, mas ao contrário, tem uma narrativa boa que prende sua atenção até o fim, muito bom !
A narrativa do filme se passa em duas linhas:passado e presente, e acaba se perdendo nos flashbacks pois quebram o ritmo do filme, os desfechos são previsíveis, é um suspense morno pois os sustos ficam em escanteio.
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