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A Tarde
[Richard] Linklater faz um filme sóbrio, desfiando um tempo morno, sem pontuações extremas. Mostra um quadro não menos discreto desses 12 anos em que se operou uma transformação na família e Mason chegou aos 18 anos. [...] "Boyhood" apresenta a vida sem filtro, sem maquiagem, sem botox.
Almanaque Virtual
Ao invés de sair exaurido, acaba-se a sessão de imperceptíveis quase três horas de duração com um ar revigorado e revisor da própria vida que levamos, como se o conteúdo de anos e anos pudessem ser revistos em nossa mente num piscar de olhos.
Chicago Sun-Times
Tempo, nossa interação com o tempo, a forma que todos nós somos, no fim das contas, superados e desgastados pelo tempo, a noção de cinema como um meio de esculpir com o tempo: estes e outros aspectos de temporalidade estão no coração de "Boyhood".
Cinema com Rapadura
É impossível sair de “Boyhood – Da Infância à Juventude” sem sentir uma sensação de orgulho ao ver como Mason Jr., apesar dos pesares, sobreviveu (ao menos até ali) a essa desventura constante que é a vida. E sabe de uma coisa? Nós também.
Cinema em Cena
É um filme que compreende que somos o resultado de uma coleção de instantes mais ou menos memoráveis e que, portanto, somos seres fluidos por natureza – e que acompanhar estas mudanças é uma jornada fascinante.
Cinemascope
São 165 minutos para se render a um roteiro que pode causar a ilusória impressão de simplicidade. Tempo suficiente para acompanhar uma trajetória de forma delicada, sem se apegar a nenhum momento em especial e nem mesmo esperar pela grande guinada que ligará todo o fio da trama.
Críticos.Com.Br
O filme é impressionante na forma como nos faz refletir sobre nossas próprias vidas, sem apelar para os recursos emocionais tradicionais, resultando em um lindo e único retrato proustiano das várias etapas na formação do homem.
Estado de São Paulo
Há em "Boyhood - Da Infância à Juventude" algumas ambições raras no cinema atual. A primeira é abarcar o fluxo do tempo. A segunda, talvez ainda mais alta, é fazer do cinema quase uma representação total da vida.
Folha de São Paulo
"Boyhood" insiste em restituir o dado essencial da existência: o devir. O "vir a ser" se confunde com o fluxo da vida, que move a narrativa e ganha corpo nas mudanças físicas de Mason, em vez de se dissipar na forma tradicional dos atos e viradas.
Gazeta do Povo
O enredo pode parecer pequeno –nada “acontece” no filme –, mas é essa costura de eventos cotidianos que, no fim, cria um efeito extraordinário: é como se estivéssemos testemunhando um conjunto de vidas na tela...
Instituto Moreira Salles
O cinema de Linklater pode ser visto como uma meditação in progress sobre o tempo, sobre a duração, ou antes sobre a compressão e dilatação do tempo numa narrativa cinematográfica.
New York Times
André Bazin escreveu que a arte surge da nossa vontade de combater a passagem do tempo e a decadência inevitável que ela traz. Em "Boyhood", obra-prima de Linklater [...] ele não está lutando contra o tempo, mas a abraçando em toda sua beleza.
O Globo
Alguém pode lembrar, é claro, que o tempo está presente em todo tipo de filme [...]. “Boyhood”, contudo, torna absurdamente natural uma arte que é essencialmente artificial. Linklater conseguiu dar ritmo à vida por meio do cinema.
Omelete
"Boyhood" é menos sobre a história de um menino, e mais sobre o passar do tempo, sobre coincidências, sobre como a vida de todos nós daria, sim, um filme.
Papo de Cinema
"Boyhood" se aproxima da perfeição em todos os elementos que o constituem como uma experiência cinematográfica única e imperdível, enquanto resume o subgênero que os norte-americanos batizaram de coming of age como talvez nenhuma outra produção consiga.
The Guardian
"Boyhood - Da Infância à Juventude" é tão ambicioso e apaixonante que eu não consigo imaginar ninguém mais fazendo um filme convencional de passagem à fase adulta. Este gênero agora se parece obsoleto. [...] Este é um dos melhores filmes da década.
The Hollywood Reporter
Uma obra única no cinema americano, filma em 39 dias ao longo de 12 anos, Boyhood é um épico sobre o ordinário: crescer, a banalidade da vida familiar e a formação de uma identidade.
Zero Hora
Se cinema é dispositivo, como parte da crítica contemporânea tem dito [...] "Boyhood" é um dos grandes filmes de seu tempo. [...] Há uma combinação rara, talvez única, de naturalidade e complexidade na abordagem das angústias e das descobertas desse período da vida...
CineClick
Dificilmente veremos tão cedo um filme com tamanha intensidade e ousadia. Tanto tempo, tantas memórias e os personagens do filme, ao final, recuperam a fatídica pergunta: afinal, qual o sentido da vida? [...] "Boyhood" é um belo e profundo casamento entre a ficção e a realidade.
Cineplayers
O cinema de Linklater vai cada vez mais na direção de um desarme dos arranjos convencionais do tempo das narrativas [...] Mais do que nunca, o diretor consegue em "Boyhood" diluir as barreiras entre vida e cinema, usando sobretudo a manipulação do tempo como aliada.
Cineweb
O que o filme lembra é que, por mais que alguns detalhes sejam distintos, o processo de crescimento é a grande aventura individual da espécie. É disso, deste fluxo da vida, que Linklater quer falar...
Critikat.com
Embora a história dos personagens desenvolvida por Linklater não brilhe por sua originalidade, a universalidade temática de "Boyhood" - a passagem inexorável do tempo - representa o centro da obra e se destaca em cada plano com um realismo fascinante.
Críticos.Com.Br
Sem a fragmentação obsessiva típica dos produtos americanos, o tempo no filme de Linklater expõe o que há de mais comum num país que se pretende sempre acima do comum: a vida como ela é.
Screen International
"Boyhood - da Infância à Juventude" cria um fascinante universo temporal, que transcende a relação comum do espectador com o filme. [...] O resultado é intrigante e substancial, mas nem sempre uma experiência empolgante.
Chronic'art.com
Avançando de maneira clássica, com elipses e passagens discretas, a narrativa quase faz esquecer a metamorfose das crianças - é principalmente nos rostos familiares de Ethan Hawke e Patricia Arquette que se percebe a passagem do tempo, herói intangível da crônica.
Télérama
Richard Linklater mostra quase nada, apenas os eventos comuns à juventude [...] Às vezes, este quase nada já é demais: o desencantamento na vida dos adultos (ela na vida afetiva, ele na vida profissional) parece esquemático, exagerado, sublinhado.
Variety
As pessoas na plateia que tiverem crianças adultas devem ser as mais afetadas emocionalmente por "Boyhood - Da Infância à Juventude". [...] Linklater deixou o roteiro se desenvolver junto de Coltrane, o que explica porque a história parece menos organizada do que deveria ou poderia ser.
Revista Interlúdio
"Boyhood" é um filme cujo próprio conceito o destaca no circuito comercial. O problema, no entanto, é que esta é a única razão pela qual ele chamará atenção, pois, de resto, pouco se diferencia de tantas outras produções sobre pequenos dramas domésticos vistos sob a ótica de uma criança em sua fase de amadurecimento.
Rubens Ewald
Qualquer senso de realismo fica perdido quando [o diretor] coloca os astros Ethan Hawke e Patricia Arquette como os pais protagonistas. [...] Não falta metragem, falta verdade, humanidade, tudo me parece extremamente artificial, pseudo experimental. Muito bobinho.