Boyhood - Da Infância À Juventude
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4,3
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m.isis
m.isis

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5,0
Enviada em 2 de abril de 2015
Gostei bastante, um pouco longo demais, mas envolvente . Meio à vida como ela é. Muitas dúvidas, algumas certezas, pessoas tentando acertar , às vezes errando, amando, crescendo. É fácil se identificar com algumas situações, gostei do texto, o grupo é coerente, coeso e passam um certo realismo no que se propõe . A ação real do tempo também impressiona, principalmente nas crianças. Recomendo
Lucas L.
Lucas L.

12 seguidores 3 críticas Seguir usuário

3,0
Enviada em 2 de abril de 2015
Muito bem recebido pela imprensa por sua produção muito bem elaborada, a galera dos 16 a 24 anos vão se identificar muito com o filme, já que ele mostra uma evolução muito nítida nos personagens, coisas que a gente se espalha quando jovens. Fora isso o filme conta com bom elenco, outros atores simplesmente não tinham vontade de fazer o filme. Mas um bom filme, bom pra caralho
Fernando S.
Fernando S.

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0,5
Enviada em 29 de março de 2015
O filme sobre o nada... filmar enquanto os atores envelheciam seria uma ótima ideia pra um filme com história, quer jogar fora 2:30h da sua vida... vai firme...
Tiago B.
Tiago B.

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1,5
Enviada em 28 de março de 2015
Tediosa e cansativa a história. Nao entendo a indicação ao oscar. Fraco.
Leandro B.
Leandro B.

4 seguidores 1 crítica Seguir usuário

5,0
Enviada em 15 de março de 2015
Não é meta-arte, não é arte pela arte. É um filme diferente tanto para quem curte blockbusters quanto para quem curte mais filmes independentes (aka. cult).

O filme trata basicamente da contemplação da vida, e exige assim que o expectador contemple o filme. Não há conclusões, não há argumento, não há pretensiosismo ideológico, não há intenções explícitas, mas não se engane, há história, e é muito bem contada.

A personagem principal, Mason, possui uma posição despretenciosa a absorver os eventos a sua volta, mas sem nunca deixar de interagir e compartilhar com os demais aquilo que tomou para si.

Com exceção à mãe de Mason, interpretada pela atriz Patricia Arquette, não há notórias interpretações, provavelmente por ser a personagem que reage a todos os golpes da vida, que não são poucos.

É um filme orgânico, naturalista, profundamente humano. Posso afirmar sem sombra de dúvidas que esse é o primeiro filme que influenciou diretamente em minha vida, e por sorte positivamente.

Se você não tem essa capacidade de contemplação ou se você precisa de que alguém introduza e conclua algo em uma história, talvez não seja um filme para você.
Kamila A.
Kamila A.

7.941 seguidores 816 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 11 de março de 2015
A premissa por trás de “Boyhood: Da Infância à Juventude”, filme dirigido e escrito por Richard Linklater, é tão simples que chega a ser impressionante que ninguém tenha pensado nela antes. Ou pelo menos, imaginado da maneira como foi executada pelo diretor. A obra se passa ao longo de 12 anos da vida de Mason (Ellar Coltrane), acompanhando o seu processo de transição da infância para a juventude, mais precisamente terminando naquele momento em que os jovens norte-americanos deixam o ninho de seus pais e ganham a sua independência quando vão cursar a faculdade.

Para retratar tal história, Richard Linklater teve uma solução narrativa arriscada, mas que, quando vemos o resultado final de seu filme, mostra que valeu a pena. Ele decidiu filmar cada ano da vida de Mason como se fossem curtas-metragens individuais de 15 minutos e reuni-los, ao final, num filme de longa-metragem. A consequência disso é que assistimos a um filme sobre gente de carne e osso (mesmo que se tratem de personagens fictícios) vivenciando conflitos que são facilmente relacionados com aquilo que cada um de nós vivemos em nossas próprias vidas.

Ao longo de 12 anos da vida de Mason, ele passará pelo divórcio e por novos relacionamentos amorosos vividos pelos seus pais (interpretados por Ethan Hawke e Patricia Arquette); por diversas mudanças de cidade; pelo contato com a violência; pelo surgimento de novas amizades; pela descoberta de habilidades que ele não sabia que tinha; e por momentos de transição da vida de uma criança para a adolescência, como o primeiro amor, a primeira festa, a primeira cerveja, a primeira experiência com drogas, a primeira namorada, a primeira decepção amorosa, as incertezas diante do futuro, etc. O que une todas essas pontas é a presença sempre constante dos pais de Mason e de sua irmã (interpretada por Lorelei Linklater, filha de Richard), de uma forma que também acompanhamos o processo deles de transformação ao longo de todos esses anos, bem como as diversas mudanças pelas quais passam o relacionamento que os envolve.

Analisando a sua filmografia, podemos perceber que “Boyhood: Da Infância à Juventude” é a evolução natural de um tema que Richard Linklater trabalhou tão bem na trilogia formada por “Antes do Amanhecer”, “Antes do Pôr-do-Sol” e “Antes da Meia-Noite”. Se, nestes três filmes, acompanhávamos o desenrolar dos encontros e desencontros entre Jesse e Celine, mostrando como o tempo, às vezes, pode andar contra algo que é tão certo; “Boyhood: Da Infância à Juventude”, com a sua simplicidade e a sua falta de momentos extraordinários (que alguns poderiam erroneamente julgar de monotonia), eleva isso à máxima potência. Aqui, acompanhamos Mason quando ele ainda tem a inocência que Jesse e Celine não tinham mais, quando a vida (sim, sempre ela) parecia ser tão cheia de possibilidades.
Odacyr M
Odacyr M

2 seguidores 13 críticas Seguir usuário

3,0
Enviada em 10 de março de 2015
Me lembrou a escrita de Manoel Carlos, onde o que é retratado são os dramas pessoais, histórias da vida real, sem reviravoltas mirabolantes, mocinhas e vilões. Se você assistir ao filme como se contempla uma obra de arte, vai adorá-lo. Se busca entretenimento para o tédio de domingo à noite, vai atirar pedras no filme. É claro que eu fui altamente influenciado por tudo que ouvi da excepcionalidade da obra e isto fez com que eu criasse uma expectativa muito maior, por isto eu dou 3 estrelas. Acredito que se eu tivesse o visto sem ouvir nada sobre ele - como eu faço com a maioria dos meus filmes desconhecidos pela grande massa - teria o avaliado melhor.
Pitacos.cinematográficos
Pitacos.cinematográficos

28 seguidores 71 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 8 de março de 2015
A Arte Imita a Vida

[Publicado antes da entrega do Oscar 2015 no meu blog. Link no final da postagem]

Um dos favoritos na corrida ao Oscar de melhor filme, Boyhood, recebeu ainda outras 5 indicações: diretor, ator coadjuvante (Ethan Hawke), atriz coadjuvante (Patricia Arquette), roteiro original e edição. Tal como Birdman, se ganhar todos os prêmios, o fará com méritos.

O filme realizou uma proeza única na história do cinema por ser rodado durante 12 anos, retratando o amadurecimento de Mason Jr., sempre representado por Ellar Coltrane. Ele é o protagonista, mas outros três atores também estiveram envoltos no processo de filmagens, os dois mencionados que disputam o prêmio e Lorelei Linklater, filha do diretor.

Sou grande fã do diretor, Richard Linklater. Adoro a trilogia do Antes (Antes do Amanhecer, Antes do Pôr-do-Sol e Antes da Meia Noite) com seus grandes e longos diálogos sobre a vida. Aqui ele usa parte dos recursos já usados nos outros, e, exceto pelo primeiro filme da trilogia, os demais ele rodou durante as filmagens de Boyhood.

O filme inicia-se no longínquo 2002, época em que os celulares ainda serviam somente para fazer ligações. Mason Jr. e sua irmã Samantha reencontram seu pai, um cara um tanto perdido na vida mas muito afetuoso, que havia passado mais de um ano distante deles. Enquanto isso, sua mãe, Olivia, está tentando se qualificar para dar maior conforto a seus filhos, enquanto busca arrumar um companheiro para suprir a função de pai na família.

A partir daí se desenvolve a estória. Uma estória ordinária, que poderia ser vivida por qualquer um. Mason vai pra escola, muda de cidade, sua mãe e seu pai arrumam novos companheiros, e a vida vai seguindo, em meio a muitos conselhos que lhe dão. E muitos questionamentos vão surgindo em cada nova fase. Como ocorre em nossas vidas ordinárias, por mais que nos achemos especiais.

Por mais simples que possa parecer a estória, no final estamos nos sentindo parte da família. Sofremos junto com as personagens. Nos divertimos com suas alegrias. Rimos de certas "lições de vida" que tentam dar em Mason, especialmente seu confuso pai. Sentimos vergonha do comportamento dos adolescentes que buscam se afirmar, especialmente por sabermos que um dia já passamos por aquilo.

O roteiro surpreende por ter se adaptado ao longo do tempo. Não havia como ter criado certos diálogos quando o filme foi idealizado, pois certas coisas que hoje redefiniram os relacionamentos humanos, como os smartphones e redes sociais, não existiam em 2002. Seria impossível ter escrito esta estória completa antes de iniciar as filmagens, assim como também seria escrever o roteiro em 2014 com tudo já filmado. Provavelmente havia um rumo a ser seguido, mas muita coisa foi sendo inserida e levando a estória por outras direções. O que engrandece ainda mais o filme. E se destaca a intenção de se priorizar eventos corriqueiros na narrativa, ao invés de dramatizar pontos de clímax, como o primeiro beijo, primeiro porre e etc.

Os dois "pais", Arquette e Hawke, fazem um belo trabalho. Nunca achei Hawke um ator espetacular, mas admiro sua capacidade de conseguir se mostrar como o cara comum, gente como a gente, fazendo nos sentirmos em sua pele. Arquette faz trabalho similar, sendo a mãe que, em meio a seus erros e acertos, vai conduzindo a vida da família. O protagonista Ellar Coltrane consegue com seu jeito de "cara na dele" nos trazer para seu universo, e relembrarmos o que passamos em nossa infância e adolescência.

O fato das filmagens durarem 12 anos não é algo somente para os críticos ficarem elogiando a qualidade técnica e ressaltando o mérito de superar tal dificuldade. Os 12 anos passam por nossos olhos em 2 horas e 40 minutos. Vemos as 4 personagens centrais envelhecendo sob nossas vistas e o que o tempo causa em nossas feições (Patricia Arquette, favorita ao Oscar, parece ter sentido mais que os outros). O peso do tempo está lá, exposto, mostrando que nossa caminhada por esse planeta é curta.

Já no final do filme, há uma emocionante reflexão de Olivia, quando seu filho está deixando a casa para ir a faculdade. Ela diz que aquele evento fez ela ver que sua vida iria acabar em breve, pois temos certos marcos, como a formatura, o casamento, ter filhos, conseguir o trabalho que queremos, ver os filhos nos deixando. E o próximo marco seria seu funeral. Um tanto quanto antecipada, mas ainda assim, uma dolorida e real conclusão.

Um filme que nos mostra, como nenhum outro, que a arte imita a vida.
Paolla J.
Paolla J.

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5,0
Enviada em 7 de março de 2015
Na minha opinião, uma obra prima. Apenas lamento por aqueles por aqueles que não tiveram sensibilidade para entendê-lo. A mensagem que ficou pra mim é de como a vida passa rápido e cada fase é única.
Flávia T.
Flávia T.

5 seguidores 8 críticas Seguir usuário

3,5
Enviada em 7 de março de 2015
BOYHOOD – O incensado filme de Richard Linklater – que é um diretor bem polêmico, pois é do tipo “ame-o ou deixe-o”, por causa da trilogia “Antes do amanhecer”.
Particularmente, gosto do seu estilo simples baseado em diálogos. Mas, neste caso, não vi o roteiro. São apenas momentos da vida de um adolescente e de sua família – a primeira vez, a primeira droga, a escolha da carreira, as brigas com a irmã, a separação dos pais, os padrastos.
No fundo, nada acontece. Não há uma linha narrativa a ser seguida. Só o tempo.
Nem mesmo os diálogos que notabilizaram seu diretor/roteirista estão presentes!
E o mérito, que fez o filme largar na frente em várias premiações, foi o esforço de filmagem, por 12 anos. Isso mesmo, 12 anos, com o mesmo elenco, acompanhando as crianças crescerem aos olhos de todos os espectadores. Em suma, seu mérito é o projeto!
Aí você vê 3 horas de filme, de acontecimentos esparsos na vida de uma família, para chegar à conclusão final: que é a melhor fala do filme, na boca de Patrícia Arquette, que lhe valerá o Oscar. O que é a vida, afinal? Você fez o que quis? Você é quem você pensava que seria? O que foram 12 anos?
E você sai do cinema pensando na sua vida. Talvez esta seja a razão do sucesso da fita: afinal, somos todos medianos com vidas medianas. Essa sensação de se reconhecer na tela deve ter atraído o público e a crítica.
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