Boyhood - Da Infância À Juventude
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4,3
1690 notas

196 Críticas do usuário

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Debora S.
Debora S.

8 seguidores 2 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 16 de janeiro de 2015
Adorei acompanhar a vida dele de forma "real" mas o achei meio "inexpressivo" qdo adolescente.
Marcus V.
Marcus V.

13 seguidores 2 críticas Seguir usuário

4,5
Enviada em 15 de janeiro de 2015
Filme quase perfeito. Fez passar um flash na minha cabeça sobre as situações da vida. Muito bom.
rogerio.sjrp
rogerio.sjrp

6 seguidores 5 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 15 de janeiro de 2015
Antes de assistir ao filme tenha em mente que não haverá um clímax explícito, ou seja, um conflito iminente do protagonista, no qual não se sabe a que fim levará o desfecho da narrativa. É bem o contrário, já sabemos exatamente o enredo pelo título (e a redundância na tradução). Isto não quer dizer, porém, que o filme seja previsível, ou "parado", e que nada acontece. O filme acontece desde a primeira cena, mas é preciso um olhar diferente para senti-lo.

A singularidade de Boyhood está na sua simplicidade, e acima de tudo na verossimilhança com a realidade universal. O filme foi rodada pouco a pouco durante 12 anos, mantendo o elenco e mudanças de cada personagem durante toda essa década. Mas não é só isso, quem viveu no planeta Terra na última década vai perceber claramente as tendências desses últimos anos. A música "Yellow", de Coldplay, já deixa claro que o filme começa em 2002, quando as filmagens foram de fato iniciadas. O pequeno Mason, protagonista da história, tinha então apenas 5 anos e uma mente fértil de qualquer criança nessa idade. Ao longo da história gameboys, Harry Potter, Nintendo Wii, Britney Spears, Daft Punk, Facebook, e outros elementos dão mais veracidade às tendências deste público infanto-juvenil.

Ao longo do filme os personagens ganham novos "looks" conforme a idade avança. As mudanças acontecem de forma tão sútil e gradativa que mal percebemos. Nada daqueles títulos "5 anos depois", ou coisa do gênero; de repente, em uma nova cena Mason aparece com o cabelo maior, sua irmã com maquiagem, a mãe mais moderna, o pai com um bigode de ator pornô, etc. A sensação é a mesma quando vemos aqueles parentes distantes que apenas os encontramos em festas de fins de ano ou funerais e pensamos: "Nossa, como o fulano cresceu! A fulana está diferente!". Essa é a sensação que se passa, e de repente estamos íntimos da família.

Apesar das mudanças corporais e estéticas, ao mesmo tempo as personagens são as mesmas. Embora Mason tenha uma atitude mais radical com seus cortes estilo gótico-emo, protótipo de barba, brinco e unha pintada, ele continua um garoto introvertido e procrastinador. Sua irmã é a mesma garota inteligente e superior em tudo que faz, a mãe batalhadora, o pai extrovertido e disposto. O modo de vida e situação financeira da família também vai mudando. Ora estão bem, ora estão mais apertados, sendo obrigados inclusive a mudar de cidade. Assim é a vida: uma montanha russa. Mães e pais lutam para dar o melhor aos filhos, o que demanda bastante trabalho e estudo. Estes valores são bem enfatizados no filme. Várias vezes Mason se vê sendo aconselhado sobre o futuro, o que fazer da vida, qual faculdade escolher, etc. Valores que qualquer família passa (ou deveria passar) aos filhos. Apesar da história focar uma típica família americana, o filme é universal. Qualquer expectador irá se identificar com muito do que é passado e pensará que a própria vida poderia render um filme também.

Pra concluir, Boyhood é sobre um período crítico da vida. Um tempo em que incertezas, medos, mudanças, felicidades e infelicidades acontecem. Um tempo em que somos moldados tanto fisicamente quanto intelectualmente. Um filme que te faz pensar como o tempo voa, e que devemos pensar sobre o futuro, o quanto somos efêmeros nesta vida que não passa de um ciclo sem fim. Linklater criou uma obra-prima, um filme que transmite a magia do cinema de forma singular. Merece as críticas positivas que vem recebendo e se não levar o Oscar será uma surpresa.
Miichelle
Miichelle

4 seguidores 9 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 14 de janeiro de 2015
Eu gostei do filme. É muito interessante, e mostra as fases da vida de uma família de um jeito simples. Confesso que nas partes em que eles já estão adolescentes, fica um pouco chato, e cansativo preferi ver a fase em que eles ainda eram pequenos. Foi incrível ver a mudança de cada personagem com o tempo, fiz um filme da minha vida, me imaginei no lugar de cada um deles, em fim, muito bom filme, recomendo.
Tatiane F.
Tatiane F.

13 seguidores 1 crítica Seguir usuário

5,0
Enviada em 14 de janeiro de 2015
Sem palavras para esse filme... Nem parece que tem quase 3 horas, te prende do começo ao fim... É sensacional.
Gregory A.
Gregory A.

36 seguidores 42 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 13 de janeiro de 2015
È abordada a história do menino Mason, desde sua infância, até chegar à juventude para cursar a faculdade. Pode parecer brincadeira, mas essa é a sinopse do filme. Como muitos sabem, foi um projeto que levou 12 anos para ser concluído, pois o diretor Richard Linklater quis que fosse algo único, então ele gravava sem parar por uma semana em cada ano, para acompanhar literalmente o crescimento físico de Mason, não só dele, mas de muitos personagens que o rodeiam. Essa sacada de assistir o crescimento de uma pessoa foi genial, pois você não perde nenhum dos fatos que realmente acontecem na nossa vida, como o descobrimento do sexo, nossas relações íntimas, a escolha de trabalho... conforme você acompanha toda essa trajetória, também é visto o amadurecimento de Mason, que não deixa de inspirar o expectador. Para muitos, talvez possa parecer um filme chato, sem história, mas o principal assunto tradado na obra, é a vida, portanto a falta de história acaba se tornando o próprio enredo, claro, de maneira funcional, pois não existe nada mais especial que a nossa vida. Isso é mostrado em Boyhood de maneira magistral, por isso é um filme tão simpático. A direção não só é revolucionária, mas a trilha sonora também é excelente. Corresponde a cada época em que o filme se passa, ou seja, ainda terá um toque de nostalgia para quem viveu os anos 2000 na juventude, que é o meu caso. O elenco também faz bonito, principalmente Ethan Hawke e Patricia Arquette que conseguem passar uma imagem de pais de maneira aconchegante, mas rígida quando necessário. Conclusão: revolucionário, interessante, inspirador. Um filme feito para todas as pessoas.
Heloisa M.
Heloisa M.

2 seguidores 1 crítica Seguir usuário

5,0
Enviada em 13 de janeiro de 2015
Realmente!!!

O filme mostra a beleza do comum!

De uma forma super envolvente e inocente! Incrível como conseguiu tornar o simples tão cativante!

Ótimo filme, parabéns!
André S.
André S.

37 seguidores 1 crítica Seguir usuário

5,0
Enviada em 12 de janeiro de 2015
História simples, porém muito bem contada. É emcionante acompanhar o crescimento de uma geração. Recomendo!
alexandrecunha
alexandrecunha

53 seguidores 34 críticas Seguir usuário

3,5
Enviada em 9 de janeiro de 2015
Um filme único do ponto de vista cinematográfico. Filmado em 12 anos corridos, reunindo a equipe por pequenos períodos todos esses anos é inédito e no mínimo curioso.
Enredo trivial, atrelado na simples tradução da vida/juventude de um menino/rapaz/adolescente, de classe média, filho de pais separados, cuja mãe se envolve com maridos problemáticos (alcoólatras).
O interessante é o desenrolar não ser explicito, não mostrando datas nem anos, ser percebido apenas pelas mudanças/desenvolvimento dos atores mirins envolvidos, dos meninos Mason e Samantha que evoluem muito rápido a cada ano que passa.
Achei que fosse ser antológico como Beleza Americana, porém não chegou a tanto.
Vale a pena ver por ser único, porém não eleve suas expectativas.
Marcio S.
Marcio S.

108 seguidores 126 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 9 de janeiro de 2015
Richard Linklater é um diretor que está se especializando em retratar de maneira mais fiel possível o ser humano em seu dia a dia. Através de seu sensível olhar tem mostrado com uma lente de aumento o que o tempo provoca nos relacionamentos através de seus filmes. Agora elabora um projeto que durou 12 anos. Ele teve a excelente ideia de retratar o crescimento de um menino até a entrada para a universidade. Só que ele filma a passagem de tempo com os mesmos atores o que faz com que seu projeto seja uma captura real daquele momento de vida.
Mason (Ellar Coltrane) parece um menino introspectivo, sonhador e calmo desde o início. Seus pais vividos por Patricia Arquete e Ethan Hawke são separados. Ele também tem uma irmã mais velha chamada Samantha (Lorelei Linklater) filha do mesmo casal. Desde pequeno iremos acompanhar o duro que sua mãe faz para educar seus filhos, os relacionamentos dela, mas o foco é mesmo Mason que conheceremos desde as infância até quase o fim da adolescência.
Boyhood quer retratar um pedaço da vida de nosso protagonista. É como se pegássemos a existência de um ser humano desde sua infância até sua morte, porém iremos destacar um momento dela. Aqui ele se resume da infância até sua entrada na universidade. Dentro desse fragmento ainda encontramos vários ciclos da vida de nosso protagonista. Isso tudo é montado com calma, de modo que a câmera fique quase sem ser movimentada e por isso mais interessada em narrar aquele fase sem interferir. Nesse fragmento Linklater, que é o roteirista também, consegue documentar a vivência de uma pessoa como se fosse a de qualquer ser humano que tenha que passar pelos mesmos problemas de Mason. Por filmar durante os 12 anos Linklater consegue desfrutar de algo que o cinema consegue através de uma maquiagem ou da troca de um ator novo por um mais velho. Aos nossos olhos a transformação nos personagens estão acontecendo realmente. Assim consegue dar um maior realismo a história e tudo passa a acontecer naturalmente.
Ele se preocupa em tocar em assuntos interessantes como política, uma crítica aos seus conterrâneos mostrando que ao mesmo tempo que amam a bíblia dão de presente um rifle e como o alcoolismo pode destruir famílias que teriam tudo para dar certo. O diretor acerta em documentar tudo isso e à medida em que Mason cresce os diálogos tão casuais, mas que provocam um maior debate começam a surgir aos poucos, como o crescimento. O filme tem como protagonista uma criança e parece que se desenvolve como ela. Quando Mason vai crescendo começamos a ter acesso aos diálogos mais generosos que estamos acostumados na filmografia do diretor. O questionamento das ações da juventude por parte de nosso protagonista faz com que o filme torne uma proporção maior. Seu questionamento sobre o modo que a juventude usa a tecnologia é interessante e gera-se debate. A composição de Mason adolescente também ajuda, pois seu modo quase apático de esboçar sentimentos ou ações esconde um grande observador da vida e das ações das pessoas. Sem contar as dúvidas que surgem de quem está na mesma idade dele.
O filme conta com atores bem conhecidos e com novatos. Dos conhecidos é Patricia Arquete que em minha opinião consegue se destacar por uma atuação sensível, mas contida. Ethan Hawke faz o papel do marido que se separou. Ele é o pai que apesar de demonstrar alguma preocupação pelos filhos, na maioria das vezes, se faz presente apenas nos momentos bons e no lazer. Em relação aos novatos o trabalho de Ellar Coltrane cresce no decorrer do filme. A medida que cresce consegue passar através de um estado quase letárgico seus sentimentos e ideias, funcionando como uma personificação do jovem atual que sofre ao buscar uma identidade na sociedade. Pode-se falar também do quanto ele se sente meio à deriva em relação a tantos acontecimentos em sua vida que o farão caminhar em busca de algo que ele não sabe lidar. Assim quando perguntam para ele qual será seu diferencial na hora de tirar foto ele mesmo não tem ideia sobre isso. A maioria dos jovens não tem certeza do que realmente o levará até uma ascensão profissional.
Dessa maneira Linklater vai falando sobre o ser humano e suas relações e nós de tempos em tempos entramos no cinema e refletimos sobre todo aquele universo que está tão ao nosso lado, mas que infelizmente, as vezes não enxergamos, porque a vida nos impõe uma aceleração continua de nosso dia-a-dia.
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