Boyhood - Da Infância À Juventude
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4,3
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Rodrigo R.
Rodrigo R.

30 seguidores 73 críticas Seguir usuário

3,5
Enviada em 27 de abril de 2017
A história da vida do garoto Mason desde o inicio de sua infância até o final de sua adolescência. De certa forma muito bem contada através da visão do garoto que vivência o drama de sua Mãe, sua irmã chata, a falta do seu Pai divorciado e acompanhando seu crescimento a distância. Sinceramente achei o roteiro um pouco cansativo mais vale a pena pelas boas atuações.
Diácono Marcio C.
Diácono Marcio C.

20 seguidores 54 críticas Seguir usuário

4,5
Enviada em 1 de fevereiro de 2016
Todos os méritos vai para o Diretor. Gostei que não houve nenhuma marcação para a passagem de tempo. Tinha uma reflexão sobre o que marcou cada ano como política ou tecnologia. Parabéns aos atores que interpretaram o mesmo personagem em anos diferentes.
Rodrigo C.
Rodrigo C.

15 seguidores 21 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 31 de outubro de 2014
Na história do cinema há filmes bons, fantásticos e memoráveis. “Boyhood” pertence a esta última categoria, por falta de adjetivo melhor que exprima o que esse filme representa.

“Boyhood” já chama a atenção pelo tempo de produção. Foram 12 anos. A ideia de filmar o crescimento não só do ator, mas dos personagens ao longo da trama é sem dúvida audaciosa, ambiciosa e ousada. E claro, extramente original e autêntica. Só por esse fator, já vale o ingresso. Mas, ele pode ainda proporcionar muitas outras sensações.

A trama é simples: acompanhar a vida de um garoto que tenta descobrir, ao longo dos anos, o seu lugar dentro da família, da sociedade e, também a si próprio. A premissa pode já ter sido muito bem explorada em vários outros filmes, e com maestria. Porém, há um fator que pode mudar tudo, a imprevisibilidade dos acontecimentos no mundo. E o que afeta o mundo, nos afeta também, diretamente ou indiretamente. E esse elemento do desconhecido dá um toque especial.

Obviamente, o crescimento e envelhecimento dos atores bem diante dos seus olhos, com alguns minutos de diferença, é uma experiência fascinante. Mas, há ainda a evolução e mudança no mundo. Fato que foi comprovadamente levado em consideração pelo diretor Richard Linklater, que faz questão de mostrar as tecnologias de cada ano, desde as televisões de tubo ao iPhone.

A grande surpresa também fica por conta dos atores, em sua maioria desconhecidos, salvo a mãe, interpretada pela Patricia Arquette, e o pai, interpretado por Ethan Hawke (famoso pela parceria com o diretor Richard Linklater, pelos filmes “Antes do Amanhecer”, “Antes do Por do Sol” e “Antes da Meia Noite”). O jovem Ellar Coltrane não decepcionou, e ao mesmo tempo em que cresceu, evoluiu também sua interpretação, entregando um personagem real, sincero, polido e completamente perdido e confuso em seus próprios pensamentos e no mundo ao seu redor. Como todo adolescente buscando se conhecer.

“Boyhood” não é apenas um drama, não é apenas um filme sobre autoconhecimento. É uma pequena história do mundo moderno vista pelos olhos de um garoto. É um túnel do tempo, onde vemos que, em poucos anos, o mundo passou por grandes mudanças, sociais, políticas, culturais, religiosas e, é claro, tecnológicas. É ainda, a história de uma família comum, procurando pela felicidade e estabilidade. É uma tormenta de emoções e sentimentos e a descoberta desses.

“Boyhood” não é um filme. É uma obra de arte. É uma experiência de vida. É o cinema em sua melhor forma. É memorável.
Kamila A.
Kamila A.

7.941 seguidores 816 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 11 de março de 2015
A premissa por trás de “Boyhood: Da Infância à Juventude”, filme dirigido e escrito por Richard Linklater, é tão simples que chega a ser impressionante que ninguém tenha pensado nela antes. Ou pelo menos, imaginado da maneira como foi executada pelo diretor. A obra se passa ao longo de 12 anos da vida de Mason (Ellar Coltrane), acompanhando o seu processo de transição da infância para a juventude, mais precisamente terminando naquele momento em que os jovens norte-americanos deixam o ninho de seus pais e ganham a sua independência quando vão cursar a faculdade.

Para retratar tal história, Richard Linklater teve uma solução narrativa arriscada, mas que, quando vemos o resultado final de seu filme, mostra que valeu a pena. Ele decidiu filmar cada ano da vida de Mason como se fossem curtas-metragens individuais de 15 minutos e reuni-los, ao final, num filme de longa-metragem. A consequência disso é que assistimos a um filme sobre gente de carne e osso (mesmo que se tratem de personagens fictícios) vivenciando conflitos que são facilmente relacionados com aquilo que cada um de nós vivemos em nossas próprias vidas.

Ao longo de 12 anos da vida de Mason, ele passará pelo divórcio e por novos relacionamentos amorosos vividos pelos seus pais (interpretados por Ethan Hawke e Patricia Arquette); por diversas mudanças de cidade; pelo contato com a violência; pelo surgimento de novas amizades; pela descoberta de habilidades que ele não sabia que tinha; e por momentos de transição da vida de uma criança para a adolescência, como o primeiro amor, a primeira festa, a primeira cerveja, a primeira experiência com drogas, a primeira namorada, a primeira decepção amorosa, as incertezas diante do futuro, etc. O que une todas essas pontas é a presença sempre constante dos pais de Mason e de sua irmã (interpretada por Lorelei Linklater, filha de Richard), de uma forma que também acompanhamos o processo deles de transformação ao longo de todos esses anos, bem como as diversas mudanças pelas quais passam o relacionamento que os envolve.

Analisando a sua filmografia, podemos perceber que “Boyhood: Da Infância à Juventude” é a evolução natural de um tema que Richard Linklater trabalhou tão bem na trilogia formada por “Antes do Amanhecer”, “Antes do Pôr-do-Sol” e “Antes da Meia-Noite”. Se, nestes três filmes, acompanhávamos o desenrolar dos encontros e desencontros entre Jesse e Celine, mostrando como o tempo, às vezes, pode andar contra algo que é tão certo; “Boyhood: Da Infância à Juventude”, com a sua simplicidade e a sua falta de momentos extraordinários (que alguns poderiam erroneamente julgar de monotonia), eleva isso à máxima potência. Aqui, acompanhamos Mason quando ele ainda tem a inocência que Jesse e Celine não tinham mais, quando a vida (sim, sempre ela) parecia ser tão cheia de possibilidades.
Phelipe V.
Phelipe V.

510 seguidores 204 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 31 de outubro de 2014
Em muitas vezes, a grande ruína da experiência cinematográfica com um filme específico que está sendo tão alardeado no mundo todo é a expectativa, que vai crescendo, crescendo, crescendo... a ponto de não caber mais em qualquer lugar. Justamente pelo amor da critica, esperamos uma coisa incrível, com ecos de obra-prima, perfeição do cinema, quando na verdade, está longe disso. É o caso. Se eu tivesse esperado nada de Boyhood, certamente teria gostado mais e relevado as decepções que tive com o filme.

Não que seja um filme ruim, aliás, pra mim sequer chega ao patamar de um filme regular. É bom, com alguns momentos muito bons, e o problema é que é só isso, diante de um hype que o eleva a um dos grandes filmes da história do Cinema. O que pega é que a premissa é, de fato, maravilhosa. Mas dava pra fazer um roteiro mais bem trabalhado. Alguns diálogos chegam a soar irreais quando ditos por alguns dos personagens, e, pra um filme que procura retratar com fidelidade uma geração inteira, isso é um pecado muito grande. Certas situações, idem.

Mas, no que ele tenta, acerta bastante. Linklater insere pequenas insignias para demonstrar em que mundo aqueles personagens vivem, num tempo e espaço muito específico, mundo esse que se confunde com o meu próprio. Muitas daquelas coisas foram vividas por mim (talvez por isso eu tenha me decepcionado com o roteiro menos sagaz do que eu esperava), vide as leituras de Harry Potter - com direito a lançamento do Enigma do Príncipe, meu livro favorito da saga! -, a moda Britney Spears, ascensão de Lady Gaga e, posteriormente, do indie, representado no filme pela minha música favorita do Foster the People, Somebody That I Used to Know, e, por que não, até as eleições presidenciais que deram a vitória a Barack Obama! E isso é lindo demais, a cada referência reconhecida no filme não tinha como não conter um sorriso. É um filme sobre essa geração. Ainda que, pra mim, não seja um definitivo.

Refletindo após a sessão, percebi que a atuação de Ellar Coltrane foi uma das coisas a me tirar do filme, aliado ao roteiro que nunca o faz ser um personagem realmente interessante de se acompanhar, pelo contrário até. Mas não tem como culpar Linklater por isso, pois ele, quando criança, era um talento que só! Foi ficando mais robótico com o passar do tempo, infelizmente, e fazendo Mason ser uma figura muito linear e limitada. Se ao menos o personagem não fosse um bobocão, vistas grossas poderiam ser feitas, mas não é. Aliás, o fato de Mason ir ficando cada vez mais palerma ao longo do filme é o que leva, automaticamente, o foco à sua mãe, e finalmente entendi porque tanta gente dizia que o filme deveria se chamar "Motherhood", e porque o estúdio pensou em submeter Patrícia Arquette como protagonista nas premiações, quando ela é uma coadjuvante clara: sua personagem é muito mais interessante. Daí que Arquette a abraça com toda a força pra criar uma persona que jamais perde o tom ao longo de 12 anos, num trabalho ainda mais impressionante que o de Ethan Hawke, por estar presente em absolutamente todas as fases, ao contrário do pai de Mason. Os demais atores são irritantes e têm performances fracas ao longo da trajetória de Mason, como os namorados bêbados da Mãe e seus respectivos familiares. Isso sem falar em Lorelei Linklater, que vai ano e vem ano e nunca muda suas expressões faciais para expressar absolutamente todas as emoções pelas quais Samantha passa, isso sem falar naquele risinho que ela parece estar segurando quase sempre.

Pode ser que o problema de Boyhood comigo seja uma implicância bem específica, pode ser que não; pode ser a própria montagem quase industrial, como pode ser que não; ou a duração longa, que é sim, bastante sentida... mas pode ser que não. Entretanto, jamais negarei que é, sim, um bom filme. Não tem como negar. O projeto tem muito coração de todos os lados, cenas lindas, ainda que não arrebatem, e uma direção completamente apaixonada de Linklater, que consegue, inclusive, salvar muitos momentos do roteiro. Na condução das cenas, fotografia, trilha-sonora, som, escolhas, Richard Linklater merece nota 10, e aí me agarro para manter a nota do filme num patamar premiável. Mesmo tendo tido problemas com a obra, o saldo foi positivo.
Alexandre S.
Alexandre S.

153 seguidores 116 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 17 de janeiro de 2015
Um filme gravado em 12 anos. Essa ideia já cria a curiosidade para assistir. "Boyhood" e uma experiência em acompanhar a adolescência de Mason Jr, filho de pais separados que vive com a mãe e a irmã, além de conviver com o pai que tem uma vida um tanto acomdada. Ao longo desses 12 anos de filmagens, o elenco se reunia entre 10 a 20 dias por ano para gravar suas cenas e conseguem manter uma continuidade sem tamanho para um projeto tão grande. As passagens de tempo sao o grande barato do filme, pois o diretor conseguiu ter um ator mirim exclusivo pra ele, afinal ele cresceu e voce presencia esse crescimento na pratica. Momentos da cultura pop, acontecimentos do cotidiano e historicos e um excelente trilha sonora marcam as passagens do tempo de maneira simples que agrada quem assiste. Boas passagens engraçadas e dramáticas completam as experiência, mas as 3 horas de filme em alguns momentos sao cansativas. Vencedor do Globo de Ouro e um dos indicados ao Oscar, Boyhood merece um destaque por essa mudança na maneira de se contar uma estoria.
Geovanne R
Geovanne R

81 seguidores 113 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 1 de julho de 2015
Exelente filme, cada um pode se encontrar em cada fase do Mason, bastante longo cansativo, mais com cenas bastantes surreais, a exemplo, do primeiro marido quebrando e gritando naquele jantar, uma cena típica de muitas famílias.
Luiz C.
Luiz C.

49 seguidores 36 críticas Seguir usuário

3,5
Enviada em 23 de novembro de 2014
Seu tempo é agora!

Imagine filmar um longa por exatos 12 anos, em que o roteiro principal é justamente acompanhar o crescimento e as mudanças físicas e emocionais de um menino dos 6 aos 18 anos. Isso é possível? O diretor Richard Linklater nos mostra que sim, e “Boyhood – da Infância à Juventude” se transforma não só em um projeto fantástico, mas em algo único do ponto de vista cinematográfico.

O roteiro não foge desse tema: Mason Jr. (Ellar Coltrane) e Samantha (Lorelei Linklater, filha do diretor) são dois irmãos, filhos de pais divorciados, Olivia (Patricia Arquette) e Mason (Ethan Hawke), que vivem as alegrias e tristezas da vida de duas crianças comuns. Fazem parte do universo do garoto as interações e os conflitos com os pais e a irmã, as várias mudanças de casa e escola, os turbulentos relacionamentos com os novos namorados da mãe, além da convivência com os amigos, a descoberta do sexo, os sonhos e as decepções, até a entrada na universidade. Alguns espectadores podem achar isso tudo chato, principalmente por não fugir muito desse beabá do crescimento e, principalmente, por ser um filme de cerca de três horas, mas acredito que só o fato de você assistir à evolução dos atores/personagens, que envelhecem diante das câmeras, já vale o ingresso.

E são as reflexões sobre a passagem do tempo de Linklater as mais impressionantes. Assim como na trilogia romântica “Antes do Amanhecer” (1995), “Antes do Pôr do Sol” (2004) e “Antes da Meia-Noite” (2013), o diretor usa e abusa das transformações físicas de seus atores para tornar seu roteiro crível e incrível – o que é mais nítido ainda em se tratando de um menino que passa da infância à vida adulta. Talvez o fato de o padrão de tempo linear, sem grandes acontecimentos, deixe o longa um pouco óbvio. Mas, em vários momentos, você se vê pensando no tempo, fazendo uma analogia sobre você mesmo, sobre como foi seu passado, é o seu presente ou será o seu futuro. E é justamente aí que o diretor belisca com força.

Em certo momento do filme (que deve ser um dos indicados ao Oscar), Mason Jr., já um homenzinho diferenciado, cheio de ideias e bem amadurecido, questiona o pai: “Então, qual o objetivo da vida?”. Intrigado, Mason pai não sabe o caminho certo, mas chega à resposta: “Não sei muito bem. Enquanto isso, vamos improvisando”. E o que mais seria a vida senão uma grande encenação, em que os improvisos são a nossa marca principal?

Em outro diálogo, um personagem explica para outro que discorda da ideia de que as pessoas devem aproveitar o momento. “É o momento que nos aproveita”, diz. O que eu acho é que o “não aproveitar” é que não é permitido. Fazendo a mesma analogia do personagem, realmente, compreendemos que cada instante que vivemos interfere no conjunto como um todo, claro. O que não devemos esquecer é que o tempo, às vezes, é cruel, amargo e mordaz. Doze anos podem ser resumidos em três horas, o que não pode é deixar que o “para sempre” não seja o seu “agora”.
Yago T.
Yago T.

22 seguidores 28 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 9 de fevereiro de 2015
Boyhood - Da Infância á Juventude (Boyhood - 2014

Quando Boyhood foi lançado, a unanimidade do ano parecia certa, mas tão certa, que o filme tem nota 100 no Mettacritic

O filme é simples, orçamento baixo, história que parece ser algo comum, afinal, mostrar um garoto se transformar em um pré-adulto não é nada de surreal, mas só o fato de ter levado 12 anos para o filme ser filmado e finalizado e nós acompanharmos as mudanças físicas de todos os personagens, é um chamariz para o filme

O diretor realiza um trabalho excelente, não só pelos 12 anos de gravação não, mas todas as transições são bem inseridas, ele opta por câmeras mais simples, tornando o filme o mais real possível, sim, não temos nada de surpreendente ou situações irreais, é só a vida de uma família ao longo de 12 anos, e Richard Linklater realiza um ótimo trabalho como roteirista/diretor, ele traz situações comuns de uma família e talvez seja por isso que o filme seja tão tocante.

O roteiro é bem escrito, como eu já disse antes, as transições de anos são bem feitas, o que vai acontecendo na vida de Mason e sua família é algo bem crível e bem comum na vida das pessoas, e aí que está a magia do filme, isso bem atrelado as ótimas performances do elenco, claro.

Vamos ao elenco, que está em um geral muito bom, Patricia Arquette tem o melhor desempenho do filme, é unanime nos críticos e vai vencer o Oscar de atriz coadjuvante e não será sem merecimento. Suas cenas são fortes e a cena final dela, é perfeita, Patricia acerta em cheio aqui. Ellar Coltrane vem logo em seguida, segurou bem as pontas como protagonista, embora eu ache as cenas dele como criança, melhor que como adolescente. Lorelei Linklater (filha do diretor hehe) que interpreta a irmã de Mason, também tem bons momentos em cena. Ethan Hawke teve uma performance just ok, mas também não tinha muito o que fazer. O elenco em geral está ótimo.

Boyhood é um filme excelente, algo que é único, será um clássico por ter essa direção impecável, roteiro amarradinho, performances excelentes e uma edição milagrosa, mas é o que eu disse, é um drama e não tem nada de surpreendente, são situações reais e tocantes.

5/5
Lilian M
Lilian M

11 seguidores 76 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 30 de outubro de 2020
assisti duas vezes. sempre achei engraçado ter perguntado para minha mãe e ela não ter falado se o filme era ruim ou bom. digo o mesmo que ela "é interessante ver o menino crescendo"
acho esse filme um milagre. um fenômeno que ao mesmo tempo parece tão banal, inexplicável, como é a própria vida.
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