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Filme de Matt Reeves vai muito além da promessa de conflito do título
04/08/2017 - 10:22 - Natália Bridi
Ironicamente, Planeta dos Macacos é uma das franquias mais humanas da cultura pop. Sua discussão sensível sobre evolução, intelecto e dominação toca fundo nas falhas da humanidade. A ascensão dos símios e a decadência dos homens leva à reflexão sobre esses erros e a uma torcida sincera contra a própria espécie.
Em Planeta dos Macacos: A Guerra, Matt Reeves conclui o prelúdio para a história do filme de 1968 (baseado no livro do francês Pierre Boulle) com as mesmas urgências dos longas anteriores (A Origem, de 2011, e O Confronto, de 2014). O tom, porém, é diferente, em uma mistura bíblica de conflito e recomeço. É o ápice da evolução de César, mais articulado e calejado pela responsabilidade de proteger o seu bando. Os símios vivem com medo, reféns de um combate que não parece ter data para acabar.
O avanço da tecnologia de captura de performance e da computação gráfica tornam a experiência visceral. É possível ver Andy Serkis nos olhos de César e, ao mesmo tempo, esquecer completamente do elaborado processo necessário para que o personagem ganhe vida. O que se vê é de fato um chimpanzé que ama sua família, precisa guiar um povo e vencer um conflito na busca por uma vida civilizada. Serkis transcende camadas de equipamentos e entrega uma emoção genuína, com um grau de expressão e domínio do corpo impressionantes.
O peso das atuações em Planeta dos Macacos: A Guerra também está no elenco de apoio por captura de performance - o sábio orangotango Maurice (interpretado por Karin Konoval), os guerreiros Rocket e Luca (Terry Notary e Michael Adamthwaite) e o novato Bad Ape (um timing cômico preciso de Steve Zahn) - e no lado humano do conflito: a jovem Nova (Amiah Miller) e o Coronel (Woody Harrelson). A menina representa o retorno a uma condição mais primitiva e inocente (o bom selvagem), enquanto o personagem de Harrelson vai ao coração das trevas encontrar o Coronel Kurtz de Marlon Brando para mostrar a decadência do homem civilizado.
A influência de filmes como Apocalipse Now, A Ponte do Rio Kwai e Os Dez Mandamentos é explícita. Nessa amálgama de gêneros, Reeves, que assina o roteiro com Mark Bomback, conta uma história épica sem cair em maniqueísmos e vai muito além da promessa se guerra do título. O Coronel não é mero vilão na sua oposição a César, assim como o herói não é perfeito ou infalível. O encontro dos dois expõe a natureza complexa que determina a “humanidade” na busca pela sobrevivência. Relações embaladas com imponência pela trilha de Michael Giacchino, que alterna brutalidade e leveza em uma jornada de muitas camadas.
A trama emocional de A Guerra vem acompanhada de sequências de ação grandiosas. Reeves prova que sabe não só como usar todo o espaço da tela, mas posicionar sua câmera de forma a descentralizar o olhar do espectador. Mesmo quando trabalha com bandos, a ação não se torna maçante e nem perde o foco. A câmera acompanha os personagens, sem que a vida se perca em meio a tiros e explosões. O ritmo é construído alternando tocaia e conflito, drama e humor, em uma composição que nunca perde a força - as duas horas e vinte minutos do longa passam voando.
Planeta dos Macacos: A Guerra é uma experiência cinematográfica de qualidade técnica e alcance dramático. É o retorno do cinema clássico em embalagem tecnológica, feito para entreter, mas sem menosprezar seu público. A história de César não vai embora com o rolar dos créditos.
Apesar da crítica, eu particularmente gostei do filme.
Filme de Matt Reeves vai muito além da promessa de conflito do título
04/08/2017 - 10:22 - Natália Bridi
Ironicamente, Planeta dos Macacos é uma das franquias mais humanas da cultura pop. Sua discussão sensível sobre evolução, intelecto e dominação toca fundo nas falhas da humanidade. A ascensão dos símios e a decadência dos homens leva à reflexão sobre esses erros e a uma torcida sincera contra a própria espécie.
Em Planeta dos Macacos: A Guerra, Matt Reeves conclui o prelúdio para a história do filme de 1968 (baseado no livro do francês Pierre Boulle) com as mesmas urgências dos longas anteriores (A Origem, de 2011, e O Confronto, de 2014). O tom, porém, é diferente, em uma mistura bíblica de conflito e recomeço. É o ápice da evolução de César, mais articulado e calejado pela responsabilidade de proteger o seu bando. Os símios vivem com medo, reféns de um combate que não parece ter data para acabar.
O avanço da tecnologia de captura de performance e da computação gráfica tornam a experiência visceral. É possível ver Andy Serkis nos olhos de César e, ao mesmo tempo, esquecer completamente do elaborado processo necessário para que o personagem ganhe vida. O que se vê é de fato um chimpanzé que ama sua família, precisa guiar um povo e vencer um conflito na busca por uma vida civilizada. Serkis transcende camadas de equipamentos e entrega uma emoção genuína, com um grau de expressão e domínio do corpo impressionantes.
O peso das atuações em Planeta dos Macacos: A Guerra também está no elenco de apoio por captura de performance - o sábio orangotango Maurice (interpretado por Karin Konoval), os guerreiros Rocket e Luca (Terry Notary e Michael Adamthwaite) e o novato Bad Ape (um timing cômico preciso de Steve Zahn) - e no lado humano do conflito: a jovem Nova (Amiah Miller) e o Coronel (Woody Harrelson). A menina representa o retorno a uma condição mais primitiva e inocente (o bom selvagem), enquanto o personagem de Harrelson vai ao coração das trevas encontrar o Coronel Kurtz de Marlon Brando para mostrar a decadência do homem civilizado.
A influência de filmes como Apocalipse Now, A Ponte do Rio Kwai e Os Dez Mandamentos é explícita. Nessa amálgama de gêneros, Reeves, que assina o roteiro com Mark Bomback, conta uma história épica sem cair em maniqueísmos e vai muito além da promessa se guerra do título. O Coronel não é mero vilão na sua oposição a César, assim como o herói não é perfeito ou infalível. O encontro dos dois expõe a natureza complexa que determina a “humanidade” na busca pela sobrevivência. Relações embaladas com imponência pela trilha de Michael Giacchino, que alterna brutalidade e leveza em uma jornada de muitas camadas.
A trama emocional de A Guerra vem acompanhada de sequências de ação grandiosas. Reeves prova que sabe não só como usar todo o espaço da tela, mas posicionar sua câmera de forma a descentralizar o olhar do espectador. Mesmo quando trabalha com bandos, a ação não se torna maçante e nem perde o foco. A câmera acompanha os personagens, sem que a vida se perca em meio a tiros e explosões. O ritmo é construído alternando tocaia e conflito, drama e humor, em uma composição que nunca perde a força - as duas horas e vinte minutos do longa passam voando.
Planeta dos Macacos: A Guerra é uma experiência cinematográfica de qualidade técnica e alcance dramático. É o retorno do cinema clássico em embalagem tecnológica, feito para entreter, mas sem menosprezar seu público. A história de César não vai embora com o rolar dos créditos.
Apesar da crítica, eu particularmente gostei do filme.
Mais uma trilogia se encerra. Depois do bem sucedido retorno de Planeta dos Macacos: A
Origem, em 2011, o filme teve outro ótimo filme, Planeta dos Macacos: O Confronto, em 2014.
Agora em 2017, o ciclo se encerra de forma bastante edificante. César está de volta e seu
grupo é forçado a encarar um exército de soldados liderado por um coronel impiedoso e
sanguinário. Não vale a pena dizer muito mais sobre o enredo, que não há como negar, soa
repetitivo. Os efeitos especiais são de encher os olhos mais uma vez. É impressionante como a
aparência dos macacos é realista, e as batalhas e todo parte técnica é simplesmente
extraordinária. Andy Serkis mais uma vez dá vida a um personagem complexo e difícil. César é
o herói nato, em busca de justiça (mais uma vez). Woody Harrelson banca o Woody Harrelson
(como sempre). O filme tem uma narrativa ágil, efeitos espetaculares e uma história que
prende a atenção, mas essa sensação de mais do mesmo meio que cansa. Nada efetivamente
novo, e embora seja um final digno pra bela trilogia, fica aquela insistente sensação de déja vu
e falta de novidade. O filme vale a pena, mas causa a impressão de que não fará falta. Ótimos
momentos, alguns bem emotivos, diálogos muito bem desenvolvidos... e boa sessão pipoca.
Nada mais que isso.
Origem, em 2011, o filme teve outro ótimo filme, Planeta dos Macacos: O Confronto, em 2014.
Agora em 2017, o ciclo se encerra de forma bastante edificante. César está de volta e seu
grupo é forçado a encarar um exército de soldados liderado por um coronel impiedoso e
sanguinário. Não vale a pena dizer muito mais sobre o enredo, que não há como negar, soa
repetitivo. Os efeitos especiais são de encher os olhos mais uma vez. É impressionante como a
aparência dos macacos é realista, e as batalhas e todo parte técnica é simplesmente
extraordinária. Andy Serkis mais uma vez dá vida a um personagem complexo e difícil. César é
o herói nato, em busca de justiça (mais uma vez). Woody Harrelson banca o Woody Harrelson
(como sempre). O filme tem uma narrativa ágil, efeitos espetaculares e uma história que
prende a atenção, mas essa sensação de mais do mesmo meio que cansa. Nada efetivamente
novo, e embora seja um final digno pra bela trilogia, fica aquela insistente sensação de déja vu
e falta de novidade. O filme vale a pena, mas causa a impressão de que não fará falta. Ótimos
momentos, alguns bem emotivos, diálogos muito bem desenvolvidos... e boa sessão pipoca.
Nada mais que isso.
O melhor da trilogia.Na minha opiniao esse filme tem um enredo incrivel,tem comeco,meio e fim.Se parar para analisar esse filmao,ele fica como um importante licao.
Um bom filme de ficção, com um enredo bem elaborado e boa direção. É mais um drama na vida de uma população, nesse caso, dos macacos, do que um filme de guerra. É só colocar qualquer povo no lugar dos macacos e a história se encaixa perfeitamente. Os efeitos especiais e figurinos estão bem feitos e convincentes. É claro que não é nenhuma obra de arte e não havia pretensão disso, mas agrada bastante. A mensagem final dos macacos se afastando para lugares de difícil acesso, para evitar o confronto é bastante positiva, assim como as justificativas eternas para haver guerra, geralmente partindo de uma mente doentia. Vale a pena.
Tomou algumas decisões de roteiros no inicio e fim do filme que não me agradaram, mas no geral, foi tudo bem feito e de uma forma bem digna termina a trilogia.
critica completa no blog parsageeks.blogspot.com.br acessem.
critica completa no blog parsageeks.blogspot.com.br acessem.
Filmão, diversas surpresas. Na minha opinião não ficou claro se haverá continuação ou não pois
spoiler:
com a morte de César não sei se haveria motivos para continuar!
Filme repete todos os clichês de dominação social com o Cesar e a sua permanente cara de zangado. Woody Harrelson salva o filme com o seu protagonismo e carisma. Dá muito sono..zzzzzzzzzz
Embora Reeves derrape ocasionalmente (como nos momentos sentimentais, além de ser menos inspirado que O Confronto), trata-se de um raro blockbuster que desenvolve com complexidade os personagens, suas relações e motivações. Mais lento que o esperado, mas com muita força. O CGI é impressionante. Andy Serkis destrói a porra toda.
Um grandioso desfecho para a jornada do famoso César. Com mais uma bela atuação do Serkis, o qual é mestre nessa área. O filme traz uma tenção do início ao fim, faz você se importar mais e mais com os símios, mostrando até um lado humano da parte deles.
Visualmente não tem o que discutir, a beleza é fenomenal do início ao fim. Sentirei falta de ver César e seu "grupo" nas telonas, porém saí 100% satisfeito do cinema, com um final que já estava um tanto declarado, e o qual foi grandioso, vale lembrar a grande importância do Maurice na franquia. Para quem ainda não assistiu, corra para os cinemas pois vale muito a pena!
Visualmente não tem o que discutir, a beleza é fenomenal do início ao fim. Sentirei falta de ver César e seu "grupo" nas telonas, porém saí 100% satisfeito do cinema, com um final que já estava um tanto declarado, e o qual foi grandioso, vale lembrar a grande importância do Maurice na franquia. Para quem ainda não assistiu, corra para os cinemas pois vale muito a pena!
Num mercado cinematográfico tão confuso, cheio de remakes, rebots, filmes que servem só pra arrecadar dinheiro, a gente tem uma certeza, a franquia recente de "Planeta dos macacos" não decepciona, é quase um suspiro no meio do ano, o bom blockbuster está chegando, e é quase irônico que um filme sobre macacos em guerra contra os humanos consegue ser a coisa mais natural do cinema nos dias de hoje, e uma das franquias a onde melhores podemos personificar nós e a sociedade, disfarçado de um bom pipocão, com uma captura de movimentos impressionante, boas atuações e um bom roteiro, Matt Reeves termina a trilogia emocionando e encantando o publico e deixando no ar uma sensação de quero mais. O roteiro que até determinado momento parece linear, mas o mesmo se complica ao introduzir elementos antes desconhecidos da franquia, elementos esses que tinham tudo para dar errado, mas acontece o oposto, servem e contribuem para o desenrolar da trama. Contemplem a historia de César (Andy Serkis) e sua trupe de macacos, Gorilas e chimpanzés que após entrarem em confronto com um batalhão comandado por um maldoso coronel (Woody Harrelson), acaba por serem capturados pelo mesmo, o roteiro segue a linearidade, mas como eu já disse, se torna menos imprevisível e tem ramificações muito interessantes, apesar de conter alguns furos. "Planeta dos Macacos-A guerra" não é um historia de mocinhos e vilões, todos ali buscam sobrevivência, até a figura do coronel, ele não age por pura e unica maldade, ele realmente acredita no que faz, e que isso irá salvar a raça humana, e vê não apenas os macacos como ameaça, mas também os humanos infectados, e os macacos em questão, estão ali unica e exclusivamente tentando sobreviver e construir um legado, poderíamos nos personificar em qualquer um dos lados. Tecnicamente o filme conta um uma fotografia lindíssima, mesmo sendo grande parte de CGI, ela é extremamente viva e é quase tocável, temos florestas, água, neve, montanhas, terra, sempre com uma película escura (menos no final que muda para uma película amarela e faz uma referencia a" 2001: Uma odisseia no espaço"), temos também uma ótima edição e mixagem do som, uma montagem que mantem o ritmo do filme contante e instigante mesmo com as duas horas e meia, a onde mal temos diálogos falados, e claro, o ponto alto, a captura de movimentos, é algo completamente assustador e faz o telespectador as vezes perder o foco do filme pra ficar admirando esses detalhes, a tecnologia avançou, cezar ficou melhor, e agora humanizado, ele é assustadoramente incrível. E um dos grandes méritos de Cezar estar incrível no filme é do ator Andy Serkis que faz um trabalho de atuação, que mesmo com toda a tecnologia do mundo, sem o fator humano, Cezar ficaria vazio, e Andy Serkis tem que parar de ganhar citação da academia e começar a ganhar prêmios, e uma indicação ao Oscar pra já!, Outro que está incrível no filme é Woody Harrelson, mesmo sendo carinha conhecida na industria, Woody já tem uma cara de vilão ao natural, e aqui ele é muito bem usado, e quando acaba o filme você fica com vontade de ver mais cenas do coronel, pois tem poucas, alem do mais, todos os outros atores que fizeram os macacos estão ótimos, não há o que falar em termos de atuação. Matt Reeves agora tem um desafio com o novo filme do Batman, mas o diretor já se mostrou um ótimo diretor e sabe usar a tecnologia do cinema ao seu favor, fazendo filmes grandes e comercialmente lucrativos, mas ao mesmo tempo de qualidade. Reeves faz um filme que conta a odisseia dos macacos e quase oculta o elemento "ser-humano", ao menos fisicamente, pois ele nos instiga a nos personificar nesses macacos, é um filme que se utiliza muito da linguagem de sinais, contem poucos diálogos e mesmo assim amarra o publico, é uma historia de ascensão, queda e paz. "Planeta dos Macacos- A guerra" é um adeus, ao menos pelos próximos 10 anos, pois sabemos como é a industria...de qualquer jeito, é um ótimo filme.
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