Planeta dos Macacos: A Guerra
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Taiana G.
Taiana G.

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4,5
Enviada em 13 de agosto de 2017
| Crítica

Filme de Matt Reeves vai muito além da promessa de conflito do título

04/08/2017 - 10:22 - Natália Bridi

Ironicamente, Planeta dos Macacos é uma das franquias mais humanas da cultura pop. Sua discussão sensível sobre evolução, intelecto e dominação toca fundo nas falhas da humanidade. A ascensão dos símios e a decadência dos homens leva à reflexão sobre esses erros e a uma torcida sincera contra a própria espécie.

Em Planeta dos Macacos: A Guerra, Matt Reeves conclui o prelúdio para a história do filme de 1968 (baseado no livro do francês Pierre Boulle) com as mesmas urgências dos longas anteriores (A Origem, de 2011, e O Confronto, de 2014). O tom, porém, é diferente, em uma mistura bíblica de conflito e recomeço. É o ápice da evolução de César, mais articulado e calejado pela responsabilidade de proteger o seu bando. Os símios vivem com medo, reféns de um combate que não parece ter data para acabar.

O avanço da tecnologia de captura de performance e da computação gráfica tornam a experiência visceral. É possível ver Andy Serkis nos olhos de César e, ao mesmo tempo, esquecer completamente do elaborado processo necessário para que o personagem ganhe vida. O que se vê é de fato um chimpanzé que ama sua família, precisa guiar um povo e vencer um conflito na busca por uma vida civilizada. Serkis transcende camadas de equipamentos e entrega uma emoção genuína, com um grau de expressão e domínio do corpo impressionantes.

O peso das atuações em Planeta dos Macacos: A Guerra também está no elenco de apoio por captura de performance - o sábio orangotango Maurice (interpretado por Karin Konoval), os guerreiros Rocket e Luca (Terry Notary e Michael Adamthwaite) e o novato Bad Ape (um timing cômico preciso de Steve Zahn) - e no lado humano do conflito: a jovem Nova (Amiah Miller) e o Coronel (Woody Harrelson). A menina representa o retorno a uma condição mais primitiva e inocente (o bom selvagem), enquanto o personagem de Harrelson vai ao coração das trevas encontrar o Coronel Kurtz de Marlon Brando para mostrar a decadência do homem civilizado.

A influência de filmes como Apocalipse Now, A Ponte do Rio Kwai e Os Dez Mandamentos é explícita. Nessa amálgama de gêneros, Reeves, que assina o roteiro com Mark Bomback, conta uma história épica sem cair em maniqueísmos e vai muito além da promessa se guerra do título. O Coronel não é mero vilão na sua oposição a César, assim como o herói não é perfeito ou infalível. O encontro dos dois expõe a natureza complexa que determina a “humanidade” na busca pela sobrevivência. Relações embaladas com imponência pela trilha de Michael Giacchino, que alterna brutalidade e leveza em uma jornada de muitas camadas.

A trama emocional de A Guerra vem acompanhada de sequências de ação grandiosas. Reeves prova que sabe não só como usar todo o espaço da tela, mas posicionar sua câmera de forma a descentralizar o olhar do espectador. Mesmo quando trabalha com bandos, a ação não se torna maçante e nem perde o foco. A câmera acompanha os personagens, sem que a vida se perca em meio a tiros e explosões. O ritmo é construído alternando tocaia e conflito, drama e humor, em uma composição que nunca perde a força - as duas horas e vinte minutos do longa passam voando.

Planeta dos Macacos: A Guerra é uma experiência cinematográfica de qualidade técnica e alcance dramático. É o retorno do cinema clássico em embalagem tecnológica, feito para entreter, mas sem menosprezar seu público. A história de César não vai embora com o rolar dos créditos. 

Apesar da crítica, eu particularmente gostei do filme. 
Eduardo Santos
Eduardo Santos

340 seguidores 183 críticas Seguir usuário

3,0
Enviada em 11 de agosto de 2017
Mais uma trilogia se encerra. Depois do bem sucedido retorno de Planeta dos Macacos: A
Origem, em 2011, o filme teve outro ótimo filme, Planeta dos Macacos: O Confronto, em 2014.
Agora em 2017, o ciclo se encerra de forma bastante edificante. César está de volta e seu
grupo é forçado a encarar um exército de soldados liderado por um coronel impiedoso e
sanguinário. Não vale a pena dizer muito mais sobre o enredo, que não há como negar, soa
repetitivo. Os efeitos especiais são de encher os olhos mais uma vez. É impressionante como a
aparência dos macacos é realista, e as batalhas e todo parte técnica é simplesmente
extraordinária. Andy Serkis mais uma vez dá vida a um personagem complexo e difícil. César é
o herói nato, em busca de justiça (mais uma vez). Woody Harrelson banca o Woody Harrelson
(como sempre). O filme tem uma narrativa ágil, efeitos espetaculares e uma história que
prende a atenção, mas essa sensação de mais do mesmo meio que cansa. Nada efetivamente
novo, e embora seja um final digno pra bela trilogia, fica aquela insistente sensação de déja vu
e falta de novidade. O filme vale a pena, mas causa a impressão de que não fará falta. Ótimos
momentos, alguns bem emotivos, diálogos muito bem desenvolvidos... e boa sessão pipoca.
Nada mais que isso.
Cláudio D.
Cláudio D.

1 seguidor 1 crítica Seguir usuário

5,0
Enviada em 11 de agosto de 2017
O melhor da trilogia.Na minha opiniao esse filme tem um enredo incrivel,tem comeco,meio e fim.Se parar para analisar esse filmao,ele fica como um importante licao.
Juarez Vilaca
Juarez Vilaca

2.918 seguidores 393 críticas Seguir usuário

3,5
Enviada em 10 de agosto de 2017
Um bom filme de ficção, com um enredo bem elaborado e boa direção. É mais um drama na vida de uma população, nesse caso, dos macacos, do que um filme de guerra. É só colocar qualquer povo no lugar dos macacos e a história se encaixa perfeitamente. Os efeitos especiais e figurinos estão bem feitos e convincentes. É claro que não é nenhuma obra de arte e não havia pretensão disso, mas agrada bastante. A mensagem final dos macacos se afastando para lugares de difícil acesso, para evitar o confronto é bastante positiva, assim como as justificativas eternas para haver guerra, geralmente partindo de uma mente doentia. Vale a pena.
Alan David
Alan David

17.183 seguidores 685 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 10 de agosto de 2017
Tomou algumas decisões de roteiros no inicio e fim do filme que não me agradaram, mas no geral, foi tudo bem feito e de uma forma bem digna termina a trilogia.

critica completa no blog parsageeks.blogspot.com.br acessem.
Samuel A.
Samuel A.

1 crítica Seguir usuário

5,0
Enviada em 10 de agosto de 2017
Filmão, diversas surpresas. Na minha opinião não ficou claro se haverá continuação ou não pois spoiler: com a morte de César não sei se haveria motivos para continuar!
Nelson J
Nelson J

51.035 seguidores 1.978 críticas Seguir usuário

2,0
Enviada em 9 de agosto de 2017
Filme repete todos os clichês de dominação social com o Cesar e a sua permanente cara de zangado. Woody Harrelson salva o filme com o seu protagonismo e carisma. Dá muito sono..zzzzzzzzzz
Júnior S.
Júnior S.

1.193 seguidores 269 críticas Seguir usuário

4,5
Enviada em 1 de janeiro de 2018
Embora Reeves derrape ocasionalmente (como nos momentos sentimentais, além de ser menos inspirado que O Confronto), trata-se de um raro blockbuster que desenvolve com complexidade os personagens, suas relações e motivações. Mais lento que o esperado, mas com muita força. O CGI é impressionante. Andy Serkis destrói a porra toda.
Gonelli
Gonelli

2 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 9 de agosto de 2017
Um grandioso desfecho para a jornada do famoso César. Com mais uma bela atuação do Serkis, o qual é mestre nessa área. O filme traz uma tenção do início ao fim, faz você se importar mais e mais com os símios, mostrando até um lado humano da parte deles.
Visualmente não tem o que discutir, a beleza é fenomenal do início ao fim. Sentirei falta de ver César e seu "grupo" nas telonas, porém saí 100% satisfeito do cinema, com um final que já estava um tanto declarado, e o qual foi grandioso, vale lembrar a grande importância do Maurice na franquia. Para quem ainda não assistiu, corra para os cinemas pois vale muito a pena!
Anderson  G.
Anderson G.

1.369 seguidores 397 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 8 de agosto de 2017
Num mercado cinematográfico tão confuso, cheio de remakes, rebots, filmes que servem só pra arrecadar dinheiro, a gente tem uma certeza, a franquia recente de "Planeta dos macacos" não decepciona, é quase um suspiro no meio do ano, o bom blockbuster está chegando, e é quase irônico que um filme sobre macacos em guerra contra os humanos consegue ser a coisa mais natural do cinema nos dias de hoje, e uma das franquias a onde melhores podemos personificar nós e a sociedade, disfarçado de um bom pipocão, com uma captura de movimentos impressionante, boas atuações e um bom roteiro, Matt Reeves termina a trilogia emocionando e encantando o publico e deixando no ar uma sensação de quero mais. O roteiro que até determinado momento parece linear, mas o mesmo se complica ao introduzir elementos antes desconhecidos da franquia, elementos esses que tinham tudo para dar errado, mas acontece o oposto, servem e contribuem para o desenrolar da trama. Contemplem a historia de César (Andy Serkis) e sua trupe de macacos, Gorilas e chimpanzés que após entrarem em confronto com um batalhão comandado por um maldoso coronel (Woody Harrelson), acaba por serem capturados pelo mesmo, o roteiro segue a linearidade, mas como eu já disse, se torna menos imprevisível e tem ramificações muito interessantes, apesar de conter alguns furos. "Planeta dos Macacos-A guerra" não é um historia de mocinhos e vilões, todos ali buscam sobrevivência, até a figura do coronel, ele não age por pura e unica maldade, ele realmente acredita no que faz, e que isso irá salvar a raça humana, e vê não apenas os macacos como ameaça, mas também os humanos infectados, e os macacos em questão, estão ali unica e exclusivamente tentando sobreviver e construir um legado, poderíamos nos personificar em qualquer um dos lados. Tecnicamente o filme conta um uma fotografia lindíssima, mesmo sendo grande parte de CGI, ela é extremamente viva e é quase tocável, temos florestas, água, neve, montanhas, terra, sempre com uma película escura (menos no final que muda para uma película amarela e faz uma referencia a" 2001: Uma odisseia no espaço"), temos também uma ótima edição e mixagem do som, uma montagem que mantem o ritmo do filme contante e instigante mesmo com as duas horas e meia, a onde mal temos diálogos falados, e claro, o ponto alto, a captura de movimentos, é algo completamente assustador e faz o telespectador as vezes perder o foco do filme pra ficar admirando esses detalhes, a tecnologia avançou, cezar ficou melhor, e agora humanizado, ele é assustadoramente incrível. E um dos grandes méritos de Cezar estar incrível no filme é do ator Andy Serkis que faz um trabalho de atuação, que mesmo com toda a tecnologia do mundo, sem o fator humano, Cezar ficaria vazio, e Andy Serkis tem que parar de ganhar citação da academia e começar a ganhar prêmios, e uma indicação ao Oscar pra já!, Outro que está incrível no filme é Woody Harrelson, mesmo sendo carinha conhecida na industria, Woody já tem uma cara de vilão ao natural, e aqui ele é muito bem usado, e quando acaba o filme você fica com vontade de ver mais cenas do coronel, pois tem poucas, alem do mais, todos os outros atores que fizeram os macacos estão ótimos, não há o que falar em termos de atuação. Matt Reeves agora tem um desafio com o novo filme do Batman, mas o diretor já se mostrou um ótimo diretor e sabe usar a tecnologia do cinema ao seu favor, fazendo filmes grandes e comercialmente lucrativos, mas ao mesmo tempo de qualidade. Reeves faz um filme que conta a odisseia dos macacos e quase oculta o elemento "ser-humano", ao menos fisicamente, pois ele nos instiga a nos personificar nesses macacos, é um filme que se utiliza muito da linguagem de sinais, contem poucos diálogos e mesmo assim amarra o publico, é uma historia de ascensão, queda e paz. "Planeta dos Macacos- A guerra" é um adeus, ao menos pelos próximos 10 anos, pois sabemos como é a industria...de qualquer jeito, é um ótimo filme.
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