Planeta dos Macacos: A Guerra: Críticas - Página 2
Planeta dos Macacos: A Guerra
Média
4,3
3493 notas
66 Críticas do usuário
5
24 críticas
4
22 críticas
3
10 críticas
2
4 críticas
1
2 críticas
0
4 críticas
Organizar por
Críticas mais úteisCríticas mais recentesPor usuários que mais publicaram críticasPor usuários com mais seguidores
Filtrar por:
Tudo
Diogo Codiceira
24 seguidores
897 críticas
Seguir usuário
4,5
Enviada em 10 de outubro de 2024
Nesse terceiro filme a excelência gráfica e a atuação de Andy Serkis ao olhos de César permanecem impecáveis. O elenco mais uma vez é renovado nesse filme e conta com a experiência de Woody Jarrelson e a jovem Amiah Miller para fazer parte do núcleo humano do filme. O interessante nesse filme é que ele não fica preso em seu título "guerra", na verdade vai muito mais além disso. Aqui vemos o César no auge do seu desenvolvimento, com bastante tempo na liderança entre os macacos, mas com as constantes crises e conflitos com humanos que agora aprimoram a sua tecnologia para tentar combater os macacos. A entrada do núcleo humano é algo perfeito, pois aqui encontramos uma criança humana chamada Nova (Amiah Miller) que corresponde a inocente, a "bom selvagem" e por outro lado um coronel linha dura (Woody Harrelson) que nada mais é a representação da decadência do homem "civilizado". Evidentemente que o coronel não é um vilão único e exclusivo contra césar, aqui temos conflitos e problemas que compete aos humanos que interferiu de alguma forma na vida do coronel. A trama desse filme explora bastante o lado emocional principalmente nas relações familiares e de amigos. Mas temos grandes cenas de ações no seu último ato. No geral, vemos nesse filme o retorno de algo clássico abraçado com a tecnologia do cinema para sua época.
Excelente. Continuidade da saga dos planetas dos macacos, o mesmo nível do da Origem. Algumas cenas Lembram muito o Apocalipse Now, vale a pena assistir pra conferir.
Gostei do filme e só não considero nota cinco devido a boa parte do filme não ter ação. Bom roteiro e algumas cenas parecidas com o " Rambo". A parte comica ficou legal e o macaquinho se vestia como humano agradou a todos na platéia do cinema, muito bom este personagem.
Esse filme fez com que a trilogia Planeta dos Macacos se torne uma das melhores trilogias dos últimos anos, filme dramático e minimalista que conta com uma direção excelente e um roteiro muito bom, mesmo com alguns probleminhas que o impedem de ser um filme impecável ainda continua sendo um filmaço que deve ser assistido.
Filmaço, fechou a trilogia com chave de ouro, o melhor filmes dos três. Nós humanos temos muito a que evoluir ainda, cometemos os mesmos erros grotescos , ridículos, no filme os macacos, estão ficando muito superior a nós mesmos , na capacidade de raciocinar e falar.
Espetáculo! Souberam realmente fechar a trilogia com estilo! Filme nada clichê! Super bem desenvolvida a trama, história coerente e cativante! Interpretação de César(Andy Serkis) espetacular! Combate bem interessante! Gostei do toque cômico com o Bad monkey!! Recomendo!!!
spoiler: Ver o olhar revigorante do César junto com essa trilha sonora, expressou muito sobre ele.
No primeiro filme temos cenas dele assustado, e recebendo apoio familiar em casa situação, o formulou muito bem, e apesar do Maurice ser o mais inteligente emocionalmente de todos os macacos até aqui, foi uma ótima introdução mostrado nessa primeira saga. Espero que a próxima entregue algo parecido, apesar de achar que na próxima saga pelo menos, o foco deve ser outro, pra então na última saga, voltar o foco para descobrimento e decisões que moldaram os personagens e uma nova sociedade...? É o que acho, e aqui por hora, essa saga se encerrou muito bem, deixando o César marcado no coração.
Com certeza, facilmente recomendaria para qualquer um.
O filme consegue não apenas manter o nível de seus antecessores mas também se destaca como o melhor dessa nova fase do universo de Planeta dos Macacos.
Filme de Matt Reeves vai muito além da promessa de conflito do título
04/08/2017 - 10:22 - Natália Bridi
Ironicamente, Planeta dos Macacos é uma das franquias mais humanas da cultura pop. Sua discussão sensível sobre evolução, intelecto e dominação toca fundo nas falhas da humanidade. A ascensão dos símios e a decadência dos homens leva à reflexão sobre esses erros e a uma torcida sincera contra a própria espécie.
Em Planeta dos Macacos: A Guerra, Matt Reeves conclui o prelúdio para a história do filme de 1968 (baseado no livro do francês Pierre Boulle) com as mesmas urgências dos longas anteriores (A Origem, de 2011, e O Confronto, de 2014). O tom, porém, é diferente, em uma mistura bíblica de conflito e recomeço. É o ápice da evolução de César, mais articulado e calejado pela responsabilidade de proteger o seu bando. Os símios vivem com medo, reféns de um combate que não parece ter data para acabar.
O avanço da tecnologia de captura de performance e da computação gráfica tornam a experiência visceral. É possível ver Andy Serkis nos olhos de César e, ao mesmo tempo, esquecer completamente do elaborado processo necessário para que o personagem ganhe vida. O que se vê é de fato um chimpanzé que ama sua família, precisa guiar um povo e vencer um conflito na busca por uma vida civilizada. Serkis transcende camadas de equipamentos e entrega uma emoção genuína, com um grau de expressão e domínio do corpo impressionantes.
O peso das atuações em Planeta dos Macacos: A Guerra também está no elenco de apoio por captura de performance - o sábio orangotango Maurice (interpretado por Karin Konoval), os guerreiros Rocket e Luca (Terry Notary e Michael Adamthwaite) e o novato Bad Ape (um timing cômico preciso de Steve Zahn) - e no lado humano do conflito: a jovem Nova (Amiah Miller) e o Coronel (Woody Harrelson). A menina representa o retorno a uma condição mais primitiva e inocente (o bom selvagem), enquanto o personagem de Harrelson vai ao coração das trevas encontrar o Coronel Kurtz de Marlon Brando para mostrar a decadência do homem civilizado.
A influência de filmes como Apocalipse Now, A Ponte do Rio Kwai e Os Dez Mandamentos é explícita. Nessa amálgama de gêneros, Reeves, que assina o roteiro com Mark Bomback, conta uma história épica sem cair em maniqueísmos e vai muito além da promessa se guerra do título. O Coronel não é mero vilão na sua oposição a César, assim como o herói não é perfeito ou infalível. O encontro dos dois expõe a natureza complexa que determina a “humanidade” na busca pela sobrevivência. Relações embaladas com imponência pela trilha de Michael Giacchino, que alterna brutalidade e leveza em uma jornada de muitas camadas.
A trama emocional de A Guerra vem acompanhada de sequências de ação grandiosas. Reeves prova que sabe não só como usar todo o espaço da tela, mas posicionar sua câmera de forma a descentralizar o olhar do espectador. Mesmo quando trabalha com bandos, a ação não se torna maçante e nem perde o foco. A câmera acompanha os personagens, sem que a vida se perca em meio a tiros e explosões. O ritmo é construído alternando tocaia e conflito, drama e humor, em uma composição que nunca perde a força - as duas horas e vinte minutos do longa passam voando.
Planeta dos Macacos: A Guerra é uma experiência cinematográfica de qualidade técnica e alcance dramático. É o retorno do cinema clássico em embalagem tecnológica, feito para entreter, mas sem menosprezar seu público. A história de César não vai embora com o rolar dos créditos.
Apesar da crítica, eu particularmente gostei do filme.
Caso você continue navegando no AdoroCinema, você aceita o uso de cookies. Este site usa cookies para assegurar a performance de nossos serviços.
Leia nossa política de privacidade