Melhor filme de 2014. Melhor entre os 8 indicados ao Oscar. Não é somente sobre música ou Jazz. Se fosse só isso já seria um filmaço. Mas é tb um dos melhores filmes sobre foco e superação dos últimos anos. Olho em Sundance, lá sim eles sabem escolher.
Andrew Neiman é um baterista de jazz que, como todos nós, anseia o reconhecimento, quer deixar sua marca no mundo. Wiplash é denso, intenso; um ensaio sobre a vontade. É uma história escrita com sangue, suor e lágrimas onde a vontade impera sobre o limite, um limite ténue de uma vida dedicada à perfeição.
"Whiplash - em busca da perfeição" é ótimo, uma rara obra que cumpre o que promete (ignoremos o subtítulo desnecessário, praticamente um spoiler). Miles Teller cumpre com destreza a proposta - jovem de talento, tem muito para mostrar ainda -, mas é J. K. Simmons quem quase carrega o filme nas costas, abusando de uma personagem rica (um professor agressivo, física e verbalmente, de tão perfeccionista) e de um roteiro muito bom. Tecnicamente, tudo é bem executado, sem brilhantismo, mas com qualidade. Destaque para a edição e a mixagem de som, elementos técnicos que se destacaram a ponto de receberem indicação ao Oscar. Aliás, concorre também a melhor filme, como homenagem pela exposição crua de uma reflexão necessária: até que ponto vale a pena abdicar dos prazeres comuns em prol de uma posição de destaque? A bem da verdade, são várias as reflexões possíveis - exemplos: os fins justificam os meios?; é possível atingir a perfeição?; objetivos são atingidos apenas com sofrimento? É aqui que reside o que "Whiplash" tem de maravilhoso e garantiu também a indicação a melhor roteiro adaptado - roteiro que é composto até mesmo de um plot twist, referente ao grand finale, digno dos melhores. O bom filme é o que se expande, o que sai da tela e deixa o espectador refletindo - além, é claro, de entreter. Melhor dizendo, cinema de qualidade é o que cria expectativas antes de assistir ao filme, entretém (fascina, emociona, comove, surpreende, alucina, diverte, encanta etc.) durante sua exibição e permite a reflexão após ser assistido. Cinema de qualidade mexe com o espectador. E isso "Whiplash" soube fazer. Mérito especial para J. K. Simmons, que, com uma personagem densa, complexa e interessante, desempenhou uma interpretação sensacional (tanto que concorre ao Oscar) e é a grande estrela. É Simmons quem provoca a maioria das emoções. E o conjunto da obra, as reflexões. Bom se todos os filmes fossem assim.
Com uma direção impecável de Damien Chazelle e atuação de tirar o fôlego de J.K. Simmons, o filme encanta e prende a atenção do telespectador desde o início. Narra a batalha do ser humano em busca da perfeição , seus pecados, ilusões, quedas e barreiras. Serve como inspiração e exemplo demonstrando os excessos e persistência que muitas vezes nos leva a ascensão ou a própria queda. Trilha sonora soberba e envolvente. Aconselho a todos!
Caraca que filme espetacular!Indicado merecidamente a um dos melhores filmes do ano do oscar,Eu sinceramente espero que ele ganhe,Ele é perfeito do inicio ao fim,Eu mesmo que não sou muito fã de musica adorei!Qualquer um pode gostar!
Não achei tãaaaaao espetacular como todos estão falando não... Claro, é um bom filme, em vários aspectos, mas achei o roteiro meio "reto" (não achei outra palavra pra expressar melhor)... como se o filme fosse só o meio de uma historia. Sem contar que é carregado de clichês. Mas fora isso é um filme muito bom. Elenco, fotografia, edição e mixagem de som nota 10
Whiplash- Em Busca da Perfeição. O título brasileiro já entregou mastigado. Um jovem de 19 anos tentando ser o melhor. É uma história que todos já vimos, de alguém que quer se destacar, e se dedica muito pra conseguir. Os diálogos do filme também são assim, mastigados. E isso foi o que me encantou. Não é aquele drama enrolado, que te obriga a pensar o que realmente os personagens estão dizendo, sentindo e/ou pensando. No filme, o que é pra ser visto é visto e o que é pra ser ouvido é ouvido, e tudo muito bem. A atuação é muito boa, principalmente do J.K. Simmons, (merece sim o Oscar de Melhor Ator Coadjuvante),e logo deixa claro que ele é o pé no saco da história, assim como a do Milles Teller deixa claro que o personagem realmente é bom, realmente quer aquilo, e realmente esta suando, ou sangrando. É um filme simples feito por quem sabe fazer, e ainda sim te surpreende, da primeira a última cena.
Whiplash inicia a maratona de análises aos indicados ao Oscar do Pitacos Cinematográficos. O longa concorre a 5 categorias: melhor filme, melhor ator coadjuvante (J.K. Simmons) e roteiro adaptado, além de 2 categorias técnicas, edição e mixagem sonora.
No filme, Andrew (Miles Teller), um jovem baterista estudante de música sonha em ser o maior músico de jazz de todos os tempos, e encontra um rígido professor, Fletcher (J.K. Simmons) que pressiona seus alunos a ultrapassarem seus limites em busca da perfeição.
Rígido professor, aliás, é um eufemismo. Fletcher por vezes parece ser a essência do mal, abusando de seus alunos com ofensas, grosserias e humilhações. No entanto, o roteirista/diretor se esforça em não estereotipar sua personagem, mostrando, em alguns momentos, Fletcher sendo simpático e afetuoso, numa clara mensagem de que ele não é o capeta encarnado, mas apenas um ser humano comum, com seus defeitos e qualidades.
Andrew, por seu lado, é um jovem bastante introvertido e antissocial. Não se preocupa em ter amigos ou namorada, seu único objetivo é ser o maior baterista de todos os tempos, e está disposto a tudo para conseguir isso. Até mesmo aguentar toda a dor física necessária nas longas horas de treino com as baquetas e a dor psicológica da constante pressão exercida por Fletcher. Tal obsessão fica muito próxima ao fanatismo.
O clima de tensão percorre todo o filme. O espectador se sente incomodado com a situação por que passa Andrew. Certamente todos ser perguntarão o porquê dele não jogar tudo pro alto. Mas é justamente a sua obstinação que conduz o filme. Seu sonho de ser lembrado o faz enfrentar todos os desafios. Não que isso seja considerado louvável ou execrável. Em uma excelente cena do filme Andrew está em um jantar de família e quem é tido em mais alta estima são seus primos, um que é jogador de futebol americano em um time de 3ª divisão universitária e outro que conseguiu um emprego na ONU, sendo que ele, mesmo se destacando na melhor escola de música do mundo, é desprezado.
Enfim, o tal sonho de grandeza de Andrew, mesmo que bem sucedido, não o fará ser um herói aclamado por multidões, mas somente admirado pelos poucos entendidos em jazz.
Os atores principais entregam atuações muito intensas e conseguem fugir do estereótipo. Fletcher não é somente maldade e Andrew não é somente obstinação. Além disso, é surpreendente saber que Miles Teller realmente tocou a bateria em altíssimo nível em todas as cenas, apesar de ter um dublê. Em algumas das cenas o sangue que ele espirra na bateria é real. Tom Cruise se pendurando nos prédios parece brincadeira perto disso. E em breve eles será o protagonista na nova versão do Quarteto Fantástico. Podemos estar vendo o nascimento de um futuro astro. E o veterano J.K. Simmons merece com louvor sua indicação ao prêmio de melhor ator coadjuvante.
A direção também é bem conduzida, tirando o máximo da simplicidade dos cenários, em um filme cujo orçamento ficou em modestos 3 milhões de dólares (para comparação, Êxodo custou 140 milhões). E a edição contribui para manter o ritmo na métrica adequada durante todo o tempo, estabelecendo uma ótima ligação com a trilha sonora.
Assim, o filme que tira o espectador de seu lugar de conforto, traz uma boa história em que cada um pode buscar suas lições, é bem dirigido e apresenta grandes atuações. Mais digno de Oscar do que várias produções medianas que levaram o prêmio nos últimos anos, como O Discurso do Rei.
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