Beasts of No Nation
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4,3
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Kamila A.
Kamila A.

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3,5
Enviada em 13 de abril de 2016
Beasts of No Nation, filme dirigido e escrito por Cary Joji Fukunaga, já tem seu nome marcado na história do cinema por ter sido o primeiro filme original produzido pelo sistema de streaming Netflix, que adquiriu os direitos de distribuição mundial da obra, lançando-a simultaneamente online e nos cinemas – o que causou uma polêmica enorme, principalmente entre as grandes de redes de cinema dos Estados Unidos, que boicotaram o filme, relegando-o a um lançamento limitado nos cinemas pequenos e independentes do país.

O filme é centrado na figura de Agu (Abraham Attah), um menino africano que vê a sua família ser destruída no meio de uma guerra civil de uma nação sem nome. Em consequência disso, Agu acaba sendo “acolhido” pela tropa rebelde liderada pelo Comandante (Idris Elba), que lhe abraça como um filho e o treina como um soldado-criança, uma máquina de violência, uma fera, que encara os fronts de batalhas como se fosse um verdadeiro adulto.

Ou seja, Beasts of No Nation é uma história que mostra a perda da inocência por parte de Agu, que, no meio de todo esse conflito, entra em contato com o sentimento de perda, com a violência, com o uso de drogas, com a crueldade e é, literalmente, obrigado a fazer e a testemunhar atos que nunca deveriam ser feitos ou vistos por uma criança como ele. Por isso mesmo, Beasts of No Nation acaba sendo uma obra muito difícil de se assistir – ainda mais porque sabemos que a realidade retratada por Cary Joji Fukunaga (responsável também pela excelente direção de fotografia do filme) é muito condizente com o que ocorre nos países africanos que vivem envolvidos em disputas de poder.

Chega a ser impressionante, por isso mesmo, acompanhar a evolução da atuação do estreante Abraham Attah, especialmente a partir do momento em que ele encara um verdadeiro embate dramático com Idris Elba, que está magnético e excelente como o Comandante que exerce uma influência enorme sobre os seus subordinados – que são mesmo capazes de tudo por ele. Mas, a mensagem mais positiva que adquirimos ao assistir a Beasts of No Nation é que, mesmo diante de tanto sofrimento e violência, o que Agu mais queria era a oportunidade de ser criança novamente, de ver a sua família reconstruída e, principalmente, de reencontrar a paz e a alegria que ele foi forçado a perder. Isso está presente nos seus diálogos com Deus, no decorrer do filme, e na sua própria consciência diante de tudo aquilo que ele pratica.
Vitor Araujo
Vitor Araujo

3.873 seguidores 618 críticas Seguir usuário

3,5
Enviada em 13 de julho de 2019
História trágica e brutal sobre guerra africana e a perda da inocência precoce de crianças. Cliché, porém impactante.
Alan David
Alan David

17.183 seguidores 685 críticas Seguir usuário

3,5
Enviada em 23 de abril de 2016
Um filme sobre a evolução forçada de um garoto dentro de uma Guerra Civil da África do Sul, tem cenas fortes, só que devido a queda de evolução do personagem de Idris Elba, o filme foi perdendo o interesse, apesar de entender que o foco era o garoto, é um bom filme, só que esperasse que fosse mais marcante.
Alvaro Triano
Alvaro Triano

98 seguidores 97 críticas Seguir usuário

3,5
Enviada em 20 de outubro de 2015
O novo e primeiro filme da revolucionária empresa californiana ( Netflix), chega com uma áurea de transmidia ao ser exibido, simultaneamente, na plataforma on demand e em cinemas selecionados. Beasts Of No Nation foi baseado no romance do autor descendente de nigerianos Uzodinma Iweala, e é um filme violento, que trata da perda de inocência de um garoto para a guerra africana. Foi escrito, dirigido e fotografado pelo versátil Cary Fukunaga, sim, o diretor da brilhante série True Detective. O longa é contado pela ótica de Agu (Abraham Attah) um garoto que vive o terror da guerra, e que vê sua família sendo morta pelas forças militares do país, se refugiando em uma milícia rebelde denominada de Força de Defesa Local (FDL), liderados pelo destemido Comandante (Idris Elba), logo, o filme todo vai tratar dessa conversão da infância perdida para o menino-soldado.
O inicio do longa já mostra de cara a qualidade da produção da Netflix, e como o serviço de streaming leva a sério suas escolhas artísticas. Temos no primeiro ato a figuração da inocência transmitida pela carcaça de uma TV velha, onde as crianças africanas brincam em meio aos destroços bélicos da guerrilha local. A criatividade das lentes de Fukunaga são de uma excelência cirúrgica, que em vários momentos nos remetem a pantanosa Louisiana de True Detective, assim como a composição fotográfica, capturando o ambiente natural e todo o peso da violência. Beasts Of No Nation tem uma narrativa integral de voice over, onde Agu transmite todo o sofrimento de sua vida sem nunca perder a fé e esperança, mesmo após a cerimônia de iniciamento a guerrilha, feita por um ritual religioso, ou mesmo diante dos abusos e contatos com as drogas, passagens que o transformaram em um menino-guerrilheiro cruel. O filme tem sua redenção no ato final, onde fica nas entrelinhas a vista da praia e um possível novo horizonte para os meninos de guerra.
Bruno Maschi
Bruno Maschi

444 seguidores 215 críticas Seguir usuário

3,5
Enviada em 18 de dezembro de 2015
Beasts of No Nation é um filme muito bem feito e dirigido, com uma história adaptada muito intessante, gostei muito dos detalhes, das atuações e da trilha sonora do filme, ainda assim ele é cansativo e demora, com um ritmo bem lento.
Vilmar O.
Vilmar O.

2.033 seguidores 357 críticas Seguir usuário

3,5
Enviada em 14 de dezembro de 2015
Um belo exemplo de falência de políticas tribais na África, todo um sistema falido e chegando ao extremo de recrutar crianças para serem soldados de causas perdidas.

Apesar do excesso de requintes de tristeza e crueldade, é um bom filme. Situação bem difícil para uma criança se recuperar depois de ser um soldado guerrilheiro. Pior que a África é cheia destes "comandantes" alucinados lutando por causas pessoais em guerras civis e fingindo que é pelo povo.

O Idris Elba mandou bem neste papel. É de fato uma boa indicação para o Globo de Ouro 2016.
Gustavo B.
Gustavo B.

7 seguidores 39 críticas Seguir usuário

3,0
Enviada em 4 de agosto de 2016
Um Filme de produção independente que mostra ao mundo um pouco que acontece em solo africano, onde crianças, mulheres e homens são submetidas a diversos tipos de abusos em um pais que esta sempre em clima de guerra, onde a fome e a sede imperam, O filme retrata a vida de um menino de uma pequena cidade que tenta ser feliz se divertir como pode (cena da tv e sensacional) em um piscar de olhos a vida desse garoto e de sua família muda da noite para o dia vivem um verdadeiro inferno. muito bem dirigido, excelentes atuações.
Otaliernes M.
Otaliernes M.

3 seguidores 9 críticas Seguir usuário

3,5
Enviada em 3 de janeiro de 2016
Intenso, realista e duro, mais uma produção da netflix que mostra que o nível de qualidade está crescendo a cada dia.
Vilma Aparecida
Vilma Aparecida

5 seguidores 50 críticas Seguir usuário

3,5
Enviada em 7 de janeiro de 2022
É forte. Retrata bem a realidade, pena que uma realidade sofrida. Bela atuação das crianças, aliás parabéns para os atores envolvidos! Só acho que deveriam ter encurtado um pouco a história porque ficou um pouco cansativo. Mas resumindo é um bom filme.
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