Críticas mais úteisCríticas mais recentesPor usuários que mais publicaram críticasPor usuários com mais seguidores
Filtrar por:
Tudo
Anderson A
28 seguidores
87 críticas
Seguir usuário
3,5
Enviada em 6 de maio de 2015
Filme forte, com uma passagem pela realidade do nosso dia a dia, trem, igreja da Penha, enfim...Destaque para a impecável dupla Leandra Leal e Milhem Cortaz, fazem o filme tornar-se bom, pois o conteúdo em si é muito pesado. Dentro do cenário nacional se destaca com certeza, mas se o elenco fosse de atores sem nome no mercado e com uma atuação apagada, com certeza ele nem bom seria.
Realmente uma obra-prima nacional,um ótimo roteiro,e claro ótima atuação de todo o elenco,o longa desde o inicio te chama a atença pelo sequestro da menina até o final do filme,onde surpreende bastante pelo lado sombrio que o filme se torna ao decorrer da historia,juntamente com a personagem principal, Rosa(Leandra Leal)que no começo mostra ser uma doce mulher,porém no decorrer da historia se mostra uma mulher má e vingativa,Leandra Leal dá um show pela sua atuação,roubando a cena e mostrando que temos ótimos atores,filme realmente impressionante.
Um excelente suspense/drama/policial brasileiro, tem final angustiante e surpreendente. Gosto muito do trabalho de Leandra Leal desde o filme O homem que copiava, de 2003, com Lázaro Ramos, e em O Lobo Atrás da Porta ela tem uma atuação impecável! Vale a pena assistir!
É de tirar o fôlego, o filme te prende do início ao fim, apesar do enredo vagaroso (mas isto é um ponto positivo NESTE filme). Parabéns ao cinema nacional.
O filme é horrível, dá sono, lento e o final realmente é surpreendente, mas não consegue diminuir o lixo que é o decorrer do filme. Não percam tempo com esse lixo brasileiro!
Será possível que na gigantesca maioria dos filmes brasileiros precisam de cenas de sexo para deixar o filme melhorzinho? Ou é por falta de criatividade que fazem isso? Alguém precisa comunicar aos produtores de filmes nacionais que existem sites dedicados para sexo e que não há necessidade desse forte apelo nos filmes.
Para criar um roteiro cada profissional procura inspiração em diversas fontes. Algumas vezes é através de um livro, outras pura inspiração. Podem utilizar alguma experiência ou fato pessoal, ter escutado uma história de um amigo, expor suas dúvidas existenciais, pegar uma notícia de jornal etc. Neste caso, o último citado, entra como uma luva na mão. O diretor/roteirista Fernando Coimbra parece ter realizado seu roteiro em uma consulta a jornais. Adicionado a essa ideia, o seu mise en scène e uma atuação muito boa de seus atores, Fernando Coimbra dirigiu seu primeiro longa como se fosse veterano. Ao buscar sua filha na escola, Sylvia (Fabiula Nascimento) é surpreendida ao receber a notícia de que uma mulher que se dizia amiga dela veio busca-la nesse dia por ela ter ligado e avisado que estava doente. Alegando que não telefonou para a escola em nenhum momento e que tenha dado autorização para outra pessoa buscar sua filha, ela se dirige para a delegacia onde abre ocorrência. Seu marido Bernardo (Milhem Cortaz) chega logo em seguida na delegacia. Em uma conversa com o advogado admite ter um caso com uma mulher chamada Rosa (Leandra Leal). A polícia então vai até a casa dela e a leva para depoimento. Fernando Coimbra que além de dirigir é o roteirista consegue através de um roteiro que parece tirado das páginas de um tabloide popular realizar algo tão real. Isso me fez lembrar Truffaut que criava alguns de seus roteiros a partir de notícia de jornais. Assim ele fez por exemplo “Um só pecado”. O roteiro cria uma tensão interessante e faz com que o espectador seja conduzido de maneira que (junto de uma montagem eficiente), antes da cena final, ele consiga chegar a deduzir algo. Essa dedução acontece não por um roteiro falho, mas pela interessante composição de vários planos criado pelo diretor. Há tantos momentos que a câmera quer nos dizer algo que o filme vai se desenhando perfeitamente aos olhos do espectador. A mise en scène de Fernando Coimbra impressiona por nos conduzir tão bem. Ele consegue colocar os personagens em posições dentro do cenário que tendem a nos mostrar/conduzir visualmente para o desfecho do filme. A imagem do arroz que escode uma bebida é muito significativa e em minha opinião tem um significado magnífico sobre o fim de um sonho da personagem, já que ele é um símbolo de prosperidade e fertilidade na ora do casamento. Uma frase dita sem pretensão pode ser a dica para algo mais tarde. Um presente na cor violeta/roxo também significa muito. Assim a narrativa conduz não só através dos diálogos mas em uma justaposição que faz com que se crie um elo perfeito. O trio de atores principais estão muito bem, apesar de achar que Milhem Cortaz está em uma zona de conforto por se tratar de um personagem que se encaixa em sua filmografia, ou seja, para ele fica fácil. Seu personagem apesar de sair incólume, fica impossível para o espectador não ter sentimentos ruins sobre ele. Leandra Leal se destaca mostrando uma mulher apaixonada, iludida e que como um animal quando se sente acuada ataca. Já Fabíola Nascimento não tem muito espaço, mas quando aparece consegue demostrar segurança em sua atuação e não deixar de se destacar também. Através de um filme enxuto e muito bem construído o diretor/roteirista Fernando Coimbra consegue ter a segurança de um veterano e contar também com atores extremamente competentes em suas interpretações. Conduz o filme como deve ser conduzido: através de uma sinergia entre imagens e diálogos.
Um bom filme nacional. Um drama, policial. O roteiro foi bem bolado. Foge ao lugar comum dos filmes nacionais. Não tem apelações sexuais, ou abuso de palavrões desnecessários. Com um custo reduzido, poucos cenários, quase nenhum efeito especial, ficou bom. Sandra Leal, como Rosa, estava impecável como personagem principal, o que quer dizer que a Direção trabalhou bem. Algumas peças ficaram soltas. O que Rosa fazia? Qual era o papel do pai de Rosa? Isso não prejudicou. Vale a pena.
Caso você continue navegando no AdoroCinema, você aceita o uso de cookies. Este site usa cookies para assegurar a performance de nossos serviços.
Leia nossa política de privacidade