Creed: Nascido Para Lutar
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anônimo
Um visitante
4,0
Enviada em 25 de janeiro de 2016
A dupla Ryan Coogler e Michael B. Jordan já havia impressionado o mundo cinematográfico em 2013, quando o diretor e o ator, respectivamente, trabalharam juntos no drama 'Fruitvale Station: A Última Parada'. Com a diferença de idade entre os dois de apenas um ano, o filme de estréia do jovem diretor arrancou elogios da crítica e surpreendeu em Cannes, Sundance e no Independent Spirit Awards, entre outros festivais. Isto credenciou ambos ao seu segundo trabalho juntos, o sétimo filme de uma das franquias mais queridas entre os fãs na história do cinema, a trajetória de Rocky Balboa, criada por Sylvester Stallone na década de 70 e sem dúvidas, o maior trabalho da sua carreira. Após seis filmes onde Rocky foi o protagonista da trama e esgotando de forma brilhante as dificuldades e nuances que um personagem poderia suportar, o próprio Stallone sabia que era hora de passar o legado adiante, e daí surgiu o personagem Adonis Johnson, filho de um dos maiores rivais de Rocky nos primeiros filmes e que acabou se tornando seu melhor amigo posteriormente.

'Creed' conta a história do jovem Adonis (Michael B. Jordan), filho bastardo do ex-campeão dos pesos pesados de boxe Apollo Creed, que havia nascido após a morte do pai no filme 'Rocky IV (1985)'. Após passar a infância em um orfanato, o garoto de temperamento forte e brigador passa a ser criado pela esposa de Apollo, em uma vida de luxo e oportunidades, coisas que o dinheiro do falecido pai lhe proporcionou. Entretanto, tendo a mesma veia de lutador de Apollo, Adonis logo sente que o que realmente lhe faz feliz é estar dentro de um ringue e após algumas lutas amadoras, vai atrás de um mentor para melhorar suas habilidades. O escolhido é ninguém menos que a lenda Rocky Balboa (Sylvester Stallone), aposentado e tocando sua vida de forma pacata na Filadélfia, cidade onde é idolatrado.

De forma inteligente, o roteiro de Ryan Coogler mantém o atrativo básico de uma história que vem do grego "pathos", ou seja, ciente de que a formula que tanto fez sucesso na franquia durante esses anos era de tocar o espectador pela emoção e nostalgia - ao invés de uma trama mais imprevisível ou 'realista' - o interesse dos antigos fãs de Rocky por um novo protagonista é mantido graças aos elementos nostálgicos que o roteirista e diretor utiliza para atingir esses pontos remanescentes na memória do espectador, seja um calção, um vídeo do clássico combate entre Rocky vs Creed, um tema da trilha clássica que foi marcante, etc. O roteiro é um ponto positivo do filme porque demonstra um respeito à estrutura clássica de Rocky, que é de um herói improvável e mesmo que o impacto seja menor - até porque há pouquíssimos atores tão ou mais carismáticos do que Stallone, isso é fato - tanto o personagem quanto a atuação de Michael B. Jordan não deixam a qualidade do filme cair.

Mesmo assim, um ponto que pode impedir algumas pessoas de gostar do filme é a pouca identificação com o protagonista Adonis. Ele tinha um bom emprego, carro, vivia em uma mansão, portanto para alguns não há uma necessidade latente de se tornar um lutador apenas para seguir os passos de um pai que nunca conheceu. E isto de certa forma fica meio contraditório pelo fato de Adonis não querer ser conhecido pelo sobrenome do pai, sendo assim há uma certa incoerência, porque não sabemos o real motivo que o faz querer abrir mão de tudo e lutar a todo custo.

O diretor talvez tente nos explicar isso - de uma forma mais sutil, é verdade -remetendo ao que o próprio Rocky era no primeiro filme, alguém digamos, zero de cabeça, mas cem por cento coração. Adonis tem atitudes contraditórias por ainda estar se descobrindo, não ter certeza de quem é, reflexo provavelmente de uma infância sem referências materna ou paterna. Mas, tanto pela boa interpretação de Michael B. Jordan, quanto pelo seu personagem que pode crescer muito ainda no futuro, podemos ser otimistas quanto aos próximos filmes da franquia.

Mais uma vez, Stallone está maravilhoso como Rocky. É incrível como ele conhece o personagem tão bem, que realmente parece vivê-lo. Neste filme ele aparece visivelmente desgastado não só pela idade, mas como por todas as perdas e por tudo o que passou, como eu mencionei no início do texto. E o roteiro ainda reserva para a platéia momentos emocionantes, que são a oportunidade perfeita para o ator nos dar mais alguns conselhos do fundo do coração, como já havia feito ao seu filho em 'Rocky Balboa (2006)'. A pessoa que inventou a frase "meninos não choram" certamente nunca assistiu a franquia Rocky. Premiado recentemente com o Globo de Ouro de Melhor Ator Coadjuvante por este filme, Sly manifestou toda sua humildade e carisma mais uma vez e foi aplaudido de pé.

Em aspectos técnicos, a direção de Ryan Coogler é muito segura novamente, reflexo do seu bom trabalho anterior, já mencionado aqui. O filme tem um ritmo envolvente, os personagens secundários (como a namorada Bianca, interpretada por Tessa Thompson e os oponentes) são poucos e embora bastante unilaterais, não chegam a comprometer. Os ângulos, closes e cortes nas cenas de luta são muito bem feitos e detalhados, sendo que há um vídeo circulando pela internet que mostra o momento que Adonis é nocauteado de verdade nas filmagens, pelo oponente Ricky Conlan (Tony Bellew, um lutador profissional, inclusive). Não creio que seja necessário explicar a diferença e relevância de um momento como este quando o espectador já está envolvido com o filme. A trilha sonora consegue ser contemporânea, apesar de se destacar pouco e a fotografia, design de produção e direção de arte são bem competentes similarmente. E o ritmo do filme flui muito bem graças aos editores, que já haviam trabalhado juntos em 'Fruitvale Station' também.

Portanto, os filmes 'Rocky' sempre foram feitos para quem gostou dele desde o início. Quem não simpatizou 'de cara' com a franquia, provavelmente não irá perceber as qualidades do filme e sentir a nostalgia que a história expressa. Ryan Coogler soube aproveitar a oportunidade, com uma série de trunfos significativos: manteve-se fiel à essência de Rocky, pensou nos fãs antigos trazendo alguns elementos nostálgicos, criou uma nova trama mais contemporânea e que tem fôlego para mais um ou dois rounds e ainda conseguiu diversificar, colocando um personagem negro em destaque em uma franquia que sempre foi 'patriota' e 'americana' (o que dizer da 'Guerra Fria' entre EUA e União Soviética... ops! Rocky e Ivan Drago). Mesmo longe de ser tão inspirador como foi o Rocky original, Creed surge como uma história simples, mas que atinge o espectador no coração e o leva a nocaute pela emoção.
Marcelo J.
Marcelo J.

1 seguidor 7 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 25 de janeiro de 2016
Filme muito bom emocionante surpreendente a atuação do stallone na minha humilde opinião foi a melhor de sua carreira.
Paulo Henrique R
Paulo Henrique R

11 seguidores 2 críticas Seguir usuário

4,5
Enviada em 24 de janeiro de 2016
Fui ver o filme sem muitas expectativas, apenas por ser mais um fã da franquia "Rocky" e me surpreendi. Filme emocionante.
Ranielle R.
Ranielle R.

2 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 24 de janeiro de 2016
Filme ótimo! Engraçado e dramático. Cenas emocionantes, bem filmado! As lutas parecem reais! Muito bom
Luciano M.
Luciano M.

12 seguidores 1 crítica Seguir usuário

3,0
Enviada em 23 de janeiro de 2016
Muito bom filme. Mas achei o filho Apolo um personagem sem o mesmo carisma que o Rocky teve nos filmes da série quando a gente sempre torcia por ele dando socos no ar em frente à TV. O mesmo n~çao acontece nesse filme. Quanto à Stallone, tomara que ganhe o oscar. Está brilhante no papel!!!
Ricardo L.
Ricardo L.

63.294 seguidores 3.227 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 22 de janeiro de 2016
Muito bom filme, Roteiro bacana, mas faltou um pouco mais para chegar perto de Rock - O lutador, rock II, Rock III e Rock IV, mas melhor que o Rock V com certeza é e paua pau com Rock Balboa, mas uma coisa nesse filme que nenhum dos outros da franquia tem, uma atuação tão marcante, Silvestre Stalone com certeza faz sua melhor atuação, estar incrível, correto nas falas, na sua apresentação pessoal, e desenvolve seu papel cuadjuvante da melhor maneira possivel, com certeza junto com Leonardo de Caprio em O Regresso e Matt Damon em Perdido em Marte são os melhores do ano.
Bruno G.
Bruno G.

10 seguidores 5 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 22 de janeiro de 2016
Filme sensacional, muito emocionante ver o retorno do Rocky em uma atuação espetacular de Sylvester Stallone. O filme te prende do inicio ai fim fora as lutas que são muito boa, recomendo a todos essa experiencia.
Alex FreireRP
Alex FreireRP

9 seguidores 42 críticas Seguir usuário

3,5
Enviada em 19 de janeiro de 2016
Está longe de ser o melhor da saga "Rocky", as atuações são ótimas tanto do indicado ao Oscar Stallone como do jovem B. Jordan, mas não gostei do roteiro, um lento desenrolar, 'desfecho' (não o final em si mas as situações finais) lastimáveis, principalmente para o Rocky, fora que é recheado de clichês, mas isso é até esperado, vale a pena assistir? Claro, só não é tão bom assim, talvez eu tenha criado uma expectativa muito grande, se fosse para o cinema sem esperar nada talvez avaliaria com uma média melhor.
Marcos A.
Marcos A.

95 seguidores 123 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 19 de janeiro de 2016
Filme emocionante, com atuações muito boas, a linda Tessa Thompson, várias cenas excelentes, mas a cereja no bolo é a luta final.. SENSACIONAL.
Eric A.
Eric A.

1 seguidor 1 crítica Seguir usuário

5,0
Enviada em 8 de fevereiro de 2016
Assistir Creed o spin-off e sétimo filme da franquia Rocky inovando a saga do lutador favorito de gerações, posso dizer que não é tão bom quanto sexto filme (Rocky Balboa) mas não deixa a desejar na motivação de vencer, não nas lutas em si do filme mas sim na vida de cada personagem.

O diretor Ryan Coogler foi inovador no roteiro já que os outros foram escritos pelo nosso amigo Sly, soube trazer as referências dos filmes anteriores como as tartarugas da loja, as galinhas do treino, a escadaria e a estatua do rocky da Philadelphia, o restaurante e a pintura do rocky, etc. As cenas de lutas ficaram muito realistas com o sangue, suor e as quedas parecia que tinha perdido a consciência e caido duro de verdade impressionante, o que mais chamou atenção foi a câmera na luta que acompanha o giro dos lutadores no ring, não tem cortes na trocação de golpes quando estão em movimento.

Adonis Creed (Michael B. Jordan) tem que provar para ele mesmo e os outros que não é apenas filho de Apollo e um falso Creed, essa motivação leva ele a procurar o homem que derrotou seu pai Rocky(Sylvester Stallone) e treina-lo. Esse encontro de gerações foi incrível o ator que Michael B. Jordan se destaca muito bem no papel (se comparar com o fiasco do quarteto fantástico), como um lutador que quer ser reconhecido e não permanecer como a sombra do pai, aparece como um lutador solitário, praticamente convidou a si mesmo a fazer parte da família do Rocky e surpreende em cenas emocionantes como a do vestiário, a da cadeia e ao vestir o manto do rocky que é o moleton ao subir a rua correndo, Rocky realmente esta passando o bastão para nova geração.

Agora novamente Stallone cala a boca dos incrédulos que falaram que deveria ter parado no Rocky Balboa, Rocky vira o treinador Mike do primeiro filme, tem cenas que cativam o publico com o Adonis como cenas cômicas, e mostra sua forte relação com o passado que tem com sua mulher Adrian e seu melhor amigo Paulie, mostra que é um guerreiro dentro e fora do ring e mais uma vez existe uma metáfora entre a vida de rocky e Stallone também demonstrada no primeiro e sexto filme.

Na verdade Creed é quase uma refilmagem do primeiro filme em que o protagonista tem obstáculos diferentes do Rocky com conflitos internos, recomendo ao tolo que não assistiu essa saga maravilhosa,( com exceção do Rocky 5) acompanhar a evolução da vida de Balboa até Creed.
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