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Ricardo L.
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3.227 críticas
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4,5
Enviada em 19 de maio de 2020
Ótimo filme, valendo destacar o ótimo roteiro e desenvolvimento da história, atuação maravilhosa de Mark Ruffalo, fotografia muito bem feita, Vencedor de melhor filme no óscar 2016. Spotlight é uma tapa da cara na igreja que conrropeu e foi conrronpida.
Filme muito bem elaborado e dirigido, com atuações fortes e consistentes. Como católico é muito duro ver nas telas a omissão e encobrimento da pedofilia pelos dirigentes da igreja. As vítimas não iam aos tribunais e os casos eram tratados como exceções, mas na realidade é um problema em grande escala e com muitas recorrências, atingindo principalmente as crianças mais vulneráveis. Um soco muito forte no estomago.
Baseado em uma história real, o drama mostra um grupo de jornalistas em Boston que reúne milhares de documentos capazes de provar diversos casos de abuso de crianças, causados por padres católicos. Durante anos, líderes religiosos ocultaram o caso transferindo os padres de região, ao invés de puni-los pelo caso. Muito bom, baseado em fatos veridicos, Spotlight conta com um otimo elenco, excelente atuaçoes com destaques para Mark Rufallo e Rachel McAdams, recomendo. Nota 9.0
Abordando um grave escândalo de pedofilia de padres que foram acobertados pela igreja católica,Spotlight é espetacular e não atoa venceu dois prêmios no Oscar 2016 incluindo o de melhor filme.Dirigido e também escrito pelo Tom McCarthy,o resultado não poderia ser melhor,reunindo um ótimo elenco todo o trabalho é recompensado em um dos melhores filmes de 2016.No excepcional elenco temos,Michael Keaton, Mark Ruffalo, Rachel McAdams,John Stattery e etc... todos estão excelentes mas o maior destaque ficam por conta de Michael Keaton que dá um show de atuação.O roteiro é excelente não deixa nunca a trama se tornar desinteressante por mais que tenha pouco mais de 2 horas e tem um ritmo crescente com uma boa investigação e acima de tudo com um grande realismo e bons diálogos.Para quem gosta de filme no estilo jornalístico investigativo e baseados em fatos reais em um prato cheio que vale ser assistido.
Um filme que retrata a triste realidade, ocultação e impunidade de crimes cometidos pela cúpula da igreja. Show de atores com seus respectivos papéis. Só achei que o filme foi mal conduzido, poderia ser mais dinâmico e envolvente. Nada que tire a credibilidade da obra, mas há um excesso de cenas cansativas.
Tocar em assuntos polêmicos que envolvem grandes instituições reais nem sempre são fáceis de serem recebidos pelo grande público, principalmente quando tem relação com a igreja católica, algo que este excelente Spotlight abraça com plena convicção.
O enredo segue um pequeno grupo de jornalistas de Boston que fazem parte da equipe Spotlight, sendo responsáveis pelas investigações mais delicadas e que geralmente envolvem meses de buscas para relatar casos bem complicados. Liderados por Walter Robinson (Michael Keaton), o grupo é formado por Michael Rezendes (Mark Ruffalo), Sacha Pfeiffer (Rachel McAdams) e Matt Carroll (Brian d'Arcy James), membros estes que se debruçam de corpo e alma no novo projeto que envolve o acobertamento de casos de pedofilia envolvendo padres da igreja católica.
O pontapé inicial é dado quando o novo editor chefe Marty Baron (Liev Schreiber) chega na redação, acreditando que o Spotlight deve trabalhar no caso que possui muitas pontas soltas e mal concluídas. A busca por evidências e novos fatos para contextualizar a verdade realça situações que deixam o espectador de queixo caído por diversos momentos, uma vez que a história é fortemente baseada em uma matéria publicada pelo Boston Globre em 2001. A evidências que vão surgindo e ampliando as ocorrências chegam a surpreender, notavelmente pela segregação econômica e seu aproveitamento pelos investigados.
Uma das grandes forças narrativas de Spotlight reside na forma como o diretor procura mostrar a investigação, situando o espectador dentro da redação, nas ruas, nas anotações, sempre demonstrando um jornalismo pontual e como deve ser: moral. Essa aproximação nos permite acompanhar o desenvolvimento da história quase como participantes da redação, uma escolha brilhante do diretor Tom McCarthy.
Com um elenco afinado, uma história linear mas excepcional e sem medo de ser contada, SPOTLIGHT - SEGREDOS REVELADOS surge como um soco no estômago daqueles que tapam os olhos diante de uma realidade cada vez mais evidente, mostra uma instituição que acoberta a dor e a angústia de pessoas que são marcadas pelo resto da vida, simplesmente para não ficar manchada ante a opinião popular. É um filme excelente, que vai direto ao assunto e deixa suas 2h de duração passarem quase despercebidas.
Um dos maiores desafios enfrentados pelos líderes católicos em anos recentes são as constantes acusações de pedofilia que são feitas contra os padres dos mais diversos países. Com certeza, a maior parte dessas revelações só foi possível graças à grande repercussão obtida pelo trabalho investigativo feito por uma equipe de jornalistas do Boston Globe, numa série de reportagens publicadas no ano de 2002, que acabou sendo vencedora do Prêmio Pulitzer, um dos mais prestigiados da literatura mundial.
O filme Spotlight: Segredos Revelados, co-escrito e dirigido por Tom McCarthy, se propõe a desvendar justamente o trabalho da equipe Spotlight – formada pelo editor Walter “Robby” Robinson (Michael Keaton) e pelos jornalistas Mike Rezendes (Mark Ruffalo, indicado ao Oscar 2016 de Melhor Ator Coadjuvante), Sacha Pfeiffer (Rachel McAdams, indicada ao Oscar 2016 de Melhor Atriz Coadjuvante) e Matt Carroll (Brian d’Arcy James) – que, em um ano de investigação, desvendou décadas de um verdadeiro escândalo envolvendo o alto clero da Arquidiocese de Boston, que varria para debaixo do tapete todas as suas sujeiras e os próprios esqueletos que existiam dentro dos seus armários.
É impossível não tentar comparar Spotlight: Segredos Revelados com Todos os Homens do Presidente, filme de Alan J. Pakula. Ambas as obras retratam os bastidores de trabalhos jornalísticos que modificaram o curso da história. Para quem se dedica a essa profissão, como eu, longas como esse nos mostram a importância e a responsabilidade social que o trabalho do jornalista possui, especialmente com a correta apuração dos fatos. Os dois longas são verdadeiras aulas, neste sentido.
Se Bob Woodward e Carl Bernstein, os protagonistas de Todos os Homens do Presidente, seguiram o dinheiro para revelar o escândalo de Watergate; a equipe Spotlight seguiu o rastro das vítimas dos párocos para chegar ao topo da cadeia da Arquidiocese de Boston para modificar o curso e a maneira como a Igreja Católica (e, em consequência disso, algumas das mais tradicionais personalidades e instituições de Boston – uma vez que a presença do clero era muito forte na cidade e nesses segmentos) lidava com esse tipo de assunto.
Apesar de ser anticlimático e possuir uma direção fria, é quase certo que você irá se render àquilo que Spotlight – Segredos Revelados tem de melhor: o seu roteiro rico, extremamente bem construído e que evolui a história de uma forma que prende a atenção da sua plateia do começo ao fim. Isso se dá também devido ao excelente trabalho desenvolvido pelo grupo de atores reunidos pelo diretor (e também ator) Tom McCarthy.
O filme mesmo sendo lento te mantém interessado e te faz querer ir atrás dos culpados como os jornalistas,é um fato chocante mas que realmente teria que ser levado a tona e que merece sempre nossa atenção.
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