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Um visitante
5,0
Enviada em 31 de agosto de 2016
Spotlight (não vou utilizar o ridículo subtítulo nacional) merece um lugar entre os melhores filmes de jornalismo já feitos. Não há o que se reclamar aqui, o roteiro é original e aborda um tema polêmico com eficiência. Para os mais religiosos, não se enganem, esse filme não é um insulto contra a igreja católica, ele apenas aborda algo que de fato aconteceu por uma visão mais próxima. O elenco é perfeito, cada personagem tem suas próprias características bem definidas e as atuações convencem, o que é melhorado ainda mais com a direção. Não há um valor de entretenimento aqui, é um filme com um tom bem fúnebre e cru, mas dentro da sua proposta, tudo é executado com perfeição, por isso o longa é merecedor de 5 estrelas e do Óscar de melhor filme também, apesar de O Regresso estar num nível bem próximo.
spoiler: Filme p ser visto,tema q objetiva o êxito do ótimo trabalho do diretor Tom MC Carthy,o filme empolgante costurado com o ambiente dos editoriais,atente p os celulares da época, ainda não havia Smartphones.Um elenco bola cheia de tão caprichados em sintonia com a operação a ser elaborada,embora o time de atores como Michael Keaton,Rachel MacAdams,Liev Schneider,John Slaterry e Stanley Tucci está bem,é de ressaltar um coadjuvante como Mark Ruffalo q podemos firmar q estamos diante do maior do momento o seu olhar simplório e fascinante é o grande dínamo do filme.
A estória é mais centrada no jornalismo investigativo do que nos crimes de pedofilia praticados por integrantes da Igreja Católica. A narrativa foge do modelo atual, com muita pirotecnia, para ser bem seca e objetiva. Recomendo.
Um filme com elenco pesado e talentoso. Muito do que sabemos a respeito de pedofilia na igreja católica vem dos fatos reais nos quais o filme se inspira.
É difícil assistir a Spotlight e não se lembrar do clássico Todos os Homens do Presidente de Alan J. Pakula ou mesmo de O Informante de Michael Mann, tanto pela abordagem adotada pelo diretor Thomas McCarthy quanto pela relevância do tema abordado, lembrando que existem histórias que merecem ser retratadas nas telas da maneira como McCarthy aborda, sem chamar a atenção para si, dividindo a importância das decisões e ações para cada personagem, formando uma equipe coesa interpretada por um elenco igualmente eficiente.
O paralelo que o filme traça com o estilo de jornalismo empregado é algo que impressiona. Num mundo marcado pela rapidez das informações e da constante desinformação gerada pelos veículos que deveriam fazer o contrário, uma equipe que tem o luxo de investigar uma pauta por pouco mais de um ano, levantando todas as provas e evidências necessárias para viabilizar a publicação da notícia, é algo que não deveria impressionar, mas hoje em dia surpreende pela responsabilidade e envolvimento profissional que falta no nosso tempo, dominado pelos interesses das grandes corporações e pelo domínio de um modelo econômico capitalista carente de uma efetiva regulamentação mundial.
Conseguindo criar tensão constante através de investigação e dos relatos de testemunhas junto com a música, direção e fotografia que são apropriadamente sutis, o filme envolve também por mostrar o tipo de reação que a pesquisa vai gerando no mundo interno de cada personagem, desde a preocupação pelas crianças no bairro, a insegurança e desconforto por ter um membro da família católico praticante e não conseguir mais confiar na instituição, passando pelo equilíbrio de se liderar uma equipe de jornalistas e lidar com a pressão editorial de um jornal que tem diminuído o número de vendas, até chegar ao personagem que parece ter menos envolvimento social, sendo mais ligado ao trabalho, mas que tem se envolve mais que os outros com a informação, gerando certa revolta de sua parte, revelando muito sobre a personagem num dos grandes momentos do longa. Cabe dizer que os letreiros finais do longa, que citam países em que ocorreram casos parecidos com o que fora retratado, não deixa de gerar certo incômodo.
Envolvente, bem dirigido e com um elenco que trabalha em conjunto com maestria, Spotlight é um filme, acima de tudo, fiel à história que conta, em enredo e tom, o que o torna essencial nos dias de hoje, num mundo que precisa repensar a maneira como trata a informação de um modo geral.
Um filme tocante que mostra o quanto o jornalismo pode prestar um serviço esclarecedor. Se no OSCAR desse ano não há diversidade racial, tem esse filme que toca em um assunto pesado e cruel: a pedofilia na igreja. Vale a pena ver, pois o trabalho jornalístico retratado no filme, que se passa em Boston, ajudou a identificar casos de abuso também no Brasil nas cidades de Arapiraca, Franca, Mariana e Rio de janeiro em 2001/2002.
Simplismente sensacional! A história é de arrepiar e te prende até o final. Triste pensar que o filme é baseado em fatos reais, que acontecem até hoje e que provavelmente nunca irão deixar de acontecer..
Excelente roteiro e ótima atuação de todos os jornalistas. Prende a atenção mesmo sendo longo e com muitos diálogos. Exemplo do que é fazer cinema. Ao invés de fazer porcarias de comédia com dinheiro público, o Brasil poderia fazer um thriller com a Lava-Jato ou o Mensalão, financiado com recursos privados.
É um filme cuja trama é extremamente interessante e não deixa de ser atual: a pedofilia e o abuso sexual cometido por padres da Igreja Católica. Ressalte-se que o roteiro do filme é baseado em fatos verídicos ocorridos no século passado e que foi alvo de investigação pelo núcleo investigativo do "The Boston Globe", que, inclusive, recebeu o Prêmio Pulitzer pelas matérias publicadas. No mais, acredito que o filme poderia ter sido mais dinâmico. De modo geral, embora a história seja extremamente interessante, achei as atuações razoáveis e não me impressionou muito. O ponto alto, de fato, é o subsídio crítico-histórico fornecido. O filme concorre a 6 categorias. A maior chance, na minha visão, é levar a categoria de "Roteiro Original" (levando-se em consideração que ainda não vi os outros que estão concorrendo).
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