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Carolina C
16 seguidores
13 críticas
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5,0
Enviada em 2 de maio de 2016
Com uma história reveladora e um elenco impecável, o filme que levou a estatueta mais aguardada do ano na categoria "melhor filme" não deixou a desejar em nenhum quesito. Desde as atuações invejáveis de Mark Ruffallo e Michael Keaton, o filme conta a história de inúmeros casos de abuso infantil cometidos por padres da igreja católica. Ambientado na cidade de Boston e com fatos, relatos e números perturbadores e reais, este filme vai fazer com que as pessoas saiam de suas zonas de conforto mental e sintam como se tivessem levado um "murro na boca do estômago". Destaque também para a belíssima Rachel McAdams que colocou a beleza de lado para realmente dar vazão a sua ótima atuação. Não percam!
Filme bem feito que com seu caráter político deve ser bem qualificado pela academia. As atuações dos protagonistas não se equiparam a seus outros trabalhos recentes.
Dentro do conceito de filme reportagem baseado em fatos reais, SPOTLIGHT cumpre seu papel. Coloca um fato que aconteceu em Boston, uma cidade de grande tendência e fiéis Católicos no inicio dos anos 2000 e que vai ser desvendado e revelado pelo Jornal BOSTON GLOBE. Uma equipe de jornalistas investigativos começa a desvendar o novelo de uma rede de padres que são acobertados na pratica de crimes de pedofilia. O filme é certinho sem muitas surpresas num assunto delicado e que as vezes procura preservar sem jogar muita sujeira, mas com personagens marcados por traumas do efeito dos atos praticados por sacerdotes acima de qualquer suspeita. A cidade e toda a comunidade parecem não querer saber a verdade, mas aqueles abnegados jornalistas não desistem, e enfrentam com valentia todo um sistema podre, onde as vezes eles próprios tem de usar meios escusos para chegar nos culpados, como o personagem de RUFFALO que tem de pagar propina para um funcionário do cartório e agir com energia pois tudo está escondido e precisa vir a tona. No fim nos créditos aparecem várias cidades onde ocorreram fatos parecidos com os narrados no filme e surgem algumas cidades do Brasil como Mariana e Franca. Será que houve algum desdobramento mais contundente ou ficou-se como em Boston em revelações mas que pouco tiveram de pratico na realização de Justiça, com as condenações devidas. Um filme que se desdobra em criar emoções mas as vezes peca pelo excesso de formalidades e de linguagem respeitosa, quase acadêmica, uma aula de jornalismo honesto e investigativo.
A Igreja católica já esteve envolvida em bastante escândalos, e talvez um dos mais impactantes Seja esse abordo pelo filme, pedofilia por parte de padres e sacerdotes. Que deveriam cuidar e protejer as família, alguns maus caráter acabam abusando fisicamente psicologicamente de crianças. E todo esse clima de revolta e abordo no filme, e brilhante ver o desenrolar de cada passo pra pegar esses pedófilos. O filme vai crescendo a cada cena, os personagens vão se envolvendo e tudo fica bem tenso. Tudo muito bem feito, de fácil compreensão, em vários diálogos sempre repeti a história os nomes, isso ajuda muito a entender, mais entretanto achei tudo muito superficial queria ter sentido a dor de cada vítima, as duas melhores cenas do filme são justamente o depoimento dessas vítimas, cheia de detalhes, isso deixa o espectador mais indignado e torcendo pra dar tudo certo. Mais isso não acontece, o foco ficou mais na investigação num todo, e não por um olhar das vítimas, a dor que cada uma passou, isso é retratado mais muito pouco
No mais Spotlight e incrível, muito bom mesmo. Perfeita a atuação de Mark Rufalo, Rachel McAdams, Michael Keaton, eles são os melhores. Mais acredito eu que não ganhará o Óscar de melhor filme.
SPOTLIGHT é arrasador. Mesmo sendo um drama linear, tem diálogos e situações que não resvalam jamais para a apelação. É, pode-se assim dizer, elegante. Ao contar a história pela ótica do jornalismo investigativo, o diretor dispensa chororôs. O filme incomoda, enraivece, mas impera a sensação de que a verdade pode desaguar na justiça. O time de atores é excelente, a edição de uma agilidade impressionante para esse tipo de drama, os diálogos afiados que dispensam maniqueísmos ou palavras fora do lugar. Mark Ruffalo comprova sua versatilidade, Keaton mostra que é mesmo um excelente ator e Rachel MacAdams mostra que veio para ficar. SPOTLIGHT é intenso, esclarecedor e ágil.
Tocar em assuntos polêmicos que envolvem grandes instituições reais nem sempre são fáceis de serem recebidos pelo grande público, principalmente quando tem relação com a igreja católica, algo que este excelente Spotlight abraça com plena convicção.
O enredo segue um pequeno grupo de jornalistas de Boston que fazem parte da equipe Spotlight, sendo responsáveis pelas investigações mais delicadas e que geralmente envolvem meses de buscas para relatar casos bem complicados. Liderados por Walter Robinson (Michael Keaton), o grupo é formado por Michael Rezendes (Mark Ruffalo), Sacha Pfeiffer (Rachel McAdams) e Matt Carroll (Brian d'Arcy James), membros estes que se debruçam de corpo e alma no novo projeto que envolve o acobertamento de casos de pedofilia envolvendo padres da igreja católica.
O pontapé inicial é dado quando o novo editor chefe Marty Baron (Liev Schreiber) chega na redação, acreditando que o Spotlight deve trabalhar no caso que possui muitas pontas soltas e mal concluídas. A busca por evidências e novos fatos para contextualizar a verdade realça situações que deixam o espectador de queixo caído por diversos momentos, uma vez que a história é fortemente baseada em uma matéria publicada pelo Boston Globre em 2001. A evidências que vão surgindo e ampliando as ocorrências chegam a surpreender, notavelmente pela segregação econômica e seu aproveitamento pelos investigados.
Uma das grandes forças narrativas de Spotlight reside na forma como o diretor procura mostrar a investigação, situando o espectador dentro da redação, nas ruas, nas anotações, sempre demonstrando um jornalismo pontual e como deve ser: moral. Essa aproximação nos permite acompanhar o desenvolvimento da história quase como participantes da redação, uma escolha brilhante do diretor Tom McCarthy.
Com um elenco afinado, uma história linear mas excepcional e sem medo de ser contada, SPOTLIGHT - SEGREDOS REVELADOS surge como um soco no estômago daqueles que tapam os olhos diante de uma realidade cada vez mais evidente, mostra uma instituição que acoberta a dor e a angústia de pessoas que são marcadas pelo resto da vida, simplesmente para não ficar manchada ante a opinião popular. É um filme excelente, que vai direto ao assunto e deixa suas 2h de duração passarem quase despercebidas.
O formato que se aproxima de um documentário funciona muito bem por poder explorar profundamente o tema muito interessante, no entanto, faz carecer de mais momentos emocionantes, como a explosão do personagem de Ruffalo. Fora isso, é perfeito.
É um bom filme, principalmente para conhecer mais sobre o tema, mas não achei espetacular. As atuações são boas, nada muito incrível. É bem a cara do Oscar, mas não acho que foi o melhor filme dentre os indicados. É sofisticado e calmo, entretanto não tem nada de novo para o mundo cinematográfico. Mas, pela informação que nos traz e pelo elenco fantástico, é ótimo para o bom cinéfilo.
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