Spotlight - Segredos Revelados
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4,4
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Kamila A.
Kamila A.

7.941 seguidores 816 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 24 de fevereiro de 2016
Um dos maiores desafios enfrentados pelos líderes católicos em anos recentes são as constantes acusações de pedofilia que são feitas contra os padres dos mais diversos países. Com certeza, a maior parte dessas revelações só foi possível graças à grande repercussão obtida pelo trabalho investigativo feito por uma equipe de jornalistas do Boston Globe, numa série de reportagens publicadas no ano de 2002, que acabou sendo vencedora do Prêmio Pulitzer, um dos mais prestigiados da literatura mundial.

O filme Spotlight: Segredos Revelados, co-escrito e dirigido por Tom McCarthy, se propõe a desvendar justamente o trabalho da equipe Spotlight – formada pelo editor Walter “Robby” Robinson (Michael Keaton) e pelos jornalistas Mike Rezendes (Mark Ruffalo, indicado ao Oscar 2016 de Melhor Ator Coadjuvante), Sacha Pfeiffer (Rachel McAdams, indicada ao Oscar 2016 de Melhor Atriz Coadjuvante) e Matt Carroll (Brian d’Arcy James) – que, em um ano de investigação, desvendou décadas de um verdadeiro escândalo envolvendo o alto clero da Arquidiocese de Boston, que varria para debaixo do tapete todas as suas sujeiras e os próprios esqueletos que existiam dentro dos seus armários.

É impossível não tentar comparar Spotlight: Segredos Revelados com Todos os Homens do Presidente, filme de Alan J. Pakula. Ambas as obras retratam os bastidores de trabalhos jornalísticos que modificaram o curso da história. Para quem se dedica a essa profissão, como eu, longas como esse nos mostram a importância e a responsabilidade social que o trabalho do jornalista possui, especialmente com a correta apuração dos fatos. Os dois longas são verdadeiras aulas, neste sentido.

Se Bob Woodward e Carl Bernstein, os protagonistas de Todos os Homens do Presidente, seguiram o dinheiro para revelar o escândalo de Watergate; a equipe Spotlight seguiu o rastro das vítimas dos párocos para chegar ao topo da cadeia da Arquidiocese de Boston para modificar o curso e a maneira como a Igreja Católica (e, em consequência disso, algumas das mais tradicionais personalidades e instituições de Boston – uma vez que a presença do clero era muito forte na cidade e nesses segmentos) lidava com esse tipo de assunto.

Apesar de ser anticlimático e possuir uma direção fria, é quase certo que você irá se render àquilo que Spotlight – Segredos Revelados tem de melhor: o seu roteiro rico, extremamente bem construído e que evolui a história de uma forma que prende a atenção da sua plateia do começo ao fim. Isso se dá também devido ao excelente trabalho desenvolvido pelo grupo de atores reunidos pelo diretor (e também ator) Tom McCarthy.
Daniel Novaes
Daniel Novaes

7.774 seguidores 873 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 23 de abril de 2016
Filme muito forte. Baseado em fatos reais com números realmente assustadores. Uma visão cética sobre uma cruel e oculta realidade. Impressionante.
Felipe F.
Felipe F.

3.725 seguidores 758 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 22 de janeiro de 2019
O diretor Tom McCarthy que até então não havia feito nada muito valoroso, nos mostra em Spotlight que não é preciso pirotequinias, cenas fortes e adrenalina para se fazer um ótimo filme.
E é isso que temos aqui, um filme que aborda o jornalismo investigativo de uma forma por assim dizer, bem jornalesca e burocrática, e o mais surpreendente é que funciona.
O roteiro é ótimo, as atuações são excelentes, sem exceções, todos atuam de forma muito natural e convincente, é de se encher os olhos.
Spotlight não é um filme para qualquer um, eu propriamente não costumo gostar de dramas mornos de mais, mas esse foi um filme que me conquistou, um filmaço, ótimo filme.
Dagoberto M.
Dagoberto M.

262 seguidores 202 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 26 de junho de 2017
Um grande filme que procura esclarecer a situação de pedofilia da igreja católica sem forçar muito o assunto.
anônimo
Um visitante
5,0
Enviada em 26 de março de 2016
Spotlight é um ótimo filme. Ele te prende do início ao fim e te envolve com tudo. Você entende o sentimento dos personagens. Os Oscar de melhor filme de 2015 e de melhor roteiro original foram muito merecidos.

Leiam a minha resenha completa no link abaixo:
Davison P.
Davison P.

167 seguidores 132 críticas Seguir usuário

4,5
Enviada em 10 de novembro de 2016
Spotlight-Segredos Revelados
Este filme foi o vencedor do Oscar de melhor filme de 2016, conta com um elenco brilhante e com interpretações magníficas. A história real abordada no filme envolve os abusos sexuais de padres da igreja católica, um assunto muito delicado, uma equipe de escritores de um jornal investigam a fundo, denúncias de pessoas que foram abusadas sexualmente na infância, por padres de suas igrejas, denúncias de anos atrás que foram ignoradas por muitos e que advogados ajudaram as igrejas na defesa e no esquecimento dos casos, mas o jornal o globo quer escrever um artigo onde apontam os acusados por base de relatos das pessoas atingidas, uma forma de buscar justiça contra muitos padres que permaneceram impunes. Galera já vou logo avisando se você é muito católico, este filme vai lhe trazer muitas dúvidas, pois é uma história real, onde houve mesmo centenas de casos de abusos por parte dos padres e a igreja católica abafou o caso e protegeu seus padres com muito custo, o filme conta com um elenco muito bom, Mark Ruffalo, Michael Keaton, Rachel McAdams, Stanley Tucci, Liev Schreiber muito focados nos papéis, o filme teve mais indicações, mas somente levou o Oscar de melhor filme, o filme é muito excelente mas ainda preferiria O Regresso que tivesse levado o Oscar de melhor filme. Recomendo galera.
Guilherme D
Guilherme D

51 seguidores 106 críticas Seguir usuário

4,5
Enviada em 27 de fevereiro de 2016
Tenso, sufocante e irritante (no bom sentido), Spotlight é um bom filme que conta uma história muito original, e muito complexa. O filme conta com um excelente elenco, que atua excepcionalmente bem. O filme erra na criação forçada de antagonistas e de "personagens bonzinhos", e poderia ser um pouco mais curto, mas é um dos melhores filmes do Oscar.
Luiz C.
Luiz C.

49 seguidores 36 críticas Seguir usuário

3,0
Enviada em 22 de fevereiro de 2016
Investigação, sim, uma fascinação 
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Eu, como jornalista e amante das letras, fui assistir ao filme "Spolight - Segredos Revelados", do diretor Tom McCarthy, bem ansioso e curioso, tudo porque a produção é uma grande homenagem ao jornalismo investigativo. No longa baseado em fatos reais, obviamente, o jornal "Boston Globe" denuncia a conivência da Igreja Católica - e do sistema judiciário da cidade - para com o abuso de menores praticado por sacerdotes, acusando quase uma centena de padres locais e bagunçando o cenário religioso norte-americano em 2001. Uma senhora pauta investigativa, inclusive vencedora do prêmio Pulitzer na época, que motiva os personagens de Michael Keaton, Rachel McAdams, Liev Schreiber e, principalmente, o empolgado repórter do ator Mark Ruffalo, que dá ênfase e segura eximiamente o filme - atuação digna de reconhecimento e de sua indicação ao Oscar de Melhor Ator Coadjuvante. Michael Rezendes, seu personagem, é daqueles sujeitos extremamente apaixonados pelo que faz, movido pelo tesão da descoberta, pela paixão da aprendizagem e da conquista diária. Todos nós deveríamos ser como ele...

Apesar do roteiro instigante e do cenário muito bem retratado do pós-Onze de Setembro, que vão desde menções precisas do início da internet até detalhes dos celulares antigos, disquetes em cimas das mesas e uma redação com computadores gigantescos da época, achei o longa um pouco lento. Como jornalista, repito, acho ótimo esse tipo de produção, pois me estimula e retrata o meu ambiente. Mas senti que as cenas iam passando arrastadas demais. A investigação, por mais séria e minuciosa que seja e por se tratar desse mundo intocável da Igreja Católica, custou a se desenvolver. E juro pra você que, no fim do filme, ainda achava que estava faltando algo a ser explicado - olha que suntuosa incoerência.

Mas o filme é ótimo, entende o que quero dizer? Tanto que foi indicado a seis categorias do Oscar, incluindo Melhor Filme, Melhor Diretor e Melhor Roteiro Original, o que já fala muito por si só. A sede por respostas da equipe e o sentimento de revolta que explode ao nos atinarmos que esse tipo de atrocidade acontece não só em Boston, mas no mundo todo, são sensíveis olhares do diretor e do roteirista Josh Singer que valorizam e qualificam o longa que pode, sim, virar um clássico do jornalismo no cinema. E é nesse patamar que ele se engrandece. Já parou pra pensar no poder do cinema, ou no poder do jornalismo, que são extremamente capazes de balançar o ostentoso poder da Igreja? É somente por meio desses meios que os assoberbados pilares religiosos podem ser estremecidos. E é tão somente por homens como o fictício repórter Rezendes, ou o real diretor McCarthy, que essas ideias desvirtuosas da sociedade podem ser difundidas. E isso é instigante e fascinante.

O fascínio da vida está em buscar respostas para as indignações do ambiente ao nosso redor. O que seríamos de nós sem o entusiasmo, sem o interesse e a emoção, sem a capacidade de nos mover e alterar o nosso comportamento para, assim, tentarmos mudar o cenário insólito que nos incomoda. Ao sair do cinema, não ficou martelando na minha cabeça em como o filme podia ter sido mais ágil. A aflição de um personagem específico, em querer e poder mudar as circunstâncias a sua volta, me fez balançar. Não precisamos ser do cinema nem do jornalismo. Todos nós temos esse ardor em alegria, essa animação em demasia, essa busca para curar uma agonia. Resta achar em si esse arrebatamento de um repórter apaixonado, a procura por segredos revelados, a eterna satisfação dos nossos anseios obstinados.
Paulo A.
Paulo A.

19 seguidores 13 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 6 de fevereiro de 2016
O FILME É MUITO BOM.
LIÇÃO DE ÓTIMO JORNALISMO EM TEMPOS DE CRISE MORAL E ÉTICA!
A edição, dinâmica acompanha o processo de apuração da história dantesca dos padres abusadores de crianças. Edição do filme, edição do jornal, apuração da história, tudo muito bem conectado, atuações impressionantemente ótimas e uma trilha sonora para nos acalentar diante de toda sorte de sacanagens que estão sendo desveladas pela equipe de jornalistas investigativos do jornal de Boston.
Uma história horripilante, cujos efeitos ainda estão sendo sentidos pelas vítimas e seus parentes. Uma história de uma equipe de jornalistas que nos mostram como é importante a liberdade de imprensa. Não publicar os fatos apenas, mas ir mais a fundo, explicitar a estrutura criminosa toda. É, aliás, disso que andamos carentes em nosso Brasil, de mensalão e petrolão, Lava Jato e tantos crimes que infelicitam milhões de brasileiros pois o dinheiro roubado vai para os bolsos privados, para a locupletação de poucos, criminosos, bandidos ideológicos, infelicitando pessoas, o combate a doenças, epidemias, deixa de ser aplicado no que é vital para a população, para o País.
Como diz a crítica acima o filme é trabalhado numa chave bastante convencional, sem grandes arroubos estéticos e cinematográficos. Há um tanto de drama, política, triller, investigação, mas a edição que não nos deixa suspeitar de que os cortes são feitos para nos levar a outro campo de ação dos personagens, tudo feito com agilidade e maestria (é dessa edição que trata, André Bazin, em capítulo dedicado à criação da linguagem cinematográfica, com foco na montagem, em seu indispensável "O que é o Cinema?"). Sim, o filme trabalha numa chave bastante convencional, sem, contudo deixar de mostrar ao espectador toda a trajetória, o raciocínio, as contradições, interesses e medos e vontades envolvidos.
A denúncia, não aos padres e seus superiores, mas também à hierarquia e à instituição Igreja Católica, visto que o caso do assédio de crianças ganhou a dimensão planetária, não antes de ser constatado em centenas de cidades nos EUA, na Europa, e em todos os continentes. Esse a meu ver foi o grande serviço da apuração e publicação das reportagens e histórias publicadas pelo Boston Globe. É aí também que acerta o filme, ao ser fiel, pelo que sabemos, à história tal qual ela foi apurada pela equipe de jornalismo investigativo.
AndréIsaque
AndréIsaque

17 seguidores 62 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 22 de abril de 2016
ESPETACULAR !!! Uma verdadeira aula de jornalismo e cinema , história se dura realidade , mostra como deve ser uma investigação digna do um jornalista. O elenco é FANTÁSTICO com todos os atores em excelente performance , principalmente Mark Rufalo , sua melhor atuação da carreira , um filme que todos jornalistas deveriam assistir
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