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Alvaro Triano
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97 críticas
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2,5
Enviada em 12 de janeiro de 2016
A imprensa especializada tem feito seu burburinho pelo filme do diretor e roteirista Tom McCarthy (Trocando os pés, Ganhar ou ganhar: A vida é um jogo) conhecido como "Spotlight: Segredos Revelados". Muitos "jornalistas" tem considerado como uma obra-prima por se tratar de fatos reais ocorridos em Boston desde 1976, ano do início da trama, envolvendo padres acusados de abusos (pedofilia). O foco da trama de McCarthy está na equipe de jornalistas do The Boston Globe que retornam com as investigações em 2001 para a publicação no jornal Spotlight. A narrativa é bem lenta, em certos momentos até enfadonha e sonolenta, sem muita ação, na verdade se trata mais de um drama que suspense propriamente dito, a participação de Michael Keaton como editor chefe Walter Robinson (Robby) e Rachel McAdams (Sacha Pfeiffer) é meio que ofuscada pela interpretação frenética de Mark Ruffalo (Michael Rezendes) que chega a ser quase um investigador de polícia brigando pela pauta. A fotografia, assim como a película, repassam muito o cinza da cidade, fazendo relação direta com o caso, lembra muito a estética dos filmes de David Fincher (só lembra), a trilha com os toques de piano dão o tom de tensão controlada que o longa perpassa em meio as inevitáveis cenas de jornalismo explícito como anotações frenéticas, entre e sai da redação... em alguns momentos lembra "Mad Men" por esse ar de frenesi da comunicação. Em nenhum momento o longa perde seu foco para romantizar a vida de jornalista, como outras produções do gênero, aqui o roteiro é bem preciso em cima do jornalismo investigativo como forma de benefício para a sociedade, tanto que o ato final repassa a obrigação da veracidade e imparcialidade dos fatos como uma forma de benefício direto as vítimas do caso. Acredito que "Spotlight" está sendo supervalorizado como uma grande obra cinematográfica, sendo que na verdade é apenas um filme regular para uma tarde chuvosa (caso não pegue no sono).
Excelente obra de Tom Mcarthy. Incrível filme baseado em fatos reais, envolvendo o sombrio passado de relatos de abusos cometidos por padres em igrejas católicas. Excelente história sombria, ritmo, tom, abordagem, trilha sonora e um elenco de peso como Keaton, Mcadams, Ruffalo, dentre vários outros. Apesar de algumas falhas, como alguns diálogos superficiais e algumas cenas desnecessárias, o filme continua sendo um dos melhores que eu já assisti. Muito bom.
Aqui a estrela que brilha não é a atuação dos atores, apesar da boa performance de alguns deles; o forte deste filme na realidade é mesmo o enredo!...a estória em si. Ao meu ver, podemos ler este filme de três ângulos possíveis 1) é um filme denuncia, já que revive a divulgações de noticias por um time de jornalistas do Boston Globe ( conhecidos pelo nome de Spotlight ), sobre mais de 600 abusos de menores, em Boston, cometidos por mais de 87 padres católicos em 2012. Realidade triste no seio da Igreja Católica, e que pelo que extrai do filme, é de certa forma incentivada por uma parte do alto clero, que faz vista grossa para com essas atrocidades, e pior ainda, atrapalha o bom andamento da Justiça com chantagens psicológicas, materiais e ate físicas. 2) podemos fazer uma leitura, digamos jornalística, e ver nele um modo de fazer e construir uma noticia, que valha a pena de ser divulgada. E não somente um modo de se construir a noticia, mas o modo profissional, o modo correto e o modo justo de buscar, pesquisar e divulgar a verdade dos fatos, doa a quem doer 3) e finalmente podemos fazer uma leitura ética do filme. De fato os personagens ( jornalistas )se envolvem em um dilema ético, ao tratar do problema dos padres pedófilos; na busca por fatos concretos ( provas ) dos abusos eles se envolvem com pessoas de poder das mais variadas instancias ( bispo, advogados, juízes, diretores de centros comunitários, etc) que não somente sabem dos fatos e escondem, mas também os ameaça se por acaso a verdade venha a tona. Assim o dilema é: publico e assumo as consequências, ou sou condescendente com tudo isso em nome da tranqüilidade e segurança?...o interessante é ver no mundo jornalístico a dificuldade da busca da verdade ( me refiro ao jornalismo sério e com o compromisso com a verdade, evidentemente ). A verdade deve ser absolutamente buscada, quase extraída a força dos cantos mais recônditos onde ela se esconde!!! o filme é a luta desses personagens para investigar e resgatar as verdades escondidas, subjugadas e desprezadas no meio da hipocrisia, das mentiras, da falsidade e impunidade que reina, não somente dentro da Igreja Católica, mas também no mundo que gira em torno dela. Felizes eram os Gregos que acreditavam que a verdade se impunha a nós, reta, cristalina e sem intermédios!!!!
muito bom, Objetivo e instigante, ótimo elenco, Expõe bem como é feito um trabalho investigativo e os obstáculos da imprensa mesmo num país livre, o que dá um ar realista e sério, mas não acho que faltou sensibilidade no tratamento do tema, especialmente quando retrata as vítimas. Excelente atuação do Mark Rufallo. Senti vontade de entender melhor sobre o padrão psicológico dos abusadores que é mencionado, mas entendo que isso não está no escopo do filme
O filme mesmo sendo lento te mantém interessado e te faz querer ir atrás dos culpados como os jornalistas,é um fato chocante mas que realmente teria que ser levado a tona e que merece sempre nossa atenção.
Gostei bastante do filme, muito bem produzido, com um bom elenco, ótimas atuações e um tema polêmico. Só fica bem parado em alguns momentos, mas que prestar bastante atenção para não ficar boiando... Uma aula de jornalismo! Recomendo!!!
Um grande filme, não será surpresa se leva o Oscar. Bem feito, bem dirigido e com excelente elenco, Michael Keaton, Mark Ruffalo, Rachel McAdams. Um drama social e uma investigação jornalística sobre o lado negro da igreja católica, o celibato, e o abuso sexual de crianças por padres americanos. O filme é forte e detona a Igreja. Não será novidade se tiver dinheiro de judeus em seu financiamento. Todo ano tem um filme que interessa a esse grupo milionário de americanos. Muitos deles contra os nazistas. Um detalhe interessante é que não tem protagonista principal, todos são coadjuvantes. Mark Ruffalo, muito bem, também concorre ao Oscar. A Igreja, de tempos em tempos, é atacada de frente e sempre se recupera e continua sua trajetória, ela é maior que todos os padres, cardeais e papas, juntos. Aconteceu na idade média, quando se recuperou das atrocidades causadas pelas cruzadas e inquisições. Desta vez não será diferente. Um Papa argentino, talvez seja parte do processo de mudança. Quem for muito católico vai se sentir desconfortável, mas vale a pena.
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