A teoria de tudo é a junção de mecânica quântica e a relatividade, e se alterarmos os elementos e trocarmos por esperança e amor temos o filme. A narração foi surpreendente, os atores conseguiram passar tudo que estavam fazendo, consegui sentir a dor, angustia e o principal, esperança. O mais interessante foi que o filme conseguiu se deslocar em duas partes, vida profissional e pessoal, essa foi o destaque, quem não tinha conhecimento da vida de Stephen Hawking passou a ter, o que por fim me fez admirar ainda mais o próprio. Impecável a atuação de Eddie Redmayne, havia momentos que me perguntava se ele realmente tinha a doença (Esclerose Lateral Amiotrófica ELA),já não conseguia diferenciar o que era o ator e o que era a atuação, simplesmente fantástico. Felicity Jones também estava excelente interpretando Jane, primeira mulher de Stephen, conseguiu expressar toda a visão de quem convive com um portador da doença.
James Marsh dirigiu o filme como um maestro comanda a orquestra, era visível a sutileza dos detalhes colocado em cena. E o que passou despercebido por grande parte dos que assistiram o filme, há uma cena no começo onde Stephen em um gesto simples pega a caneta que estava no chão e a coloca de volta a mesa, e já em uma das ultimas cenas, na palestra, a estudante deixa uma caneta cair, e Hawking na cadeira de rodas, se imagina levantando e a pegando, como fez no começo. Isso claramente vai ou te fez pensar sobre muitas coisas.
Desde o descobrimento do amor de um fisico por uma pessoa religiosa até um triangulo amoroso que na visão de alguns foi polemico, A Teoria de Tudo consegue nos fazer sentir tudo aquilo que foi mostrado em cena, um filme excelente com uma mensagem profunda e marcante: "Enquanto houver vida, haverá esperança"