A Teoria de Tudo
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anônimo
Um visitante
4,0
Enviada em 7 de janeiro de 2020
Como a cinebiografia de um homem tão extraordinário pode ser tão ordinária? A despeito das performances brilhantes e comoventes dos atores principais(com óbvio destaque para a excepcional composição de Redmayne) e os estonteantes valores de produção que já fazem valer a conferida, o que temos é infelizmente apenas mais uma Biopic esquemática e pouco imaginativa, o que é um ultraje considerando o biografado. Esperava mais de um filme sobre a vida de Stephen Hawking, mas de qualquer forma, o elenco é muito bom e faz valer apena.
Flávio Augusto M.
Flávio Augusto M.

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4,0
Enviada em 31 de janeiro de 2015
Tá aí um filme que tem a cara do Oscar. Não deve ser o grande vencedor desse ano, mas é o tipo de história que os votantes gostam, considerando o fato de ser a cinebiografia de uma grande personalidade e um filme de superação ao mesmo tempo. Se você não entendeu porque a história de Stephen Hawking é tão forte e merecedora de atenção, reserve duas horas do seu dia e assista a A Teoria de Tudo.

Como o próprio nome do filme já deixa claro, o filme conta a história de Stephen Hawking, mas o faz através de sua relação com Jane, sua primeira mulher. Abordando acontecimentos pontuais, o filme segue o cientista desde o começo do seu doutorado até seu encontro com a rainha da Inglaterra (não sei qual era naquela época), sempre acompanhado de sua história com Jane, que escreveu o livro no qual o filme se baseia.

É certo afirmar que não seria possível ver toda a vida de uma pessoa como Stephen Hawking, então, de certa maneira, a decisão de focar em um ponto de vista é justa e certeira. Acredito que muitas pessoas gostariam de ver um filme que trouxesse mais do lado científico de Hawking, mas temos que entender que é muito menos arriscado – na visão dos produtores – produzir e vender um filme de superação e romance do que uma obra prioritariamente científica.

A ciência está ali desde o início do filme, mas, como a história é contada do ponto de vista de Jane, ela vai aparecendo cada vez menos. Até porque é um fato que, mesmo sendo extremamente inteligente, ela teve muito mais contato com o lado humano e com o sofrimento de Stephen, então esse é um desenvolvimento que faz sentido e deixa o filme mais enxuto. No entanto, esse foco muito intenso no romance e na relação dos dois também tem seu lado prejudicial.

Em primeiro lugar, temos que voltar a ciência, porque ela dá uma certa dinamicidade ao filme. A história de Stephen e Jane é bonita e merece ser contada, mas tem alguns momentos um tanto quanto desinteressantes. O que quero dizer é que a primeira metade do filme, que balanceia a ciência e a relação deles, se desenvolve de maneira muito mais rápida do que a outra parte, que tem momentos muito arrastados.

Em segundo lugar, esse foco tira o espaço de algumas coisas interessantes e deixa muita coisa apenas nas entrelinhas. Por exemplo, enquanto a doença tem um desenvolvimento cuidadoso e emocionante, o filme deixa completamente de fora toda a importância que Stephen teve na continuidade das pesquisas e na conscientização acerca do ELA (Esclerose Lateral Amiotrófica). Também só passa de maneira bem rasa por uma discussão entre religião e ciência, que ganha algum foco ali bem no final, mas acaba soando meio aleatório por não ter sido aprofundada.

O roteiro também peca um pouco no cuidado com os seus coadjuvantes. São personagens que vão ter alguma influência no último ato, mas que passam despercebidos pelo filme, como Brian e o Professor Sciama. De resto, o filme se desenrola de maneira tranquila e até bem didática, dosando bem o romance, o drama de superação e até o humor, já que o próprio Hawking tem um senso de humor bem interessante.

O diretor James Marsh conduz muito bem o desenvolvimento, misturando jogos de câmera, pontos de vista e um lado um pouco mais documental, que é a área onde ele tem maior experiência. Ao lado de uma ótima trilha sonora e de uma fotografia que brinca constantemente com a paleta de cores, ele consegue criar imagens lindíssimas e emocionar sem fazer muito esforço. Não é aquele filme que te faz chorar rios, mas a história em si é muito forte e o diretor não precisa fazer muito para que ela toque o público.

Ainda acho que, assim como o roteiro de Anthony McCarten, ele poderia se arriscar mais em alguns momentos. Um bom exemplo seria a cena onde ele contrapõe as ações de Jane no acampamento e de Stephen na apresentação da orquestra de Bordeaux. Uma cena muito bonita e cruel no seu desenvolvimento e na sua consequência. A questão é que ele corta ela um pouco mais cedo e deixa uma situação em aberto quando não deveria. Acho que esse é o tipo de risco que daria contornos mais complexos à história sem atrapalhar em nada. Na verdade, deixar isso pra imaginação do público é até mais cruel com os personagens.

Por outro lado, vejo que Marsh arriscou um pouco na escolha de um elenco desconhecido de grande parte público. E esse aqui é o ponto onde ele acertou em cheio, porque, se o roteiro dá qualquer escorregadinha no seu decorrer, os atores seguram o filme de maneira sublime.

Eddie Redmayne, que se tornou conhecido há pouco tempo em Os Miseráveis, faz um dos trabalhos de composição mais brilhantes dos últimos tempos, chegando ao ponto de impressionar o próprio Hawking. Ele faz uma representação física e mental perfeita desde de antes da doença, mas é com o desenvolvimento dela que tudo fica mais complicado e surpreendente. Em um trabalho que inclui mente, corpo e voz, Eddie passa toda a angústia, sofrimento, amor e humor de Hawking em poucos movimentos.

Na minha opinião, esse é o único trabalho de composição de personagem (entre os que eu já assisti, claro) que supera o trabalho feito por Jake Gyllenhaal em O Abutre. Jake sequer foi indicado ao Oscar, então minha torcida vai toda para Eddie Redmayne. Ele ganhou o SAG e tem grandes chances de bater Michael Keaton, que é o outro favorito ao prêmio.

Sua parceira de cena também não deixar por menos, mesmo tendo um papel mais fácil. Não estou dizendo que Felicity Jones faz um trabalho ruim, mas é lógico que ela não tem nenhuma dificuldade com o trabalho físico, como Redmayne. No entanto, a composição mental de Jane é forte e complexa. Felicity interpreta de maneira certeira toda a coragem, amor e outros sentimentos conflitantes vividos por Jane durante sua vida ao lado de Hawking.

Como disse, o roteiro não tem tanto cuidado com os coadjuvantes, então eles acabam ficando quase sempre à sombra de Eddie e Felicity. Ainda assim, posso assinalar as boas atuações de David Thewlis (Sciama), Harry Lloyd (Brian) e Charlie Cox (Jonathan aqui e o Demolidor na série da Netflix), mesmo sem ter muitos espaço ou cenas tão fortes.

No fim das contas, A Teoria de Tudo tem muito mais acertos do que erros e consegue adaptar de maneira interessante a história de um dos maiores gênios e vencedores da nossa geração. Ainda apoio a ideia de termos outro filme que conte a trajetória sob outro ponto de vista, mas não posso tirar o mérito da história extremamente corajosa e emocionante de Jane e Stephen. É uma história que merecia chegar aos cinemas dessa maneira e que precisa ser conhecida pelo público.
anônimo
Um visitante
4,0
Enviada em 1 de fevereiro de 2015
Tudo é primoroso nesta cinebiografia, "A Teoria de Tudo" irá emocionar seus telespectadores, afinal o filme está rodeado de qualidades, a obra possui uma trilha sonora bastante envolvente, uma ótima direção, um roteiro incrível e atuações magnificas de Eddie Redmayne e Felicity Jones. O filme é sublime e não cansará seu público, mesmo assistido inúmeras vezes.
Jeferson C.
Jeferson C.

10 seguidores 5 críticas Seguir usuário

4,5
Enviada em 31 de janeiro de 2015
Onde tudo começou? É uma das perguntas mais feitas para saber (e discutir) a origem do universo. Em A Teoria de Tudo, ao mesmo tempo em que nos emocionamos com a história de Stephen Hawking, vivido fantasticamente por Eddie Redmayne, podemos enxergar um tom filosófico em cada plano e corte. O filme mostra, do começo ao fim, como o tempo é duplamente maravilhoso e cruel, nos tirando e nos dando coisas, transformando a história de tudo e todos. Decisivo, ele instiga para vivermos sonhando e com saudade.

Lutar contra o relógio é o que define a história de vida do físico. spoiler: Provar onde começou tempo sem tempo, meio irônico, não? A doença do protagonista vai avançando, sob a persistência de Stephen e sua esposa Jane, enquanto as teorias vão mudando
. É inspirador!

O longa tem uma direção e fotografia belíssimas, além, é claro, das incríveis atuações. Felicity Jones, que vive Jane, só fortalece o drama passado por Redmayne, merecendo sua indicação ao Oscar de Melhor Atriz. Ele também concorre como Melhor Ator, sendo o favorito ao prêmio. Certamente, um dos meus filmes favoritos de 2015.
Jackson A L
Jackson A L

13.703 seguidores 1.243 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 1 de março de 2017
Ta aí um excelente drama pra quem curte o gênero! Ótima atuação de Eddie Redmayne no papel de Stephen Hawking. Com uma doença motora degenerativa descoberta quando tinha apenas 21 anos, não se deixou abater, mesmo quando lhe foi dado apenas mais 2 anos de vida. Esse longa vale a pena!
Jhonathan C.
Jhonathan C.

3.325 seguidores 415 críticas Seguir usuário

4,5
Enviada em 3 de maio de 2015
São poucos os documentários que nos fazem emocionar. Stephen Hawking é um dos maiores físicos (senão o maior) do mundo. Vemos isso não só pelas teorias abordadas por ele, mas sim pela ousadia e força de vontade. Mas o foco deste filme vai mais para a vida íntima de Hawking, baseada na nas informações da ex esposa dele, Jane. O filme foca o romance dos dois, que por sinal ficou incrível, destacando principalmente as atuações de Eddie Redmayne (no papel de Hawking) e Felicity Jones (no papel de Jane). A Teoria de Tudo é um filme leve, simples, emocionante e que de alguma forma sairemos com alguma mensagem.
anônimo
Um visitante
4,5
Enviada em 19 de outubro de 2015
Um gênio indomável,com uma mente brilhante.Dessa forma podemos analisar o ambicioso jovem Stephen Hawking (Eddie Redmayne).A Teoria de Tudo é um dos mais completos filmes do ano.A história é simples,e não força nenhuma super inteligência para poder entender.O foco principal é o relacionamento entre os jovens Stephen e Jane (Felicity Jones).Que rapidamente se apaixonam em um único olhar.Daí começam a somar forças,fazendo com que os seus sonhos sejam realizados.Mais por uma triste ironia do destino Stephen sofre um terrível acidente,e a partir desse momento ver a sua vida entrar em uma profunda depressão.Pois não mais irá realizar o que mais sabe de melhor,a física e seus elementos.Stephen é um super talento,principalmente ao redor de seus amigos,onde se destaca por sua incrível rapidez intelectual.Já Jane ,é um pouco mais acatada,e não gosta muito de se expor,principalmente quando está ao redor da família de seu marido.E com o acidente,ela meio que se sente indecisa sobre o fato de realmente está junto de Stephen.A indecisão de Jane é interessante,pois ela não sabe mais o que fazer,e no meio da história entra Jonathan (Charlie Cox),que vai embolar ainda mais a trama.Eddie Redmayne está sensacional,faz o filme tomar um rumo diferente após seu acidente,e se mostra perfeito até o fim.Grande aposta para o Oscar!
Barbara Martins
Barbara Martins

34 seguidores 18 críticas Seguir usuário

4,5
Enviada em 9 de fevereiro de 2015
O olhar, os movimentos, o tom da voz: Eddie Redmayne em sua melhor forma na pele do personagem mais complexo de sua carreira. Mas falar de complexidade em A Teoria de Tudo é uma contradição, porque no longa prevalece a simplicidade, a despretensão, a sensibilidade. Uma bela forma de retratar a vida de um gênio que não se deixou destruir por uma doença que tinha potencial para tanto. Com um diagnóstico precoce de esclerose lateral amiotrófica, doença que gradativamente impossibilitou-o de mover-se e falar, o físico e cosmólogo Stephen Hawking tem uma história, no mínimo, inspiradora, que inclui amigos e parentes que se mantiveram sempre ao seu lado. Para representá-los, um ótimo elenco e uma fluidez que permite passarmos por várias etapas da vida de Hawking sem aquela sensação de cansaço comum a filmes que pecam pelo exagero. Com um senso de humor certeiro e equilibrado, o longa transcorre com leveza, apesar das cenas que expõem os acidentes e a dificuldade crescente do físico desde o descobrimento da doença. A fotografia se apresenta na forma de uma iluminação delicada, característica do filme como um todo, que parece fundir-se com a fragilidade do próprio protagonista.
As pesquisas de Hawking sobre o tempo e os aspectos que o envolvem dentro da cosmologia poderiam ter guiado o longa em uma direção mais calculista e metódica, se não fosse o equilíbrio perspicaz entre o homem e sua criação. Aliás, o trabalho do estudiodo está especialmente ligado ao desfecho, que é de uma sensibilidade como há muito não via e uma confirmação da obra bem estruturada que é "A Teoria de Tudo". Todos os elementos, da trilha sonora às locações, formam uma unidade, homogênea e atenta a pisar sobre os passos de Hawking, mesmo quando este já não podia fazê-lo.
Kamila A.
Kamila A.

7.940 seguidores 816 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 18 de março de 2015
Durante uma entrevista realizada ao jornal inglês Daily Mail para divulgar o filme “A Teoria de Tudo”, a atriz Felicity Jones afirmou o seguinte: “eu leio sobre esses grandes homens que fizeram história e sempre terá uma grande mulher por trás de tudo fazendo o trabalho tedioso e menos glamoroso que mantém tudo funcionando. Essas mulheres não deveriam permanecer invisíveis”. Ela se referia, principalmente, à Jane Hawking, personagem que ela interpreta no filme, e que veio a ser, durante os 30 anos mais importantes da vida do cosmólogo britânico Stephen Hawking, a sua esposa.

“A Teoria de Tudo” é justamente baseado no livro de memórias que foi escrito por Jane sobre o período em que ela conviveu com uma mente tão brilhante como a de Stephen. Ao assistirmos ao filme, fica a certeza de que, mais do que o relato sobre como Stephen Hawking superou todas as dificuldades que lhe foram impostas pela ELA (Esclerose Lateral Amiotrófica), doença degenerativa com a qual ele foi diagnosticado em meados dos anos 60, para se transformar em uma das mentes mais proeminentes no que diz respeito ao estudo do tempo e da criação do universo; este é um filme sobre o sacrifício que Jane se impôs ao escolher se casar com Stephen.

Jane Hawking colocou a sua vida (profissional, principalmente) por completo, em segundo plano, de forma a poder proporcionar à Stephen Hawking uma vida plena, dentro de suas limitações. E que plenitude os dois tiveram (vivenciaram): criaram 3 filhos, viajaram e se divertiram – ao mesmo tempo em que Stephen, com o apoio de Jane, também teve toda a rede de suporte para enfrentar a sua doença e alcançar tudo aquilo que ele sempre imaginou, em termos de seu trabalho científico. Entretanto, “A Teoria de Tudo” é também muito sincero ao retratar que uma vida de sacrifício pessoal sempre coloca uma sombra diante de quem faz essa escolha, na medida em que existe o ressentimento por parte de Jane de não ter tido a coragem de brigar pela sua própria felicidade e realização pessoal.

Chega a ser acalentador que um filme com um sentimento tão denso não caia no terreno da angústia e da tristeza sem fim. Isso acontece porque Jane se sentia plenamente confortável com o que escolheu e porque Stephen tinha a plena consciência de (ou a sensibilidade de perceber) que sua esposa precisava de um tempo para ela mesma. Apesar dessa não ser uma história com um típico final feliz hollywoodiano, “A Teoria de Tudo” se destaca pela perfeita interação entre o seu casal central de atores: a já citada Felicity Jones (indicada ao Oscar 2015 de Melhor Atriz) e Eddie Redmayne (vencedor do Oscar 2015 de Melhor Ator). São eles, com a ajuda da bonita trilha sonora composta por Jóhan Jóhansson, que nos levam numa viagem pelos altos e baixos de um relacionamento peculiar, mas que representa bem o verdadeiro significado da palavra amor; afinal, mais do que ceder, sacrificar e renunciar; amar de verdade significa também saber o momento certo de saber partir e de deixar para trás.
Alexandre S.
Alexandre S.

153 seguidores 116 críticas Seguir usuário

4,5
Enviada em 19 de fevereiro de 2015
Um belíssimo filme que conta como Stephen Hawking (esplêndido na atuação de Eddie Redmayne, meu favorito ao Oscar, por mais que goste de Michael Keaton), logo após a descoberta da ELA (Esclerose Lateral Amiotrófica) e segue não só suas pesquisas como também sua vida com a primeira esposa,Jane, com a também muito bem no filme Felicity Jones. Um filme que você imagina um drama daqueles de não conseguir parar de chorar, afinal, logo após o diagnóstico de ELA, os médicos dão a Hawking 2 anos de vida. E ele se encontra vivo até hoje. Vale uma visita ao cinema. #oscar2015
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