.....e o elevador se abre! Brincadeira e "vade retro" obra dos infernos e seus tons! Continua aqui (e agora) a obra politicamente incorreta (será?) do diretor Lars von Trier e digo, respira fundo que o negócio é "punk"! Com muito mais "salsichón/linguiças" na tela que quase te furam o olho (ainda bem que não tem versão 3D), "esfihas" de todas as idades/tipos e camas quase quebrando de tanto "nhec nhec nhec", este volume é sim superior ao primeiro e não por tudo isso que comentei, mas pelo verdadeiro drama que a protagonista Joe (Charlotte Gainsbourg) chega a sofrer e os dilemas que tem que enfrentar, ou seja, muito mais profundo (e olha que nem comento das penetrações). Como faz parte de um todo que fora dividido, continuamos tendo o diálogo entre a mulher e o idoso e este continua com as metáforas em relação ao sexo, mas desta vez um tanto quanto exageradas e até colocadas em "xeque" sobre tais. Abordando e misturando o ato sexual com religião e sociedade, o bate papo acaba sendo mais interessante, mas o que chama a atenção mesmo agora, são os outros quatro capítulos da vida da protagonista. Como qualquer viciado em qualquer droga, quando utilizada demais, acaba perdendo o efeito e assim o "nóinha" acaba por procurar algo diferente, mais forte, para que sinta algo já perdido, mas que o consome ainda. E é o que acontece com nossa querida Joe, já adulta e mãe. Desesperada, ela começa a procurar meios alternativos para suprir sua necessidade. Do sanduiche ao sadomasoquismo, não importa o que seja, ela quer prazer, ela quer, mesmo que para isso seja necessário perder tudo e a todos..... E o que acontece com pessoas que abusam do seu vício? O corpo cobra uma hora..... Froid! E que atuação de Gainsbourg, ela dá uma aula sobre interpretar a mistura entre medo, desejo, vontades, culpa, prazer, romance, uma salva de palmas (.....claps, claps, claps, claps, claps.....)! Nesta continuação, Joe descobre o que é o amor e mais uma vez o sexo se mistura com tons de música e a "sinfonia" é quase conduzida por um maestro. Trier também critica a nossa sociedade machista com um recado bem claro e objetivo (ponto extra!). Sobre o elenco, acrescenta se mais nomes de peso, como o ótimo ator Willem Dafoe (o Duende Verde da trilogia do HOMEM-ARANHA do diretor Sam Raimi). E vou comentar um pouco sobre o sadomasoquismo nesta película: CHUPA GREY!.....(....se preparando para ser xingado em 3...2...1...). Fãs do "Bruce Wayne do Chicotinho", sei que na obra literária ele é o "Mister Pain", mas nos cinemas nem chegou perto da "poeira" do personagem que o ator Jamie Bell interpreta (o K). O que K faz com Joe, faria Anastasia mudar de país e nome já que esta não aguentou 10 chibatadas (ou sei lá quantas, mais que 20 não foram) de Christian (e este se mostrou satisfeito com tal "punição".....FRACO!). Assim como no vol.1, continuam os cortes mal feitos, com o segredo dos olhos diferentes nas fases de Joe e adiciona mais um coisa: a troca de atores na "fase adulta". O "crescimento" de Joe foi normal na narrativa (tirando o fato dos olhos) e por que será que o personagem de seu xodó, Jerôme (interpretado por Shia LaBeouf na fase "jovial", o Sam Witwicky da primeira trilogia de TRANSFORMERS) só teve seu "envelhecimento" mais tarde? E por que o substituto de LaBeouf não abre um pio? Seria o cachê de LaBeouf que deveria ser justificado? Mais um erro grotesco? É, só Sigmund Freud mesmo..... Mais polêmico, mais interessante, mais dramático, mais inteligente, mais intenso, mais tudo é a segunda parte da obra cinematográfica de Lars von Trier. Resta agora achar a "Versão do Diretor" para ver a diferença. O desfecho, após uma conversa com uma das minhas psico(...logas) prediletas, achei bom demais! Antes de "me deitar no divã", não havia compreendido tal acontecimento e a mesma pergunta que Seligman (o senhor idoso benfeitor que contextualiza todas as situações e experiências, interpretado pelo ator Stellan Skarsgård) fez a Joe, eu também me fiz. Mas depois da explicação (deveras clara na tela também, eu com meu tico e teco lusitano que as vezes não funcionam bem), achei justo o final. Curioso? Lembra da primeira pergunta que fiz no comentário da primeira parte? Pois é, boa hora para responder...